Vaccari é absolvido pelo TRF-4 pela segunda vez

Ex-tesoureiro do PT é absolvido por falta de provas. Esta é a segunda decisão do TRF-4 que reforma sentença de Moro 

A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) absolveu, nesta terça-feira (26), o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto sob o entendimento de que as provas apresentadas são insuficientes por se basearem apenas em delações premiadas. Este é o segundo processo, no âmbito da Lava Jato, em que Vaccari é absolvido em segunda instância por falta de provas.

WhatsApp Image 2017-09-26 at 11.41.39O julgamento dos recursos da defesa de Vaccari começou no dia 13 de setembro e havia sido suspenso, após pedido de vista do desembargador Victor Laus devido à divergência entre os votos do relator João Pedro Gebran e do revisor do processo Leandro Paulsen. O procedimento foi semelhante ao que ocorreu no primeiro processo, em junho deste ano.

No julgamento concluído na manhã desta terça-feira, Victor Laus votou pela absolvição de Vaccari por falta de provas. A defesa, representada pelo escritório Durso e Borges Advogados Associados, com a sustentação oral feita pelo Dr. Ricardo Velloso, conseguiu, mais uma vez, provar à justiça que Vaccari é inocente e não há motivos para sua condenação.

Apesar do ônus da prova ser de responsabilidade do acusador, no caso de Vaccari na Lava Jato, percebemos, a cada absolvição, que cabe à defesa do ex-tesoureiro do PT provar a inocência, e não o contrário. Não há provas contra Vaccari e a cada julgamento tal constatação vai se consolidando como verdade.

Como já dissemos neste Blog reiteradas vezes, a única acusação contra Vaccari é o fato de ele ter recebido doação oficial ao PT na condição de tesoureiro do partido. Vaccari está há mais de dois anos preso por perseguição política.

Absolvições
Vaccari já foi absolvido em dois processos do Ministério Público de São Paulo no caso Bancoop. Em um deles, a denúncia sequer foi aceita pela Justiça de São Paulo, que decidiu pela absolvição sumária (antes do julgamento do mérito) de todos os réus por considerar as “alegações vagas” demais, além de conter erros.

No âmbito da Lava Jato, Vaccari foi absolvido em dois processos, ambos com decisão reformada em segunda instância. A pena de Vaccari foi, portanto, reduzida em 24 anos e quatro meses. No total, são 11 processos na Lava Jato, todos correlatos e baseados ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE na palavra de delatores, que, inclusive, em determinados casos, chegaram a absolver Vaccari.

Dos 11 processos:
Dois absolvidos em segunda instância (TRF-4) – redução de 24 anos e 4 meses de pena.

Três em que foi condenado em primeira instância (juiz Sergio Moro) a 22 anos e 8 meses e, neste momento, estão no TRF-4 para julgamento.

Seis processos que ainda serão julgados em primeira instância (juiz Sergio Moro).

Liberdade para Vaccari
Mesmo com as decisões que comprovam sua inocência, Vaccari permanecerá preso devido ao processo no qual foi pedido, pelo juiz de primeira instância Sergio Moro, a extensão de sua prisão. Este caso ainda aguarda julgamento pelo TRF-4.

Em busca de justiça, a defesa de Vaccari entrou com Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e outro no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a liberdade imediata de Vaccari.

Saiba mais:
– O “crime” de Vaccari
– Vaccari é absolvido por falta de provas
– Joao Vaccari Neto: um preso político
– Justiça absolve Vaccari. E por que Vaccari continua preso?
– Lava Jato quebra sigilo telefônico do PT e não encontra nada
– A desfaçatez da Justiça com Vaccari
– Se a lei vale para todos, por que tesoureiros dos demais partidos não estão presos?
– Acesse o Dossiê ‘Verdade sobre Vaccari’

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O quê falar da situação de Vaccari?

Por Gilmar Carneiro, em seu blog

Da tragédia humana à tragédia nacional
Ontem, pela segunda vez, fomos à Curitiba com a expectativa de que Vaccari fosse libertado e voltasse para a vida familiar e a trabalhar com os amigos que ele tanto preza.

Ontem, pela segunda vez, voltamos frustrados de Curitiba. Como diz o Dr. Elias Mattar Assado, do escritório local que defende Vaccari: “Há gente em Curitiba que esquece que no Brasil existe uma República Federativa e quer criar uma república local acima do Brasil. Existe sim uma República Federativa do Brasil. A república de Curitiba não existe”.

Se da primeira vez o juiz Moro recusou-se a reconhecer o caráter isonômico da ABSOLVIÇÃO de Vaccari, recusa apresentada à oitava turma do TRF-4ª – região com longa explicação; na segunda vez, ficou evidente de que houve uma combinação de subserviência aos argumentos do juiz Moro.

Juridicamente, todos os advogados ouvidos tinham certeza absoluta de que Vaccari seria libertado ante os argumentos e os fatos apresentados no recurso e no Habeas Corpus. Aos poucos, os advogados vão percebendo que estamos vivendo no Brasil um “Estado de Exceção”, onde as leis são interpretadas conforme a conveniência política dos novos ditadores. Vivemos numa sociedade onde tudo é relativo…

Politicamente, a pressão sobre Lula serviu de pretexto para manter Vaccari preso. Afinal, tudo o que está acontecendo na política e na economia tem a ver com o fato de os empresários, unidos com o aparelho do Judiciário e liderados pela imprensa, terem dado mais um golpe de Estado, desta vez sem a participação das Forças Armadas, sendo, portanto, uma ditadura civil, onde o executor do golpe foi o Congresso Nacional e parte do Judiciário. Temos que reconhecer que os erros e as dificuldades do governo Dilma facilitaram a ousadia dos golpistas.

A direita saiu do armário por não conseguir ganhar as eleições, organizou grandes manifestações e criou mentiras jurídicas para justificar o golpe político.

Tudo foi ficando claro com o tempo.

Ao tirar Dilma e reagrupar os parlamentares como um blocão de mercenários corruptos que vendem votos e projetos, esta nova direita neoliberal e golpista começou a mudar completamente a razão de ser do Estado Brasileiro.

A direita neoliberal e entreguista, liderada pelo PSDB, comprou o PMDB e os demais partidos que tinham feito parte da Coligação com Dilma e este bloco entreguista começou a aprovar a Reforma do Estado, destruindo seu caráter de Bem Estar Social, para transformá-lo num Estado neoliberal, mínimo, sem políticas públicas e sem autonomia em relação aos Estados Unidos e seus aliados. Estes mercenários venderam barato a nossa Soberania Nacional.

Sofro em ver o Brasil voltar a ser governado por uma ditadura;
sofro em ver o Brasil não poder contar com a Constituição de 1988;
sofro em não poder acreditar no que a imprensa divulga;
sofro em ver a tentativa feroz de destruição de Lula e do PT;
sofro em ver o Vaccari ficar preso há mais de dois anos somente por ter sido Tesoureiro do PT;
sofro em ver sua esposa, filha e netos sofrerem diariamente ante tanta violência;
sofro em ver seus amigos e colegas sofrendo ante tanta agressão jurídica, política e midiática;
sofro por me sentir sem condições de sozinho, quixotescamente, enfrentar estas quadrilhas…

Dediquei minha juventude à luta contra a ditadura militar. Depois dediquei meus mais de quarenta anos de trabalho na construção de um novo sindicalismo, uma nova experiência política partidária e uma nova visão de cidadania e liberdade.

Nunca tive vergonha do que fiz e do que faço pela consciência da classe trabalhadora e pela transformação do Brasil numa grande Nação livre e soberana.

Quando pensava que teria uma aposentadoria feliz por ver nosso país ser reconhecido internacionalmente como a grande esperança do mundo, feliz por ver milhões de brasileiros serem integrados como cidadãos; feliz por ver nossa filha e a filha de Vaccari se formarem em medicina e construírem novas famílias, eis que surge mais um golpe e mais uma ditadura.

Nossos empresários não estavam e não estão preparados para a Democracia e para a Liberdade.

Precisamos voltar à resistência, a enfrentar prisões, espionagem, intimidações e agressões. Precisamos voltar a nos unir pelas Liberdades Democráticas, pelas liberdades de informação e comunicação, pelo ir e vir. Enfim, pelo direito de nossos filhos serem livres e conscientes. Precisamos lutar pela nossa Soberania Nacional.
Ao ser perguntado como me sentia com o resultado do três a zero no julgamento, respondi para as pessoas que me sentia como os milhares de palmeirenses que viram seu time perder em casa ou como um cachorro molhado que caiu do caminhão de mudança.

Não conseguia falar, não conseguia escrever.
Hoje cedo falei de flores e da Primavera.
Somente agora, no final do dia, consigo escrever este desabafo.

Vaccari um dia será libertado.
E todos nós, parentes e amigos de Vaccari, teremos orgulho de dizer que Vaccari foi o mais digno preso político desta nova ditadura de merda. Desta nova ditadura corrupta e entreguista das riquezas nacionais e da Soberania do Brasil.

Como dizia o Profeta: “Passarão o Céu e a Terra, mas nossas palavras não passarão…”

Vaccari continua presente nos nossos dias e nas nossas orações. Mandela ficou mais tempo preso, mas, ao sair, fez mais pela África do Sul em poucos anos do que todos seus adversários brancos durante vários séculos.

Liberdade e Dignidade não se ganha, CONQUISTA-SE!

Libertem João Vaccari Neto

Por João Mateus Junior*

Há um inocente preso na carceragem do Complexo Médico Penal de Pinhas – PR, que abriga os réus da operação Lava-Jato. E quem diz isso não é nenhum defensor dos direitos humanos (esses que os fascistas de plantão comumente chamam de defensores de bandidos), e nem algum crítico das prisões preventivas que se alongam desnecessariamente na operação que prometeu passar o país a limpo. Quem decidiu que há um inocente cumprindo pena foi o Tribunal Regional Federal com sede em Porto Alegre-RS.

João Vaccari Neto está preso preventivamente desde o dia quinze de abril de dois mil e quinze. Trata-se de uma prisão que perdura há dois anos, dois meses e quinze dias sem que haja contra ele nem sequer um fiapo de prova.

Quando decretou a prisão de Vaccari, o juiz federal de primeira instância usou como argumento um tripé de acusação tão frágil que faria corar qualquer indivíduo minimamente isento. Após o encarceramento, somaram-se quase uma dezena de inquéritos, processos e algumas condenações, todas em primeira instância e passíveis de reversão, numa clara estratégia de lawfare. Em todos os processos contra João Vaccari há uma constante: as acusações contra ele são fundamentadas única e exclusivamente na palavra de delatores, que assim escaparam de duras penas de prisão.

Ao longo dos mais de dois anos em que segue vítima de um verdadeiro massacre midiático, promovido com o claro intuito de desacreditá-lo e condená-lo sem provas, o mesmo foi tolhido daquilo que talvez seja uma das melhores sensações que uma pessoa possa ter. Foi durante essa prisão preventiva que nasceram os dois únicos netos de Vaccari, e ele não pode vivenciar esses dois momentos sublimes da forma como sempre desejou.

Durante os nefastos dois anos pelos quais se arrastam a prisão preventiva de Vaccari, por múltiplas vezes seus pedidos de HC foram negados sob o argumento de que não havia flagrante ilegalidade em sua prisão. Como se manter um indivíduo preso sem nenhuma prova contra ele, baseado apenas em palavra de delatores, não fosse uma ilegalidade em si mesmo. Sempre nos pareceu claro que o intuito da prisão de João Vaccari foi tentar forçá-lo a celebrar um acordo de delação premiada que tivesse como objetivo atacar o Partido dos Trabalhadores e o presidente Lula.

Os artífices do golpe que levaram o criminoso que responde pelo nome de Michel Temer à presidência da república sabem muito bem que só há uma forma de impedir que o melhor presidente que esse país já teve seja reconduzido, pelo voto soberano do povo, à presidência: é urgente inviabilizar política-eleitoralmente o senhor Luiz Inácio Lula da Silva, do contrário ele será eleito em 2018. Assim como contra Vaccari, não há provas contra Lula. A república de Curitiba então sempre sonhou que uma eventual delação premiada de Vaccari seria a bala de prata contra Lula e o PT.

A família, os advogados e o próprio Vaccari sempre negaram a intenção de um acordo de delação, mesmo quando os processos e duras penas foram se somando. Vaccari jamais faria delação por dois motivos muito simples: o primeiro, e mais importante, é que João Vaccari Neto não cometeu crime algum. Ele está preso única e exclusivamente por ter sido secretário de finanças do PT e ter exercido função estritamente legal, com a arrecadação financeira para o partido respeitando a legislação, de forma declarada e com prestação de contas aos órgãos competentes; o segundo motivo é que quem conhece Vaccari e seu caráter sabe que ele jamais aceitaria mentir e incriminar outro inocente com o intuito de obter qualquer beneficio que seja, mesmo que tal benefício fosse a liberdade que ele merece.

Pois bem, não é que nessa semana a oitava turma do Tribunal Regional Federal da quarta região, em Porto Alegre-RS, por maioria dos votos, decidiu que o Ministério Público não apresentou provas suficientes para justificar a pena de prisão imposta pelo juiz Sérgio Moro?! Pelo contrário, os desembargadores enfatizaram que a condenação se baseava apenas em delações premiadas e que, como tal, a condenação violava a própria legislação que rege o instrumento da delação premiada (que os procuradores costumam tratar eufemisticamente como “colaboração”).

A Lei 12.850/13, em seu parágrafo 16, versa que “nenhuma sentença condenatória será proferida com fundamento apenas nas declarações de agente colaborador”. A absolvição de Vaccari conquistada na última semana vem se somar a outras duas já alcançadas no âmbito da justiça em São Paulo. Vale lembrar das denúncias oferecidas pelos cultos procuradores ao citar “Marx & Hegel” no pedido de prisão de Lula e de Vaccari, e que foram negadas por inépcia da inicial.

Esperávamos que após a sua absolvição no órgão colegiado, Vaccari seria posto em liberdade. Seus amigos organizaram uma caravana para ir buscá-lo na república de Curitiba. E aqui faço loas a esses amigos. Quanta dignidade, quanta parceria, quanta empatia. Como já disse outra vez, se não soubesse mais nada sobre João Vaccari Neto, apenas o fato de saber que seus amigos lhe são fiéis já seria o suficiente para nele confiar.

Mas, infelizmente, o juiz de primeira instância fez uso de uma manobra protelatória cujo único objetivo é postergar o inevitável: a concessão da liberdade ao Vaccari. Usou como argumento o fato de haver outra prisão preventiva decretada por ele mesmo em outra sentença proferida (talvez o juiz tenha esquecido que não decretou outra preventiva, e sim uma extensão da primeira preventiva). É um ineditismo. Derrubada a condenação emanada do processo no qual havia uma prisão preventiva decretada, o réu segue preso por conta da extensão de uma pena que já não mais existe.

Temos agora um indivíduo que tem sua prisão preventiva mantida mesmo após a absolvição em segunda instância. E adivinhem vocês quais são as provas contra Vaccari nos outros processos, que, segundo o juiz de Curitiba, justificam a manutenção da prisão: apenas as delações, sem nenhuma prova material. Os processos tem em seus escopos a mesma flagrante ilegalidade observada pelo TRF e que ensejou a absolvição de João Vaccari. Como os processos tem todos a mesma base, há que se supor que os resultados de seus julgamentos serão o mesmo que o do primeiro no TRF: a completa absolvição do réu.

Vaccari já está preso há mais de dois anos, e agora inocentado em segunda instância. Tendo os processos contra ele o mesmo destino do primeiro, a prisão preventiva terá se alongado por anos a fio com a absolvição completa do réu ao término desses processos kafkianos. Quem devolverá a Vaccari e a sua família o tempo em que ele, injustamente, ficou preso? Não há reparação possível para tamanho dano. Vaccari é um senhor de 58 anos de reputação ilibada e que está sendo privado daquilo que o é de direito: a liberdade.

Diante do exposto, chegamos a uma conclusão que não nos deixa dúvida: João Vaccari Neto é um preso político, e sua imediata libertação é condição sine qua non para que o Brasil volte ao pleno Estado Democrático e Social de Direito, do qual foi dos trilhos tirado por uma corja que não aceitou a quarta derrota consecutiva nas urnas. É uma gente bem nascida, mas muito mal criada, e que não aceita os avanços sociais (insuficientes, por óbvio) que foram alcançados pelos governos do PT.

João Vaccari Neto é inocente. E não sou só eu a dizer isso. Quem diz também é um órgão judicial colegiado.

Libertem João Vaccari Neto!

*João Mateus Junior é médico, militante petista e genro de Vaccari

Moro mantém Vaccari preso mesmo com a absolvição pelo TRF-4

Defesa vai recorrer dessa medida protelatória de Moro; a liberdade de Vaccari é uma questão de tempo, ele é inocente

O juiz de primeira instância de Curitiba, Sergio Moro, obcecado pela condenação de petistas, fez o previsível. Sem provas que sustentem sua decisão de condenar João Vaccari Neto, revogada pelos juízes da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) na última terça-feira (27), tenta agora protelar a justa liberdade do ex-tesoureiro do PT.

Moro expediu o alvará de soltura protocolado pela defesa de Vaccari, porém fez constar a observação de que o ex-tesoureiro não deve ser solto porque os efeitos da preventiva que o mantém preso em Curitiba foi estendido para outro processo. Contrariado em sua saga para punir petistas, Moro decidiu remeter ao mesmo Tribunal que absolveu Vaccari a decisão sobre sua liberdade. No despacho, afirma que caberá ao TRF-4 estender ou não os efeitos da revogação da preventiva ao outro processo.

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A defesa de Vaccari vai entrar com recurso ainda nesta quarta-feira (28), uma vez que a absolvição de Vaccari neste primeiro processo por falta de provas deve ser estendida aos demais processos em andamento.

A decisão do juiz Sergio Moro foi baseada, única e exclusivamente, em delações de réus confessos. Apesar de ter prendido Vaccari há dois anos e ter colocado dezenas de policiais federais e procuradores para investigar a vida do petista, não há uma prova sequer de atos ilícitos para corroborar as declarações contraditórias de delatores.

No julgamento no TRF-4, o desembargador Leandro Paulsen, que votou pela absolvição de Vaccari por falta de provas, foi didático ao explicar sua decisão: “A existência exclusiva de depoimentos prestados por colaboradores não é capaz de subsidiar a condenação de 15 anos de reclusão proferida em primeiro grau de jurisdição, uma vez que a Lei 12.850/13 reclama, para tanto, a existência de provas materiais de corroboração que, no caso concreto, existem quanto aos demais réus, mas não quanto a João Vaccari”.

O crime de Vaccari é ser petista e ex-tesoureiro do PT. Solte Vaccari, Moro! Não estamos mais na ditadura. Não existe crime político no Brasil. Vaccari é preso político. Seu crime foi ter arrecadado doações oficiais – e aprovadas pelo TSE – ao PT na condição de tesoureiro do partido.

A liberdade de Vaccari é apenas uma questão de tempo. Estamos indo te buscar Vaccari!              

Libertem João Vaccari Já!

#VaccariAbsolvido #VaccariÉPresoPolítico

Saiba mais:
– O “crime” de Vaccari
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Vaccari é absolvido pelo TRF-4

Tribunal revê decisão em primeira instância do juiz da Lava Jato, Sergio Moro, e absolve ex-tesoureiro do PT por falta de provas

A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) absolveu, nesta terça-feira (27), o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto sob o entendimento de que as provas são insuficientes por se basearem apenas em delações premiadas.

O julgamento dos recursos da defesa de Vaccari começou no dia 6 de junho e havia sido suspenso após pedido de vista do desembargador Victor Laus devido à divergência entre os votos do relator João Pedro Gebran e do revisor do processo Leandro Paulsen.

No julgamento retomado nesta terça-feira, Victor Laus acompanhou o desembargador Leandro Paulsen, que havia votado pela absolvição de Vaccari por falta de provas. “A existência exclusiva de depoimentos prestados por colaboradores não é capaz de subsidiar a condenação de 15 anos de reclusão proferida em primeiro grau de jurisdição, uma vez que a Lei 12.850/13 reclama, para tanto, a existência de provas materiais de corroboração que, no caso concreto, existem quanto aos demais réus, mas não quanto a João Vaccari”.

Laus, da mesma forma, entendeu que as colaborações não são suficientes para condenar o ex-tesoureiro. “Para mim, a prova ficou insuficiente. No âmbito desta ação penal, faltou a corroboração da palavra dos colaboradores”, destacou.

Vamos buscar Vaccari
Com a absolvição em segunda instância, a defesa de Vaccari comunicará ainda hoje o juiz da 13ª Vara de Curitiba, Sergio Moro, sobre a decisão e solicitará a expedição do alvará de soltura, que poderá ser despachado a qualquer momento.

Os amigos de Vaccari irão buscá-lo em Curitiba. É uma forma simbólica de se solidarizar e reconhecer a injustiça a que Vaccari foi submetido. O ex-tesoureiro do PT ficou preso por cerca de dois anos por pura perseguição política.

Mais uma vez, como já dissemos aqui reiteradas vezes, a única acusação contra Vaccari é o fato de ele ter recebido doação oficial ao PT na condição de tesoureiro do partido. Devastaram a sua vida e de sua família e não encontraram nada, apenas a prova de que Vaccari é um homem honesto e honrado.

Vaccari, aguenta que estamos indo te buscar. Você voltará nos braços da militância e dos amigos que nunca te abandonaram. Voltaremos de cabeça erguida, pois, como sempre tivemos a convicção, a história será implacável.

#VaccariAbsolvido
#VaccariLivre
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TRF-4 suspende julgamento de Vaccari com voto por absolvição e pedido de vista

Pela primeira vez um desembargador reconhece que houve condenação com base exclusiva em delação, o que não está na lei, diz advogado Luiz Flávio D’Urso, sobre voto no tribunal sediado em Porto Alegre

São Paulo – Após suspensão do julgamento do recurso de João Vaccari Neto, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), por pedido de vista do desembargador federal Victor Laus, nesta terça-feira (6), a defesa do ex-tesoureiro do PT está confiante na sua absolvição e vê elementos significativos na atual fase do caso, na corte sediada em Porto Alegre. “O importante e até simbólico nesse momento é que, pela primeira vez, um tribunal superior, ou pelo menos um desembargador, reconhece que houve condenação sem nenhuma prova, com base exclusiva em palavra de delator, o que não é possível pela lei brasileira”, diz o advogado de Vaccari, Luiz Flávio D’Urso.

– TRF-4 suspende julgamento de Vaccari

O voto do revisor do processo no TRF-4, Leandro Paulsen, foi pela absolvição de Vaccari por falta de provas. “Nenhuma sentença condenatória será proferida apenas com base nas declarações de agente colaborador. O fato é que a vinculação de Vaccari não encontra elementos de corroboração. É muito provável que ele tinha conhecimento, mas tenho que decidir com o que está nos autos e não vi elementos suficientes para condenação”, disse o magistrado.

O voto pela absolvição foi divergente do proferido pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, que acolheu pedido do Ministério Público, aumentando a pena de Vaccari de 15 para 18 anos. Diante da divergência, o desembargador Victor Laus pediu vista. O processo deve voltar a julgamento até o final de junho, segundo o tribunal.

Para D’Urso, as delações terem se tornado válidas como prova e condenação não é uma interpretação generalizada, mas restrita à 13ª Vara Federal de Curitiba. “Penso que ainda é cedo para dizer isso (que a tese virou regra), uma vez que tem acontecido na vara do juiz Sergio Moro. Ele tem proferido condenações com base em delação. Agora é que os tribunais de recursos começam a examinar essa matéria. Um desembargador do TRF-4 a decidir assim, com isenção e técnica, é um alento para que isso que aconteceu não se torne uma realidade permanente.”

O advogado afirma que sua expectativa é de que, ao ser retomado, o julgamento seja jurídico e técnico. “Se assim for, acredito na absolvição do Vaccari. O que considero importante é que efetivamente no caso do Vaccari não há prova nenhuma que confirme as palavras do delator”, diz D’Urso. “Embora Moro tenha condenado severamente, o tribunal que está revendo teve um olhar isento e técnico, como deve ser. Isso é muito positivo no sentido de trazer o processo penal para os eixos da legislação brasileira, independentemente de preferência, emoção ou partidarismo.”

– Delatores se contradizem sobre Vaccari

O julgamento do recurso de Vaccari no TRF-4 é o mesmo do qual consta o ex-diretor de serviços da Petrobras Renato de Souza Duque, os empresários Adir Assad e Sônia Mariza Branco, e o economista Dario Teixeira Alves Júnior, todos condenados por Moro.

Em novembro, também por falta de provas, Vaccari foi absolvido pela juíza Cristina Ribeiro Balbone Costa, da 5ª Vara Criminal de São Paulo, em ação penal relativa à sua gestão como presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop).

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– Acesse o Dossiê ‘Verdade sobre Vaccari’

TRF-4 suspende julgamento de Vaccari

Revisor do processo defendeu a absolvição do ex-tesoureiro do PT por não ter visto “elementos suficientes” para a condenação

A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) começou a julgar na última terça-feira (6) os recursos da defesa do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

O julgamento foi suspenso após pedido de vista do desembargador Victor Laus devido à divergência entre os votos do relator João Pedro Gebran e do revisor Leandro Paulsen quanto à condenação de Vaccari.

Em seu voto, o relator defendeu o aumento da pena de Vaccari, que passaria de 15 para 18 anos. Já o desembargador Leandro Paulsen, que é revisor do processo, divergiu do relator e defendeu a absolvição de Vaccari por não ter visto “elementos suficientes” para a condenação. 

Nenhuma sentença condenatória será proferida apenas com base nas declarações de agente colaborador. O fato é que a vinculação de Vaccari não encontra elementos de corroboração. É muito provável que ele tinha conhecimento, mas tenho que decidir com que está nos autos e não vi elementos suficientes para condenação — sustentou.

Como bem destacou Ricardo Velloso, advogado de Vaccari, durante a audiência, é necessário estabelecer os “limites” das delações premiadas, pois, segundo ele, “ouvi dizer não serve”.

– Delatores se contradizem sobre Vaccari

Agora, com o pedido de vistas feito pelo desembargador Vítor Laus, o processo ficará suspenso até que seja pautado novamente. Mais uma vez, como já dissemos aqui reiteradas vezes, a única acusação contra Vaccari é o fato de ele ter recebido doação oficial ao PT na condição de tesoureiro do partido. Vaccari está preso por perseguição política.

Liberdade para Vaccari!

*Texto com informações do Zero Hora

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– Lava Jato quebra sigilo telefônico do PT e não encontra nada
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