Vaccari não fará delação e ponto final

Vaccari sabe que é preso político e continuará a exercer o seu direito ao silêncio 

Já reiteramos mais de uma vez que o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, jamais fará delação, mesmo porque não tem o que delatar. Estão tentando fazer tortura psicológica. Apenas esquecem que Vaccari é um homem digno, determinado e sabe do jogo político por trás de sua prisão.

É cansativa e leviana a tentativa de setores da imprensa de envolver Vaccari em uma suposta delação. Ninguém está autorizado a falar em nome da família de Vaccari e muito menos em seu nome. Vivemos uma Justiça de exceção. Vaccari é um preso político. Está preso por ter arrecadado recursos oficiais e legais ao PT conforme consta na prestação de contas aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Essa é a única versão a ser apresentada à Justiça. Não existe qualquer possibilidade de delação e ponto final.

Saiba mais:
– Veja mente: Vaccari não fará delação
– Deputado desmente Veja sobre delação premiada de Vaccari
–  
Por que doações ao PT são propinas e aos demais partidos ‘contribuição eleitoral’?

– Por que o tesoureiro do PSDB e dos demais partidos não estão na cadeia?
– PSDB de Alckmin recebeu 92% das doações de empresas investigadas pela Lava Jato
– Se a lei vale para todos, por que tesoureiros dos demais partidos não estão presos?
Criminalizar as doações oficiais de um único partido é um atentado à democracia
– Polícia Federal admite que não consegue provar o que é propina e o que é doação de campanha
– Lava Jato quebra sigilo telefônico do PT e não encontra nada

– A desfaçatez da Justiça com Vaccari
Lava Jato quebra sigilo telefônico do PT e não encontra nada
– Delatores se contradizem sobre Vaccari
– Doação aos partidos é para obter vantagem, afirma Ricardo Pessoa
– Relatório da CPI da Petrobras aponta que doações ao PSDB ocorreram em datas próximas aos pagamentos da Petrobras aos consórcios
– Sobre financiamento de campanha, corrupção e hipocrisia
– 
Acesse o Dossiê ‘Verdade sobre Vaccari’

Deputado desmente Veja sobre delação premiada de Vaccari

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania

A última edição da revista Veja trouxe uma matéria que surpreendeu, mas que não ganhou grande repercussão porque poucos acreditaram nela. Apesar disso, o resto da mídia a reproduziu, ainda que com pouco destaque.

Veja afirmou que “O homem que arrecadou e distribuiu mais de 1 bilhão de reais em propina para o PT, do qual foi tesoureiro, se prepara para falar à Lava Jato”.

A revista cuja razão da existência é atacar o PT refere-se a João Vaccari Neto, ex-presidente do partido, preso há mais de um ano, tendo começado a cumprir pena antes da condenação sumária que lhe foi imposta pelo juiz Sergio Moro.

Vaccari não falou à Veja, mas a revista inventou uma afirmação dele. Segundo a publicação, o ex-tesoureiro do PT teria dito o seguinte:

Se eu falar, entrego a alma do PT. E tem mais: o pessoal da CUT me mata assim que eu botar a cara na rua”.

É uma piada. Note o absurdo da versão da Veja, leitor. Se Vaccari tivesse dito isso, a delação premiada estaria feita. Ele teria confessado. Não poderia nem mais recorrer da sentença em primeira instância que lhe foi imposta por Sergio Moro, que iria para cima dele.

A declaração que Veja atribui a Vaccari poderia lhe agravar a pena, seria um escândalo de repercussão internacional a afirmação peremptória de que a maior central sindical das Américas assassina pessoas e é temida por um de seus membros mais eminentes.

No último domingo, porém, o signatário desta página participou de reunião na residência do jurista Pedro Serrano, em São Paulo, para discutir o lançamento do livro Resistência ao golpe de 2016, na capital paulista, que ocorrerá no próximo dia 20 de junho. Lá, encontrou o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), que esteve com Vaccari quando ele deu as declarações que a Veja alterou criminosamente.

Transcrição da entrevista:
Blog da Cidadania
– Paulo Teixeira, sobre essa matéria que saiu acho que não Folha de São Paulo…

Paulo Teixeira – Na Veja…

Blog da Cidadania – Sobre o Vaccari ter intenção de aderir à delação premiada contra alguém, você diz que estava presente no momento em que essa declaração teria sido dada e isso [o que a Veja diz] não é verdade…

Paulo Teixeira – Ele nunca falou em delação premiada. O que o Vaccari fala é que o Partido dos Trabalhadores tem que se colocar nessa ação [de investigação contra si] do ponto de vista institucional, mas ele, em momento nenhum, falou em delação premiada.

Como estávamos em uma reunião, não foi possível gravar o resto da conversa. Porém, o que Vaccari disse foi o contrário do que afirmou Veja.

Vaccari disse que o PT é parte da ação movida contra si, mas que não poderia delatar ninguém porque não fez nenhuma articulação ilegal a pedido do partido de forma a obter propina.  Seria inacreditável o que Veja fez, se não fosse a Veja.

Veja mente: Vaccari não fará delação

Ex-tesoureiro do PT exerce seu direito ao silêncio porque é um preso político

Uma história fantasiosa. Esse é o resumo da matéria da revista Veja a respeito de um possível acordo de delação de João Vaccari Neto. É blefe. Apenas mais uma mentira, como tem se tornado rotina da publicação da Marginal. Não é possível sequer identificar quando falam a verdade e quando mentem.

Tentam  transformar em verdade histórias fantasiosas com o objetivo de atingir de alguma forma o PT e suas lideranças. Tornou-se patética essa velha estratégia pseudo-jornalística.

Veja mente: Vaccari não está corroído física e psicologicamente. Vaccari é um homem honrado e determinado. Sabe que é preso político e continuará a exercer o seu direito ao silêncio.

Movimentos em direção a delação? Emissários da família sondando advogados? A Veja mente e não está autorizada a falar em nome de Vaccari e sua família.

A Veja está entrevistando colegas de cárcere de Vaccari? Isso é o que desejam, pois depois de toda perseguição ao Partido dos Trabalhadores, com determinante participação de parte da imprensa, ainda assim não conseguiram emplacar o governo golpista de Michel Temer (PMDB).

A arrecadação financeira do Partido dos Trabalhadores, tendo Vaccari a frente como Secretário de Finanças, foi muito semelhante a dos demais partidos políticos que concorreram às eleições. Isso já foi ressaltado e comprovado mais de uma vez. Essa é a única versão a ser explicada.

 Por que doações ao PT são propinas e aos demais partidos ‘contribuição eleitoral’?

Estadao

O jornal O Estado de S.Paulo também chegou a esta conclusão óbvia, como é possível ver na edição de 29 de março de 2015

Vaccari exerceu sua função de arrecadar recursos para o PT e é condenado em primeiro grau da Justiça Federal do Paraná (juiz Sergio Moro) por este motivo.

– A desfaçatez da Justiça com Vaccari

A perseguição da turma da Lava Jato à figura de Vaccari é a forma que encontraram para perseguir o PT e o projeto de transformação social representado por este partido.

Vivemos uma Justiça de exceção. Vaccari é um preso político e sua defesa passa, necessariamente, pela luta contra o Golpe de Estado em curso no País. Aguardamos por sua liberdade, lutando pela democracia, mais uma vez.

– Por que o tesoureiro do PSDB e dos demais partidos não estão na cadeia?
– PSDB de Alckmin recebeu 92% das doações de empresas investigadas pela Lava Jato
– Se a lei vale para todos, por que tesoureiros dos demais partidos não estão presos?
Criminalizar as doações oficiais de um único partido é um atentado à democracia
– Polícia Federal admite que não consegue provar o que é propina e o que é doação de campanha
– Lava Jato quebra sigilo telefônico do PT e não encontra nada

Lava Jato: o golpe começou há dois anos

 

“O que a Lava Jato investiga de fato, por meio de investigações secundárias, não é a corrupção na Petrobras, não é a ação corruptora de empreiteiras, não são casos de lavagem de dinheiro: são ‘os governos do PT’.”

Trecho do artigo de Janio de Freitas na Folha deste domingo constata o que denunciamos há pelo menos um ano: o alvo da Lava Jato é o PT.

João Vaccari Neto é vítima dessa perseguição. É um preso político por ter sido o tesoureiro do PT e arrecadado recursos legais ao partido. Quem imaginava que da prisão política de Vaccari nos depararíamos com uma tentativa de ruptura institucional?

Pela experiência da perseguição injusta ao Vaccari, chegamos a sugerir diversas vezes onde a República da Lava Jato queria chegar. E eles de fato foram longe demais.

Vaccari continua sendo um preso político, mas agora a luta se amplia para a defesa do estado democrático de direito e contra a tentativa anti-democrática de destituir uma presidenta democraticamente eleita sem qualquer crime de responsabilidade.

Como bem escreveu o médico João Mateus – e genro de Vaccari, no texto que compartilhamos abaixo: “às ruas democratas, em defesa não do PT, mas em defesa de um país melhor e da democracia.”

Não vai ter golpe!

preview

 

MPF inocenta réu-confesso para requerer condenação de Vaccari

Transformaram a Operação Lava Jato em um instrumento de luta política. Perseguir o PT e suas principais lideranças é o foco da missão

Delações sem nenhuma prova para corroborar os relatos contraditórios e suspensão de processo do único réu-confesso da ação penal. Esse é o resumo das recentes alegações finais do Ministério Público Federal no processo que envolve o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

Isso significa exatamente que o empresário Augusto Mendonça, ao assinar acordo de delação premiada, livrou-se completamente do processo e João Vaccari, apesar de não ter orientado o delator a praticar nenhum ato ilícito, teve pedido de condenação mantido pelo MPF. É a polícia política operando.

Alegações finais MPF

Ao ler a íntegra do documento vazado para a imprensa – outra aberração sob as barbas do Ministério da Justiça -, é possível perceber a forte carga de interpretação e ilações cujo objetivo final é construir uma narrativa de perseguição sistemática ao PT e seu ex-tesoureiro. Citam até mesmo a Ministra Rosa Weber e suas argumentações na ação penal 470 para embasar suas decisões.

Cabe aqui um destaque: o juiz Sérgio Moro foi o assistente recrutado pela Ministra, que, ao seguir seus conselhos – pasmem – condenou Zé Dirceu com o seguinte argumento“Não tenho prova cabal contra Dirceu, mas vou condená-lo porque a literatura jurídica assim me permite”.

É um jogo de cartas marcadas.

Delatores criminosos são premiados não apenas com redução ou total extinção de pena, mas também com o direito de ficar com parte do patrimônio que acumularam com os atos ilícitos que assumiram cometer. Enriqueceram e assim permanecerão, enquanto Vaccari, que não enriqueceu e agiu dentro da legalidade ao arrecadar recursos ao PT, será perseguido até o final, além de condenado injustamente pela opinião pública manipulada.

Essa é a justiça e combate à corrupção da turma da Lava Jato. É uma farsa.

– Quando a Justiça falha, corrupção encontra ‘lado certo’ para se abrigar

Como bem sintetizou Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Agrário, em recente entrevista ao Brasil 247, “do modo como as coisas estão sendo conduzidas, um criminoso que faz delação premiada acaba conquistando o papel de juiz. Conquista o direito de condenar pela simples menção ao nome de uma pessoa. A toda hora lemos e ouvimos dizer: “fulano de tal, mencionado na delação premiada de beltrano”. Mencionado, está condenado pela opinião pública. Então, a meu ver, são muitas as distorções neste modo de combater a corrupção e ministrar justiça. Os democratas, e principalmente os que viveram e sofreram o autoritarismo, não podem se calar diante destas ameaças ao Estado Democrático de Direito.”

Lava Jato quebra sigilo telefônico do PT e não encontra nada

Sobre o processo, reproduzimos trecho do documento “Dossiê Verdade sobre Vaccari” em que esclarece as distorções referente à Gráfica Atitude. Ressaltamos que provas foram apresentadas à justiça para comprovar a versão da defesa. Já O MPF não conseguiu apresentar nenhuma prova para corroborar a versão que desejam ser verdade, mas não é.

EDITORA GRÁFICA ATITUDE

O QUE DIZ O MINISTÉRIO PÚBLICO
Augusto Mendonça, executivo do grupo Setal Óleo e Gás (SOG), réu confesso, declarou em depoimento de delação premiada que a empresa efetuou, a pedido de João Vaccari, um pagamento de R$ 2,4 milhões à Editora Gráfica Atitude. Segundo Augusto, Vaccari alegou que os pagamentos quitariam propagandas veiculadas na Revista do Brasil, de responsabilidade da editora.

QUAIS SÃO OS FATOS
Vaccari nega ter dado essa orientação a Augusto Mendonça. A empresa Setal de fato firmou contrato de prestação de serviços com a Editora Gráfica Atitude. Mas, os responsáveis pela Editora negam qualquer gestão de Vaccari em seus contratos de patrocínio, seja em relação à Setal ou a qualquer outra empresa. Afirmam que não existe acerto algum com Vaccari e que não recebeu depósitos motivados.

O coordenador editorial e financeiro da Editora, Paulo Salvador, disse que todos os pagamentos recebidos tiveram relação com reportagens na Revista do Brasil e foram negociados pelo departamento comercial da Editora com representantes da empresa.

Salvador afirmou que todas as receitas obtidas pela Editora são usadas para o seu custeio e negou qualquer repasse ao PT. Os pagamentos foram feitos mediante transação bancária e emissão de nota fiscal.

Após a contratação, a Revista do Brasil, pertencente à Editora, ampliou sua cobertura sobre a recuperação de empresas brasileiras e sobre o conteúdo nacional de produtos e equipamentos na área de petróleo, como previsto no contrato firmado.

É importante observar que Augusto Mendonça, em depoimento à CPI da Petrobras, concedido em 23/04/2015, se mostra entusiasta do incentivo às empresas brasileiras da área de petróleo e ao conteúdo nacional para produção e serviços de equipamentos e produtos da área de petróleo. Ao ser questionado sobre o contrato com a Editora Atitute/Revista do Brasil, afirma que “tínhamos até a possibilidade de, através da revista, defender alguns temas ligados à atividade que acabamos não fazendo. Eu, particularmente, acabei não me dedicando a escrever sobre esses temas.”

 Confira o que diz Augusto Mendonça sobre Vaccari em sua delação 

DOCUMENTOS:
Denúncia do MPF-PR sobre delação de Augusto Mendonça envolvendo
Vaccari e a Editora.
Resposta de Vaccari à acusação sobre delação com relação à Editora.
Nota do coordenador editorial e financeiro da Editora.
Declaração Augusto Mendonça na CPI sobre conteúdo nacional e Editora.

Lava Jato quebra sigilo telefônico do PT e não encontra nada

Rompendo com todos os limites dos princípios democráticos, a força-tarefa da Lava Jato quebrou o sigilo telefônico do Partido dos Trabalhadores em novembro de 2015. Naquela altura, estava mais do que declarada a guerra a um único partido político. Por que não quebrar o sigilo dos demais partidos, apenas do PT?

Nem mesmo a ditadura ousou tanto.

Durante quatro meses, a turma de Curitiba teve acesso a dados sigilosos do partido. Todas as linhas telefônicas utilizadas por João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, tiveram seus sigilos quebrados entre julho de 2010 e julho de 2015.

Não encontraram nada. Não existe nada que possa incriminar Vaccari, como tanto desejam. E na falta de provas utilizam a parceria da mídia para forjarem manchetes que passam a falsa sensação de que há mais evidências contra o ex-tesoureiro do PT. Não há!

A única relação mirabolante que conseguiram fazer foi contar a quantidade de vezes que Vaccari falou com o empresário Augusto Mendonça e com o diretor da Rede Brasil Atual, Paulo Salvador, ao longo dos últimos cinco anos. É possível conferir no Blog Porta-Voz da Lava Jato. O restante da matéria é um copia e cola de informações distorcidas, mas com a clara intenção de construir uma narrativa que criminaliza as ações de Vaccari.

Ora, o ex-tesoureiro do PT está preso desde abril do ano passado e a força-tarefa tem há quatro meses a quebra de sigilo telefônico dos últimos cinco anos, mas tudo o que conseguiram de provas foi a quantidade de ligações telefônicas entre ele e um empresário que confirmou ter feito doações oficiais ao PT? E daí? É impossível acreditar que não tiveram tempo de procurar algo de concreto que incriminasse Vaccari. Estão desde 2014 tentando. Já devastaram até mesmo a vida de sua família e não encontraram nada.

Confira o que diz Augusto Mendonça sobre Vaccari em sua delação 

Sem contar que é difícil acreditar que, depois da agilidade como operou Sergio Moro ao deflagrar a operação Acarajé, não tiveram tempo de verificar e achar algo na quebra de sigilo telefônico do ex-tesoureiro do PT. Não tem o que achar.

É mais do que natural que Vaccari, na condição de tesoureiro, tenha entrado em contato com diversos empresários, lideranças políticas ou pessoas que fazem parte do universo político.

O fato concreto é que todas as doações de campanha ocorreram por meio de transação bancária, com emissão de recibos, lançamentos contábeis e foram submetidas à análise e aprovação do Tribunal Superior Eleitoral. E é isso que a Lava Jato se recusa a aceitar.

Transformaram a operação em um instrumento de luta política e não vão parar até atingir o objetivo final, que é estrangular o projeto político vitorioso nas urnas e sangrar a imagem da principal liderança política que esse país forjou nas últimas décadas. Só assim terão a certeza de que seus amigos terão passe livre para voltar ao poder.

Depois de toda essa devassa na vida política, privada e partidária de Vaccari, imagine se a Lava Jato se depara com situações como contas e apartamentos no exterior, pensão via Brasif à ex-amante para esconder aborto e um filho, contratação de funcionária fantasma para trabalhar em projeto sigiloso, e avião à disposição da esposa para fazer mais vôos do que todos os secretários que compõe um governo.

Vaccari é honesto. Está sendo perseguido pela sua competência e por fazer parte de um projeto político que transformou o Brasil, distribuiu renda e fez com os pobres deste país passassem a andar de cabeça erguida.

É isso o que eles não admitem!

Leia também:
– Delatores se contradizem sobre Vaccari
– Doação aos partidos é para obter vantagem, afirma Ricardo Pessoa
– 
PSDB de Alckmin recebeu 92% das doações de empresas investigadas pela Lava Jato
– 
Por que doações ao PT são propinas e aos demais partidos ‘contribuição eleitoral’?
– Por que o tesoureiro do PSDB e dos demais partidos não estão na cadeia?
– Relatório da CPI da Petrobras aponta que doações ao PSDB ocorreram em datas próximas aos pagamentos da Petrobras aos consórcios
– Sobre financiamento de campanha, corrupção e hipocrisia
– Acesse a íntegra do documento “Em defesa do PT, da verdade e da democracia”
– 
Acesse o Dossiê ‘Verdade sobre Vaccari’

Desmascarada a farsa da Lava Jato

Confira prova de que Lava Jato e mídia formam uma polícia política

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania

No post anterior, o Blog antecipou que divulgaria provas de que um conclave ilegal foi formado por órgãos de controle do Estado e por entes privados com a finalidade exclusiva de caçar petistas – e só petistas – em um processo golpista e literalmente ditatorial.

A partir daqui, o leitor receberá prova inquestionável de que a Operação Lava Jato (entenda-se, o juiz Sergio Moro, o Ministério Público e a Polícia Federal) atuam em simultaneidade com grupos privados de comunicação para desmoralizarem o Partido dos Trabalhadores, o governo Dilma Rousseff e, acima de todos esses, o ex-presidente Lula.

Sem mais delongas, portanto, vamos aos fatos.

Na última terça-feira (23), uma fonte procurou o Blog afirmando que na próxima segunda (29) ou na próxima terça-feira (01/03) será deflagrada a 24a fase da Operação Lava Jato. Nessa fase, serão quebrados os sigilos fiscal e bancário de 43 pessoas e entidades.

Supostamente, essa operação deveria ser sigilosa. As investigações da Lava Jato correm em segredo de Justiça. Nenhum ente privado deveria ter acesso aos próximos passos da operação. Essa é a teoria. Porém, a prática é outra.

A fonte desta página provou ter informações privilegiadas de que na nova fase da Lava Jato serão quebrados os sigilos de Lula, de Marisa, de todos os filhos deles, de suas empresas, do Instituto Lula, da empresa de palestras de Lula, de Fernando Bittar etc.

O mais estarrecedor, porém, foi a informação de que todos os veículos de uma dita “imprensa simpatizante” (como são conhecidos na Lava Jato os veículos que cumprem determinações dos investigadores no sentido de fustigar petistas) já dispunham de cópia da decisão de Moro quebrando o sigilo das 43 pessoas e entidades que o leitor irá conhecer em seguida.

Pedi à fonte que me enviasse a cópia. Travou-se, então, o seguinte diálogo:

[23/2 23:08] ‪+55 41 ‬: É isso. Pode fazer chegar as suas fontes no instituto?

[23/2 23:09] Eduardo Guimarães: Me manda a decisão.

[23/2 23:09] ‪+55 41 ‬: Não posso, coloco em risco a fonte.

[23/2 23:10] Eduardo Guimarães: Se tantos jornalistas têm não há por que

[23/2 23:10] ‪+55 41 ‬: Posso ditar a decisão, se quiser.

[23/2 23:10] Eduardo Guimarães: Copia a parte do texto sem timbre

[23/2 23:11] ‪+55 41 ‬: Colocaram códigos em cada cópia para rastrear quem vazar

[23/2 23:11] ‪+55 41 : Se eu puder falar ao fone eu leio a decisão pra vc. É uma lauda.

[23/2 23:12] ‪+55 41 ‬: Posso ler aqui no zap. gravar

[23/2 23:12] Eduardo Guimarães: Pode gravar um áudio? Isso

[24/2 23:12] ‪+55 41 ‬: O que acha?

[23/2 23:12] ‪+55 41 ‬: Sim.

[24/2 23:12] Eduardo Guimarães: Isso. Grava

[23/2 23:13] Eduardo Guimarães: Se tiver número de processo. Dá todas as informações possíveis

[23/2 23:14] ‪+55 41 : Vou pra rua gravar. Na rua não tenho web. Então vc vai receber em mais ou menos meia hora. Ok?

[23/2 23:15] Eduardo Guimarães: Ok

Enviado pelo UOL Mail Android

Como se vê, são informações sigilosas que agentes do Estado estão repassando a entes privados (grupos de mídia) de forma absolutamente ilegal e com a finalidade de montar um esquema publicitário para atingir investigados à margem da lei.

O que dirá o STF, por exemplo, sobre esses métodos do juiz Sergio Moro?
Chegamos, portanto, ao ponto de comprovar o que está sendo dito acima. A partir daqui o leitor poderá ler a degravação do áudio enviado pela fonte com todos os dados da decisão do juiz Moro, inclusive com o número da decisão.

DEGRAVAÇÃO

— Essas pessoas e entidades deverão ser alvo da fase 24 da Lava Jato, que deve ser detonada na próxima segunda ou terça

–Continuando. Encerrado aqui. Expediu ofício, etc., etc. A quebra de sigilo inclui todos os dados sobre as contas e transações inclusive a origem do crédito e destino do débito. Outras informações, aqui, orientação ao MP pra implementar a quebra, Receita, comunicação à autoridade policial… Datado de 23 de fevereiro de 2016. Sergio Fernando Moro…

— Decisão 5005896-77.2016.404.7000

— Datada de 23 de fevereiro de 2016

— Sessão judiciária do Paraná. 13a

— Vara Federal de Curitiba.

— Pedido de quebra de sigilo de dados bancários, fiscais e/ou telefônicos.

— Requerente: Ministério Público Federal

— Acusado: Luiz Inácio Lula da Silva e seguem-se mais ou menos 40 nomes. A partir daí o juiz [Moro] passsa a detalhar o pedido. Vou agora ao deferimento, que é o que interessa.

— Defiro o requerido e decreto a quebra do sigilo bancário e fiscal de:

LILS palestras, eventos e publicações (período 2011 a 2016)

Instituto Luiz Inácio Lula da Silva (período 2005 a 2016)

Luiz Inácio Lula da Silva (período 2003 a 2016)

Marisa Letícia Lula da Silva (período 2003 a 2016)

Fábio Luiz Lula da Silva (2004 a 2016)

G4 entretenimento e tecnologia digital (2004 a 2016)

BR4 participações ltda (2004 a 2016)

Game Corp (2004 a 2016)

LLF participações (período de 2004 a 2016)

FFK participações ltda (2004 a 2016)

Sandro Luiz Lula da Silva (2007 a 2016)

Flex BR tecnologia ltda (2007 a 2016)

Luiz Claudio Lula da Silva (2011 a 2016)

Marcos Claudio Lula da Silva (2007 a 2016)

Fernando Bittar (2004 a 2016)

TV Araras ltda (2004 a 2016)

Costinha assessoria empresarial ltda (2004 a 2016)

M7 produções e comércio de equipamentos ltda (2004 a 2016)

Jonas Leite Suassuna Filho (2004 a 2016)

Editora Go ltda (2004 a 2016)

Imobiliária Zarpar ltda (2004 a 2016)

Go Games ltda (2004 a 2016)

Zapt comércio e serviços ltda (2004 a 2016)

Go [incompreensível] disco ltda (2004 a 2016)

Banco Banca consultoria e projetos ltda (2004 a 2016)

Go mídia participações ltda (2004 a 2016)

Go Mobile produtos e serviços de tecnologia da informação (2004 a 2016)

Go Clean projetos ambientais e energéticos ltda (2004 a 2016)

Imobiliária Go ltda (2004 a 2016)

PJA empreendimentos ltda (2004 a 2016)

Nipo Sistema representação e lançamento (2004 a 2016)

Paulo Tarcísio Okamoto (2004 a 2016)

Oca 2 consultoria e gestão empresarial (2004 a 2016)

Guadelupe comércio de roupas e assessórios ltda (2004 a 2016)

José Filipi Junior (2006 a 2016)

Instituto Diadema de Estudos Municipais (2006 a 2016)

AFC3 engenharia ltda (2006 a 2016)

Adriano Fernandes dos Anjos (2010 a 2011)

Ignes dos Santos Irrigarai Neto (2010 a 2011)

Fernandes dos Anjos e Porto Montagens de estruturas metálicas ltda (2010 a 2011)

Elcio Pereira Vieira (2010 a 2016)

Edvaldo Pereira Vieira (2010 a 2016)

***

Sobre os dois últimos nomes da relação, vale explicar que Elcio é o caseiro do sítio de Atibaia do qual acusam Lula de ser dono e Edvaldo é o irmão dele, que nada tem que ver com o assunto.

Segundo o instituto Lula, ambos foram procurados há poucos dias por quatro procuradores do Ministério Público. Os procuradores não tinham mandato, mas, assim mesmo, interrogaram os dois trabalhadores, que sentiram-se ameaçados.

A primeira grande pergunta que se faz, é a seguinte: quem, diabos, deu poder de polícia para Globos, Folhas, Vejas e Estadões para atuarem conjuntamente com o Ministério Público, a Polícia Federal e, acima de todos, com o juiz Moro?

A Globo, por exemplo, é alvo da Operação Zelotes e é acusada de sonegação de centenas e e centenas de milhões de reais em impostos. Como pode agir como polícia ao lado de Sergio Moro e sua trupe?

O número da decisão de Moro e a relação dos que terão os sigilos quebrados na 24a fase da Lava Jato, a ser desencadeada na semana que vem, comprova que dados sigilosos da Operação vêm sendo sistematicamente vazados para entes privados.

O esquema é tão sofisticado que os vazadores colocam códigos nas cópias que distribuem para saberem que veículo vazou antes da hora, se houver vazamento.

Surge, então, nova pergunta: qual é a finalidade de vazar uma decisão sigilosa da Justiça (com grande antecedência) para grupos privados de mídia? Seria para que fossem fustigando os alvos com matérias, deboches, acusações para que quando essa 24a fase da operação for desencadeada o público já esteja predisposto?

Eis o que o Blog chama de PPA, a Polícia Política Antipetista cujo único objetivo é acusar e prender petistas sem julgamento, sem condenação, em um show midiático com objetivos meramente políticos, dos quais o combate à corrupção passa longe, apesar da retórica.

A história vai desmascarar o juiz Moro

Por Marco Palmanhani, publicitário e assessor de diretoria – especial para o Blog A Verdade sobre Vaccari

A cada dia me convenço – e espero – que a história um dia mostrará ao mundo a farsa chamada Sérgio Moro.

Se alguém tinha dúvidas ao que veio a Operação Lava Jato, os fatos não deixam mais nenhuma sombra de dúvidas.

Apesar de todas as denúncias contra Aécio Neves, Eduardo Cunha e outros próceres da oposição, todo movimento da operação vai na direção da criminalização apenas do Partido dos Trabalhadores e seus dirigentes. As revelações sobre a amante de Fernando Henrique e a agilidade como agiu Moro em deflagrar a operação Acarajé já foi percebida por muitos analistas políticos sérios.

Outra situação que salta aos olhos é o tratamento dispensado aos delatores da Operação Lava Jato. O levantamento das penas dos delatores e o tempo que estes ficaram presos foi a gota d’água para entender toda a engrenagem da operação e a que ela veio. É só conferir aqui.

No caso Banestado aconteceu a mesma coisa com Alberto Youssef. Moro o liberou da prisão. Só que naquele momento os delatados eram ligados ao PSDB e tudo foi para debaixo do tapete. Agora, Moro precisou mais uma vez dos serviços do doleiro. Só que desta vez o projeto é mais ambicioso. Tirar o PT do governo.

E se ainda havia dúvidas sobre as intenções dos juízes, procuradores e policiais federais, o vazamento das investigações contra Lula e agora a prisão do responsável pelas campanhas eleitorais de Lula e Dilma, João Santana, não deixa mais nenhuma.

A cada dia o Moro está com maior desenvoltura para colocar às claras suas motivações políticas. Parece que ele chegou na fase em que não precisa mais esconder isso de ninguém, e quem acompanha com um mínimo de visão crítica sua cruzada sabe disso. O acordo com a mídia familiar Globo, Folha, Veja e outros também já está escancarada.

A tentativa desesperada de forçar a delação premiada do empresário Marcelo Odebrecht (diga-se de passagem, parece ser uma pessoa de muita fibra) mostra o quanto esse juiz é messiânico em sua cruzada contra o PT. Ele joga no tudo ou nada pela delação do empreiteiro. E tudo isso nas barbas do STF e do Ministro da Justiça.

O que para muitos brasileiros é uma luta contra a corrupção, para nós fica cada dia mais evidenciado o verniz político que encobre toda a operação. Diga-se mais precisamente da prisão ilegal de João Vaccari e Zé Dirceu.

O incrível é que esta elite, da qual faz parte este juiz, procuradores e policiais federais, está conseguindo, junto com seus aliados midiáticos, mostrar mais uma vez que para eles o que vale é o tudo ou nada. O que vale é tentar acabar com o PT. Republicanismo, quem acredita é só Dilma e seu ministro da Justiça. O que poderia ser um resgate da cidadania e o combate à corrupção virou instrumento de luta política.

– Sérgio Moro, que prometeu passar Brasil a Limpo, tem salário de R$ 77 mil

Os delatores daqui alguns meses estarão nas ruas em suas mansões e barcões gastando o dinheiro que roubaram da Petrobrás. Enquanto isso, dirigentes partidários e empresários que não compactuarem com a sanha perseguidora de Moro estarão apodrecendo nas prisões, e ele ainda estará atrás da maior liderança política que este país já forjou.

Criam-se factoides, joga-se o jogo de tentativa e erro. Espremesse-se o acusado. Parece que vejo a cena: -Tá vendo o Youseff, tá vendo o Cerveró, Júlio Camargo… daqui a pouco estão soltos e você aqui querendo bancar o herói.  – Mas, se eu falar, quero falar de todo mundo.  – Aí nós não queremos, eu quero o Lula, PT, Dilma. Os outros não me interessam. – Mas, eu não tenho nada contra o Lula. – Invente!

É o tudo ou nada. Eles vieram sem medo, porque a mídia e eles são uma coisa só. O Brasil está embriagado com tantas coisas sendo marteladas diuturnamente pelas famílias midiáticas.

Pouco importa o país, a hora é agora. Ou se não for, eles vão sangrando tudo o que cheira a PT nesta sociedade. O jogo está dado.

Mas, uma coisa diante de toda esta situação parece que vai se desnudando. Na pressa de agradar seus aliados, Moro vai metendo os pés pelas mãos, sem se preocupar com seus movimentos bruscos. Parece se achar acima do bem e do mal. O que importa são seus aliados na mídia e a corriola que ele montou em Curitiba.

Agora, de uma coisa eu tenho certeza: eles não conseguiram acabar com o PT. O efeito parece ser o contrário. O partido a cada dia cresce mais na juventude para o desespero de Moro e da mídia familiar.

Quanto mais ousado ele vai ficando, mais vai desnudando seu real interesse nada republicano.

Mas, mesmo se tudo isso não acontecer, uma coisa eu tenho certeza. A história será implacável com essas pessoas, que estão sendo irresponsáveis com todo um país por causa de um projeto político.

Como lembramos do Moro que, lá atrás, usou e libertou o doleiro no caso do Banestado, vamos nos lembrar dele também, quando daqui há alguns anos Youssef, Cerveró, Júlio Camargo e outros voltarem a aparecer no cenário político, seja para prestarem um novo serviço à direita, ou então nas colunas sociais fotografados em seus barcos e mansões, com uma figura de preto ao fundo sorrindo com a cara de quem prestou um grande serviço à elite deste país.

Sérgio Moro é marqueteiro da oposição, pauteiro da mídia, e quer ser coveiro do PT

Diante da nova investida de Moro, com mais uma etapa da operação Lava Jato nesta segunda-feira (22), compartilhamos análise feita por Rodrigo Viana a respeito dos acontecimentos políticos das últimas semanas. Análise pertinente! Confira:

por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador

Sérgio Moro, o juiz das camisas negras, age com a precisão de um marqueteiro da oposição.

Nas duas últimas semanas, o quadro foi extremamente desfavorável às forças que lutam para inviabilizar Dilma e para enxotar Lula e o PT da vida pública. A derrota de Cunha na votação para liderança do PMDB (com atuação política do Palácio do Planalto, em favor do vitorioso Picciani), a inclusão do processo contra Eduardo Cunha na pauta do STF para julgamento nas próximas semanas e, por fim, o vergonhoso caso Miriam Dutra/FHC/fantasma do Serra: foram três episódios a demonstrar que a oposição tucana não tem forças para derrubar o lulismo.

O impeachment, na Câmara, está morto. E o PSDB sofre um processo acelerado de desgaste, ao ganhar a pecha de oposição fraca e hipócrita.

Na última sexta, alguns mais empolgados no lado governista comemoravam a “virada”. Os mais experientes, no entanto, diziam: quantos dias serão necessários para Moro lançar uma bóia que sirva pra salvar FHC e dar novo alento ao golpe?

Moro agiu rápido.

A “Operação Acarajé”, deflagrada nesta segunda (22/fevereiro) mira em João Santana. O juiz das camisas negras pede a prisão do ex-marqueteiro petista.

Não farei a defesa de Santana. Não sei que tipos de acertos ele fez com grandes empresários e com a cúpula petista. Sei que ele é uma figura um tanto arrogante e que, em 2010, fingiu ter sido a campanha de TV conduzida por ele a única responsável pela vitória (quando, na reta final do primeiro turno, a campanha nefasta de Serra mostrou que era nas redes sociais e nos boatos nas igrejas que a eleição poderia ser decidida; Santana jamais entendeu a internet).

Minha análise aqui é política.

Alguns fatos chamam atenção…

1 – Claro que a PF, o MPF e o juiz sabiam que Santana estava fora do país. Qual sentido de decretar a prisão do sujeito no exterior, se seria mais fácil tê-lo feito quando o marqueteiro estivesse em território brasileiro?

A resposta é: o timing político e midiático.

Durante dias, se não semanas, o debate será: Santana tinha contas no exterior? Elas serviam para que o PT pagasse por fora?

Santana terá que provar que é inocente, porque no Brasil de Moro a inversão do ônus da prova se consolidou. Cabe ao réu, já condenado previamente pela mídia, provar que não é culpado.  Enquanto isso, mofa na cadeia.

Haverá também outro debate: a Interpol pode prendê-lo? A Globo e a Folha mandarão enviados especiais para a América Central, para acompanhar cada respiro de Santana.

Ou seja, Moro oferece à oposição um novo enredo, para sufocar a pauta FHC e para jogar o governo de novo nas cordas (enquanto isso, os tucanos e a Globo mandarão emissários (ou petardos) para Miriam Dutra encerrar as denúncias).

2 – Moro também oferece a Gilmar Mendes o combustível para tentar cassar a chapa Dilma/Temer no TSE.

A justificativa: o marqueteiro da campanha recebia “por fora”, de empresas investigadas na Lava-Jato. É um alinhamento completo do juiz das camisas negras com a oposição.

Na teoria jurídica, Moro não pode investigar Dilma. Mas ele o faz por vias tortas. Oficialmente, investiga o marqueteiro. Prende Santana. E exige dados, informações, qualquer coisa que permita a Gilmar desfechar um golpe judicial no TSE.

Lembremos que Moro não fez o mesmo com a mulher de Cunha, por exemplo. Não prendeu nem investigou Cláudia Cruz. Poderia ter feito, para municiar o STF com informações. Mas aí fugiria do script oposicionista da Lava-Jato.

Há só um detalhe: ao contrário do impeachment na Câmara, o golpe via TSE coloca PMDB e boa parte da base governista unidos contra a tentativa de cassar Dilma/Temer.

Se Dilma caísse pelas mãos de Cunha, Temer seria o capitão do golpe em parceria com o PSDB de São Paulo. Agora, não.  A resistência contra Aécio/Gilmar/Moro/Globo pode unir PT/PMDB e parcelas dos outros partidos governistas.

A não ser que surja uma bomba indefensável a comprometer a chapa Dilma/Temer.

3 – O mais grave da nova Operação, entretanto, é mostrar que não haverá trégua econômica. A Lava-Jato estrangula o país.

Em suas andanças por Brasília, Aécio Neves diz abertamente a quem queira ouvir: “já avisamos aos empresários que, quando Dilma cair, a PF não vai mais barbarizar nem humilhar ninguém; tudo volta ao normal”.

Essa é a parceria de Moro/Aécio: a chantagem econômica.

Podem escrever, esse será mais um mote para o golpe: é preciso arrancar Dilma do poder, com ou sem provas consistentes, porque enquanto ela não sair de lá a economia seguirá estrangulada pela Justiça.

Por fim, um fato inescapável: Dilma, mais que nunca, precisará de apoio popular para resistir. No entanto, decidiu adotar em 2016 a pauta que desarticula seus apoiadores: Reforma da Previdência (com a faca no pescoço) e até alterações no Salário Mínimo são pontos que interessam àqueles que pretendem derrubá-la.

O governo, no momento em que se sentiu um pouquinho mais forte, já começava a dar as costas de novo para o que restou de sua base popular.

Dilma e o PT, se quiserem resistir, não podem se dar ao luxo de caminhar por essa trilha.

Moro é o marqueteiro da oposição e o pauteiro da mídia. Pretende, ainda, ser o coveiro da centro-esquerda no Brasil.

Estamos em meio a uma guerra total. Não está escrito que a direita midiática e judicial vai ganhar. Mas uma coisa é certa: quando adota o programa econômico dos inimigos, Dilma só facilita o trabalho do juiz das camisas negras.

Doação aos partidos é para obter vantagem, afirma Ricardo Pessoa

“Doações políticas são feitas para que se obtenha uma vantagem, seja ela devida ou indevida, seja para que partido for”, diz empreiteiro em acordo de delação

Dono da empreiteira UTC e delator da Lava Jato, Ricardo Pessoa explicou de forma objetiva o motivo pelo qual realiza doações aos diversos partidos políticos. A força-tarefa da Lava Jato, porém, finge, de maneira dissimulada, que não entendeu nada e continua na busca incessante em partidarizar a operação e criminalizar as doações feitas somente ao PT.

Nas palavras de Pessoa, “as doações políticas são feitas para que se obtenha uma vantagem, seja ela devida ou indevida, seja para que partido for” (grifo nosso).

Empresas financiando eleições têm, obviamente, os seus interesses a negociar. Isso não é novidade para ninguém. Mas porque apenas as doações OFICIAIS ao PT são alvo de investigação e criminalização?

A UTC realiza doações oficiais a partidos políticos desde 1992. Na campanha de 2014, a empreiteira doou, no total, R$ 54 milhões a diversos candidatos e partidos – entre eles o PSDB. O valor foi considerado atípico. A UTC costumava fazer doações políticas na ordem de R$ 20 milhões.

Quando indagado sobre o aumento no valor das doações, Pessoa respondeu: “esse incremento deveu-se a uma estratégia da UTC em ampliar a sua área de relacionamento, visando o aumento do volume de negócios da empresa (…) o relacionamento com autoridades eleitas propicia a abertura de portas para que você tenha legitimidade para propor e discutir oportunidades de negócios.”

Se querem criminalizar às doações feitas ao PT e à candidatura de Dilma Rousseff à presidência da República, o que dizer das doações feitas pela UTC ao tucano Geraldo Alckmin, cujo partido está há mais de duas décadas governando o estado de São Paulo?

– PSDB de Alckmin recebeu 92% das doações de empresas investigadas pela Lava Jato

Por acaso o dinheiro dessa mesma empreiteira, depositado praticamente no mesmo período à campanha de Aécio Neves, candidato do PSDB à presidência, foi benzido pelo Vaticano e por isso é doação legal?

Todos os partidos políticos brasileiros, com raras exceções, recebem doações de pessoas jurídicas, em todos os níveis da federação, seja municipal, estadual ou federal. Essa era a regra do jogo eleitoral até então.

Os paladinos da moral, que hoje tentam responsabilizar o PT por regras estabelecidas há décadas, são os mesmos que votaram contra o fim do financiamento empresarial de campanha e receberam das mesmas empresas praticamente o mesmo valor doado ao PT nas últimas eleições.

Tentar criminalizar as doações oficiais somente de um partido político com a clara tentativa golpista de não aceitar o resultado das urnas é atentar contra a democracia.

O que não é possível mais aceitar é que as empresas privadas tenham a possibilidade de fazer uma lista com vários candidatos para escolher a quem oferecer recursos e ter mais chance de eleger. Definitivamente, é a interferência do poder econômico no processo eleitoral. É preciso mudar essa lógica e nunca negamos isso. Pelo contrário, o PT sempre propôs a ruptura com esse modelo de financiamento.

Leia também:
Por que doações ao PT são propinas e aos demais partidos ‘contribuição eleitoral’?
Por que o tesoureiro do PSDB e dos demais partidos não estão na cadeia?
Relatório da CPI da Petrobras aponta que doações ao PSDB ocorreram em datas próximas aos pagamentos da Petrobras aos consórcios
Sobre financiamento de campanha, corrupção e hipocrisia
Acesse a íntegra do documento “Em defesa do PT, da verdade e da democracia
Acesse o Dossiê ‘Verdade sobre Vaccari’