O quê falar da situação de Vaccari?

Por Gilmar Carneiro, em seu blog

Da tragédia humana à tragédia nacional
Ontem, pela segunda vez, fomos à Curitiba com a expectativa de que Vaccari fosse libertado e voltasse para a vida familiar e a trabalhar com os amigos que ele tanto preza.

Ontem, pela segunda vez, voltamos frustrados de Curitiba. Como diz o Dr. Elias Mattar Assado, do escritório local que defende Vaccari: “Há gente em Curitiba que esquece que no Brasil existe uma República Federativa e quer criar uma república local acima do Brasil. Existe sim uma República Federativa do Brasil. A república de Curitiba não existe”.

Se da primeira vez o juiz Moro recusou-se a reconhecer o caráter isonômico da ABSOLVIÇÃO de Vaccari, recusa apresentada à oitava turma do TRF-4ª – região com longa explicação; na segunda vez, ficou evidente de que houve uma combinação de subserviência aos argumentos do juiz Moro.

Juridicamente, todos os advogados ouvidos tinham certeza absoluta de que Vaccari seria libertado ante os argumentos e os fatos apresentados no recurso e no Habeas Corpus. Aos poucos, os advogados vão percebendo que estamos vivendo no Brasil um “Estado de Exceção”, onde as leis são interpretadas conforme a conveniência política dos novos ditadores. Vivemos numa sociedade onde tudo é relativo…

Politicamente, a pressão sobre Lula serviu de pretexto para manter Vaccari preso. Afinal, tudo o que está acontecendo na política e na economia tem a ver com o fato de os empresários, unidos com o aparelho do Judiciário e liderados pela imprensa, terem dado mais um golpe de Estado, desta vez sem a participação das Forças Armadas, sendo, portanto, uma ditadura civil, onde o executor do golpe foi o Congresso Nacional e parte do Judiciário. Temos que reconhecer que os erros e as dificuldades do governo Dilma facilitaram a ousadia dos golpistas.

A direita saiu do armário por não conseguir ganhar as eleições, organizou grandes manifestações e criou mentiras jurídicas para justificar o golpe político.

Tudo foi ficando claro com o tempo.

Ao tirar Dilma e reagrupar os parlamentares como um blocão de mercenários corruptos que vendem votos e projetos, esta nova direita neoliberal e golpista começou a mudar completamente a razão de ser do Estado Brasileiro.

A direita neoliberal e entreguista, liderada pelo PSDB, comprou o PMDB e os demais partidos que tinham feito parte da Coligação com Dilma e este bloco entreguista começou a aprovar a Reforma do Estado, destruindo seu caráter de Bem Estar Social, para transformá-lo num Estado neoliberal, mínimo, sem políticas públicas e sem autonomia em relação aos Estados Unidos e seus aliados. Estes mercenários venderam barato a nossa Soberania Nacional.

Sofro em ver o Brasil voltar a ser governado por uma ditadura;
sofro em ver o Brasil não poder contar com a Constituição de 1988;
sofro em não poder acreditar no que a imprensa divulga;
sofro em ver a tentativa feroz de destruição de Lula e do PT;
sofro em ver o Vaccari ficar preso há mais de dois anos somente por ter sido Tesoureiro do PT;
sofro em ver sua esposa, filha e netos sofrerem diariamente ante tanta violência;
sofro em ver seus amigos e colegas sofrendo ante tanta agressão jurídica, política e midiática;
sofro por me sentir sem condições de sozinho, quixotescamente, enfrentar estas quadrilhas…

Dediquei minha juventude à luta contra a ditadura militar. Depois dediquei meus mais de quarenta anos de trabalho na construção de um novo sindicalismo, uma nova experiência política partidária e uma nova visão de cidadania e liberdade.

Nunca tive vergonha do que fiz e do que faço pela consciência da classe trabalhadora e pela transformação do Brasil numa grande Nação livre e soberana.

Quando pensava que teria uma aposentadoria feliz por ver nosso país ser reconhecido internacionalmente como a grande esperança do mundo, feliz por ver milhões de brasileiros serem integrados como cidadãos; feliz por ver nossa filha e a filha de Vaccari se formarem em medicina e construírem novas famílias, eis que surge mais um golpe e mais uma ditadura.

Nossos empresários não estavam e não estão preparados para a Democracia e para a Liberdade.

Precisamos voltar à resistência, a enfrentar prisões, espionagem, intimidações e agressões. Precisamos voltar a nos unir pelas Liberdades Democráticas, pelas liberdades de informação e comunicação, pelo ir e vir. Enfim, pelo direito de nossos filhos serem livres e conscientes. Precisamos lutar pela nossa Soberania Nacional.
Ao ser perguntado como me sentia com o resultado do três a zero no julgamento, respondi para as pessoas que me sentia como os milhares de palmeirenses que viram seu time perder em casa ou como um cachorro molhado que caiu do caminhão de mudança.

Não conseguia falar, não conseguia escrever.
Hoje cedo falei de flores e da Primavera.
Somente agora, no final do dia, consigo escrever este desabafo.

Vaccari um dia será libertado.
E todos nós, parentes e amigos de Vaccari, teremos orgulho de dizer que Vaccari foi o mais digno preso político desta nova ditadura de merda. Desta nova ditadura corrupta e entreguista das riquezas nacionais e da Soberania do Brasil.

Como dizia o Profeta: “Passarão o Céu e a Terra, mas nossas palavras não passarão…”

Vaccari continua presente nos nossos dias e nas nossas orações. Mandela ficou mais tempo preso, mas, ao sair, fez mais pela África do Sul em poucos anos do que todos seus adversários brancos durante vários séculos.

Liberdade e Dignidade não se ganha, CONQUISTA-SE!

Vaccari não fará delação e ponto final

Vaccari sabe que é preso político e continuará a exercer o seu direito ao silêncio 

Já reiteramos mais de uma vez que o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, jamais fará delação, mesmo porque não tem o que delatar. Estão tentando fazer tortura psicológica. Apenas esquecem que Vaccari é um homem digno, determinado e sabe do jogo político por trás de sua prisão.

É cansativa e leviana a tentativa de setores da imprensa de envolver Vaccari em uma suposta delação. Ninguém está autorizado a falar em nome da família de Vaccari e muito menos em seu nome. Vivemos uma Justiça de exceção. Vaccari é um preso político. Está preso por ter arrecadado recursos oficiais e legais ao PT conforme consta na prestação de contas aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Essa é a única versão a ser apresentada à Justiça. Não existe qualquer possibilidade de delação e ponto final.

Saiba mais:
– Veja mente: Vaccari não fará delação
– Deputado desmente Veja sobre delação premiada de Vaccari
–  
Por que doações ao PT são propinas e aos demais partidos ‘contribuição eleitoral’?

– Por que o tesoureiro do PSDB e dos demais partidos não estão na cadeia?
– PSDB de Alckmin recebeu 92% das doações de empresas investigadas pela Lava Jato
– Se a lei vale para todos, por que tesoureiros dos demais partidos não estão presos?
Criminalizar as doações oficiais de um único partido é um atentado à democracia
– Polícia Federal admite que não consegue provar o que é propina e o que é doação de campanha
– Lava Jato quebra sigilo telefônico do PT e não encontra nada

– A desfaçatez da Justiça com Vaccari
Lava Jato quebra sigilo telefônico do PT e não encontra nada
– Delatores se contradizem sobre Vaccari
– Doação aos partidos é para obter vantagem, afirma Ricardo Pessoa
– Relatório da CPI da Petrobras aponta que doações ao PSDB ocorreram em datas próximas aos pagamentos da Petrobras aos consórcios
– Sobre financiamento de campanha, corrupção e hipocrisia
– 
Acesse o Dossiê ‘Verdade sobre Vaccari’

Deputado desmente Veja sobre delação premiada de Vaccari

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania

A última edição da revista Veja trouxe uma matéria que surpreendeu, mas que não ganhou grande repercussão porque poucos acreditaram nela. Apesar disso, o resto da mídia a reproduziu, ainda que com pouco destaque.

Veja afirmou que “O homem que arrecadou e distribuiu mais de 1 bilhão de reais em propina para o PT, do qual foi tesoureiro, se prepara para falar à Lava Jato”.

A revista cuja razão da existência é atacar o PT refere-se a João Vaccari Neto, ex-presidente do partido, preso há mais de um ano, tendo começado a cumprir pena antes da condenação sumária que lhe foi imposta pelo juiz Sergio Moro.

Vaccari não falou à Veja, mas a revista inventou uma afirmação dele. Segundo a publicação, o ex-tesoureiro do PT teria dito o seguinte:

Se eu falar, entrego a alma do PT. E tem mais: o pessoal da CUT me mata assim que eu botar a cara na rua”.

É uma piada. Note o absurdo da versão da Veja, leitor. Se Vaccari tivesse dito isso, a delação premiada estaria feita. Ele teria confessado. Não poderia nem mais recorrer da sentença em primeira instância que lhe foi imposta por Sergio Moro, que iria para cima dele.

A declaração que Veja atribui a Vaccari poderia lhe agravar a pena, seria um escândalo de repercussão internacional a afirmação peremptória de que a maior central sindical das Américas assassina pessoas e é temida por um de seus membros mais eminentes.

No último domingo, porém, o signatário desta página participou de reunião na residência do jurista Pedro Serrano, em São Paulo, para discutir o lançamento do livro Resistência ao golpe de 2016, na capital paulista, que ocorrerá no próximo dia 20 de junho. Lá, encontrou o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), que esteve com Vaccari quando ele deu as declarações que a Veja alterou criminosamente.

Transcrição da entrevista:
Blog da Cidadania
– Paulo Teixeira, sobre essa matéria que saiu acho que não Folha de São Paulo…

Paulo Teixeira – Na Veja…

Blog da Cidadania – Sobre o Vaccari ter intenção de aderir à delação premiada contra alguém, você diz que estava presente no momento em que essa declaração teria sido dada e isso [o que a Veja diz] não é verdade…

Paulo Teixeira – Ele nunca falou em delação premiada. O que o Vaccari fala é que o Partido dos Trabalhadores tem que se colocar nessa ação [de investigação contra si] do ponto de vista institucional, mas ele, em momento nenhum, falou em delação premiada.

Como estávamos em uma reunião, não foi possível gravar o resto da conversa. Porém, o que Vaccari disse foi o contrário do que afirmou Veja.

Vaccari disse que o PT é parte da ação movida contra si, mas que não poderia delatar ninguém porque não fez nenhuma articulação ilegal a pedido do partido de forma a obter propina.  Seria inacreditável o que Veja fez, se não fosse a Veja.

Veja mente: Vaccari não fará delação

Ex-tesoureiro do PT exerce seu direito ao silêncio porque é um preso político

Uma história fantasiosa. Esse é o resumo da matéria da revista Veja a respeito de um possível acordo de delação de João Vaccari Neto. É blefe. Apenas mais uma mentira, como tem se tornado rotina da publicação da Marginal. Não é possível sequer identificar quando falam a verdade e quando mentem.

Tentam  transformar em verdade histórias fantasiosas com o objetivo de atingir de alguma forma o PT e suas lideranças. Tornou-se patética essa velha estratégia pseudo-jornalística.

Veja mente: Vaccari não está corroído física e psicologicamente. Vaccari é um homem honrado e determinado. Sabe que é preso político e continuará a exercer o seu direito ao silêncio.

Movimentos em direção a delação? Emissários da família sondando advogados? A Veja mente e não está autorizada a falar em nome de Vaccari e sua família.

A Veja está entrevistando colegas de cárcere de Vaccari? Isso é o que desejam, pois depois de toda perseguição ao Partido dos Trabalhadores, com determinante participação de parte da imprensa, ainda assim não conseguiram emplacar o governo golpista de Michel Temer (PMDB).

A arrecadação financeira do Partido dos Trabalhadores, tendo Vaccari a frente como Secretário de Finanças, foi muito semelhante a dos demais partidos políticos que concorreram às eleições. Isso já foi ressaltado e comprovado mais de uma vez. Essa é a única versão a ser explicada.

 Por que doações ao PT são propinas e aos demais partidos ‘contribuição eleitoral’?

Estadao

O jornal O Estado de S.Paulo também chegou a esta conclusão óbvia, como é possível ver na edição de 29 de março de 2015

Vaccari exerceu sua função de arrecadar recursos para o PT e é condenado em primeiro grau da Justiça Federal do Paraná (juiz Sergio Moro) por este motivo.

– A desfaçatez da Justiça com Vaccari

A perseguição da turma da Lava Jato à figura de Vaccari é a forma que encontraram para perseguir o PT e o projeto de transformação social representado por este partido.

Vivemos uma Justiça de exceção. Vaccari é um preso político e sua defesa passa, necessariamente, pela luta contra o Golpe de Estado em curso no País. Aguardamos por sua liberdade, lutando pela democracia, mais uma vez.

– Por que o tesoureiro do PSDB e dos demais partidos não estão na cadeia?
– PSDB de Alckmin recebeu 92% das doações de empresas investigadas pela Lava Jato
– Se a lei vale para todos, por que tesoureiros dos demais partidos não estão presos?
Criminalizar as doações oficiais de um único partido é um atentado à democracia
– Polícia Federal admite que não consegue provar o que é propina e o que é doação de campanha
– Lava Jato quebra sigilo telefônico do PT e não encontra nada

Lava Jato: surge nova denúncia de irregularidade

O que desde julho era falado em conversas em “off”, papos de corredor, hoje encontra-se oficializado. Em dois depoimentos prestados à delegada federal Tânia Fogaça, da Corregedoria Geral do Departamento de Polícia Federal, Paulo Renato Herrera, delegado de Polícia Federal, e o advogado paulista Augusto de Arruda Botelho, denunciaram que policiais da Força Tarefa da Lava Jato tentaram obter dados sigilosos de pessoas com foro privilegiado. Tudo sem a autorização da Justiça Federal.

Para tal, utilizaram um alvará que o juiz estadual José Orlando Cerqueira Bremer, ainda na Vara Criminal de Pinhais, município vizinho à Curitiba, concedeu à Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Superintendência Regional do DPF no Paraná (SR/DPF/PR). Oficialmente, era um trabalho de monitoramento de traficantes de drogas, que o juiz alega serem ligados ao PCC. Não se sabe, porém, no que resultou concretamente esta parceria.

“Se meu Alvará foi usado na Lava Jato, eu fui traído”, desabafou Bremer, hoje na 1ª Vara Criminal de Curitiba, na quinta-feira (03/12).

Confira a reportagem na íntegra do jornalista Marcelo Auler

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Sérgio Moro, que prometeu passar Brasil a Limpo, tem salário de R$ 77 mil

Olha só que cara de pau!

O juiz federal Sergio Moro, que mandou prender por engano a cunhada de Vaccari (depois viu que não era ela) porque achou que ela havia depositado R$ 2 mil na conta da irmã, ganha R$ 77 mil por mês!

Ou seja, ele pode ter recebido, de verba pública, mais de R$ 5 milhões em seis anos.

E agora veja que cômico, trágico e estarrecedor…

O juiz federal que comanda a Lava Jato exigiu que Vaccari explicasse como sua esposa movimentou R$ 583 mil – cerca de R$ 6,9 mil por mês – em sua conta ao longo dos últimos sete anos. Isso mesmo, SETE ANOS de depósitos picados de uma aposentada que continua trabalhando como psicóloga autônoma.

Pois bem. A defesa de Vaccari provou minuciosamente, com planilhas, informes de rendimento, informações do banco Itaú e extratos bancários, que o valor questionado teve origem no salário recebido por Vaccari e está tudo declarado em seu imposto de renda. O valor é compatível com a renda que Vaccari obteve no período, conforme já explicamos aqui a origem de sua remuneração – aposentadoria pelo Santander, conselheiro Itaipu, administração da Bancoop e tesoureiro PT.

É surreal assistir a essa esculhambação jurídica da qual Vaccari é vítima.

***

Do PT na Câmara.

Wadih Damous: Sérgio Moro, que prometeu passar Brasil a Limpo, tem salário de R$ 77 mil

O deputado Wadih Damous (PT-RJ) criticou nesta quinta-feira (20), na tribuna da Câmara, juízes e integrantes do Ministério Público que estão descumprindo o art. 37 da Constituição Federal, recebendo vencimentos acima do teto salarial. “E, para a nossa surpresa, na relação de juízes, desembargadores e membros do Ministério Público que percebem acima do teto, está o nome do insuspeito juiz Sérgio Moro, esse mesmo, que prometeu limpar o Brasil da corrupção, que prometeu passar o Brasil a limpo”, ironizou.

O juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, segundo Wadih Damous, tem recebido nos últimos meses acima do teto, que é limitado ao salário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje em R$ 37,4 mil. “O paladino da moral, que promete limpar o País da corrupção, recebe em média R$ 77 mil por mês, quase o dobro do teto. Acredito, então, que a limpeza deveria começar pela remuneração desses juízes e desembargadores que percebem acima do teto constitucional, em manobras que não fazem bem à democracia e à moralidade”, criticou.

O deputado Wadih Damous destacou que as informações que o mundo jurídico já conhecia, sobre o descumprimento do teto salarial na magistratura, foram publicadas na última semana, no site Consultor Jurídico, especializado em questões ligadas ao Direito, ao Judiciário e ao Ministério Público. “A matéria mostra que muitos juízes e desembargadores percebem acima do teto. Na verdade, o texto sintetiza de forma clara que o teto virou piso. Isto graças a expedientes de criação de penduricalhos do tipo auxílio-moradia, auxílio- táxi, auxílio-educação, auxílio isso, auxílio aquilo” enfatizou.

O deputado Damous disse que essa prática é inadmissível. “É um verdadeiro acinte moral essas verbas serem pagas de maneira disfarçada, como se fossem indenizações e, por isso, não estarem sujeitas à parcela única ou ao teto remuneratório”, criticou.

A matéria do site Consultor Jurídico cita que, no caso do Ministério Público Federal, existem procuradores com remunerações de R$ 48 mil. Outros, com atuação em segundo grau, ganham quase R$ 65 mil por mês.

Assista o vídeo do Wadih falando sobre o super salário de Sérgio Moro.

“Vaca” significa animal e não Vaccari

Defesa de Marcelo Odebrechet esclarece siglas no celular do executivo e afirma que vaca é uma referência ao animal adquirido pelo irmão no leilão

Parece piada de mal gosto, mas não. É má-fé mesmo. Se contarmos essa história a pessoas de bem e que de fato desejam justiça, elas não acreditariam.

Na última quarta-feira (22), o Estadão destacou a seguinte manchete produzida pelo Blog do Fausto Macedo: Anotações de Marcelo Odebretcht relacionam Vaccari a obras. A matéria se baseia no vazamento seletivo de um relatório da Polícia Federal a respeito das siglas encontradas nas mensagens apreendidas no celular de Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira.

Sem um contraponto da defesa do executivo para que pudesse esclarecer as siglas, o relatório da PF relacionou a menção “vaca 2 milhões” a João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT. Essa ilação serviu somente para cravar uma manchete no blog do Fausto Macedo, pois não passou de mera suposição – aliás, “presume-se” é a palavra de ordem na operação.

E sabe o que de fato significa a menção? É uma referência a uma vaca adquirida pelo irmão de Marcelo no valor de R$ 2,2 milhões em um leilão em 2013. Isso mesmo, é uma vaca, um animal, um mamífero. Logo, vaca corresponde a vaca. Ponto final.

O esclarecimento só foi feito nesta sexta-feira, 24, após a defesa da Odebrecht, por meio de uma coletiva de imprensa, contestar o andamento da operação Lava Jato e explicar algumas das anotações presentes no celular do executivo.

Segundo o jornal GGN, Marcelo explicou à advogada que a mensagem sobre a vaca era relativa ao preço pago pelo animal que ele considerou exorbitante. Além da palavra vaca, os advogados esclareceram que a sigla “LJ” que também aparece nas anotações é uma referência ao jornalista Lauro Jardim, da revista Veja.

Sobre a coletiva, indicamos a matéria do jornal GGN. Além de estar mais completa, o texto não está no rodapé da página como fez o Estadão, que não deu o devido destaque à resposta (ou melhor, à verdade) em contraponto à manchete distorcida de quarta-feira.

E vamos combinar: a relação feita da palavra vaca ao Vaccari é típica de uma investigação que não conseguiu sequer identificar sua cunhada, Marice Correa de Lima, nas imagens de um banco. Marice foi presa por engano – ou por pura lambança – e teve sua imagem injustamente exposta ao espetáculo da mídia.

Foi uma pressa típica de quem quer condenar uma pessoa inocente por antecipação. Aliás, a forma como a Lava Jato tem tramitado no Judiciário é de uma velocidade descomunal, assim como é descomunal a quantidade de delações e prisões preventivas.

Que a justiça seja feita!

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Brasil sem leis e sem ordem

Violência em nome da lei

Por Gilmar Carneiro, em seu blog

Sem direito a privacidade, as pessoas estão acompanhando pela imprensa como a vida pessoal pode ser e está sendo devassada pelo “Big Brother” do aparelho do Estado, chamado Polícia Federal, Ministério Público e Poder Judiciário.

O juiz Moro e seus companheiros na operação Lava Jato estão expondo a vida familiar das pessoas ao ridículo, intencionalmente, como forma de constranger os investigados e forçá-los a dizer o que eles querem ouvir. Isto é um tipo de tortura, agora legalizada pelas circunstâncias… É igual ao linchamento público de suspeitos. O público aplaude, apesar da violência negada pelo Estado de Direito.

O caso amplamente divulgado ontem sobre o jantar na casa de Marcelo Odebrecht, dono da Odebrecht e desafeto do juiz Moro, onde a Folha conta que, ao convidar o grupo para jantar na sua casa, sua esposa teria advertido-o que não aceitaria que uma sindicalista sujasse sua toalha de mesa de linho, mostra bem a intenção de ridicularizar, tanto a esposa do empresário, como reforçar preconceitos contra os sindicalistas, particularmente uma sindicalista.

A Folha, ao fazer isto, se mostra tão medíocre quanto às forças de segurança que, extrapolando seu papel, fazem chantagem moral. A Folha da Tarde já foi porta-voz do terror durante a ditadura militar. Pelo jeito, a Folha ainda não aprendeu com o tempo. Uma pena…

Estamos vivendo um período de barbárie, em que os aparelhos do Estado estão sendo usados por uma direita fascista e desonesta,  cuja lei é usada conforme a conveniência. Tudo isto sob aplausos dos incautos. Mal sabem eles que a história começa sempre assim. Os civis chamam os militares e os advogados para fazer o serviço sujo. Depois estes mesmos militares e advogados se juntam contra os civis…

Tudo isso está acontecendo em função de termos um governo fraco, um legislativo promíscuo e um judiciário disperso nos casuísmos corporativos e revanchistas. Não há necessidade de golpe militar, os civis estão, desta vez, eles mesmos fazendo o serviço sujo.

O Brasil durante toda sua história vem resistindo a estes predadores. Poderia ser um país muito mais rico, desenvolvido e civilizado. Mas, como superamos a escravidão, a miséria rural, os milhões de favelados e a ignorância escolar, também superaremos esta mediocridade política e social nos dias atuais.

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Mais manchetes criminosas para atingir Vaccari e o PT

Jantar, gráfica e mensagens. Factoides criados para destruir o legado de lideranças políticas honradas e de um partido que mudou a vida dos brasileiros na última década

Interpretações distorcidas, descontextualizadas e com o claro objetivo de usar informações velhas para atingir o partido frente a Presidência da República e destruir a carreira de todos os políticos petistas. Esse é o resumo das últimas publicações requentadas do Estadão a respeito do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e lideranças sindicais respeitadas que nada têm a ver com a Operação Lava Jato.

Publicadas no Blog do Fausto Macedo, parceiro assíduo dos vazamentos seletivos da turma da Lava Jato, as matérias, assim como o relatório da Polícia Federal, prestam um desserviço à sociedade e confundem a opinião pública ao se basear em suposições e mais suposições.

O roteiro da má-fé

“Presume-se”, “possivelmente”, “é possível que” e “pode ser”, sem contar o tal ‘suposto’, são os termos utilizados o tempo todo e transformados em fatos concretos nas manchetes. Mais do que isso. Fazem ilações absurdas entre supostas acusações de corrupção com a simples presença em um jantar. É mais do que patético, é criminoso.

É ou não é um absurdo a história da vez? Nas mensagens apreendidas no celular de Marcelo Odebrecht os policiais identificaram a palavra “vaca”. Logo, na interpretação certeira dos paladinos da moral e da justiça, “vaca” corresponderia a Vaccari.

Atente agora para esse trecho da matéria: “Na mesma anotação, de 9 de janeiro de 2013, há também um tópico específico sobre “créditos”, no qual há referência de porcentagens de 3% seguidas dos nomes “Vacareza”, uma possível referência ao ex-líder do governo na Câmara Cândido Vaccarezza”.

Parece piada de mal gosto, mas não é. Vejam a manchete que o Blog do Fausto Macedo fez questão de cravar: Anotações de Marcelo Odebretcht relacionam Vaccari a obras.

Será que o repórter tem certeza de que ‘vaca’ não pode estar relacionado ao termo “a vaca foi para o brejo”?

Vaccari já provou – inúmeras vezessua inocência. Será que Fausto Macedo pode apontar uma prova concreta sem espetáculo midiático que sustente as suposições, o “pode ser” ou o “presume-se” que ele faz todos os dias em seu blogue?

Estamos aguardando!

Mas os absurdos do dia não param por aí.

Jantar: mais um factoide

É uma hipocrisia que beira a insanidade. A mídia e a turma da Lava Jato tentam transformar em prova de crime um jantar do qual participaram Lula, Marcelo Odebrecht, Abílio Dinis, Roberto Setúbal, Jorge Gerdau, Luis Carlos Trabuco, entre outros. O tema: análise econômica.

Aécio, Alckmin e FHC podem jantar com Marcelo Odebrecht para pedir dinheiro para campanha eleitoral do PSDB, que a imprensa traduz como: ”tentar impulsionar a campanha do tucanato, numa espécie de força-tarefa de políticos e empresários”. Lula ser convidado para um jantar é crime. É isso mesmo? Sobre o jantar dos tucanos, confira a matéria de Gisele Vitória, na IstoÉ, intitulada O jantar para Alckmin e a força-tarefa de FHC para levantar Aécio.

O crime de Lula, presidente compromissado com a classe trabalhadora e os mais pobres, foi levar para um jantar na casa da elite dois sindicalistas, Juvandia Morandia Leite, presidente do Sindicato dos Bancários, e Sérgio Aparecido Nobre, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Logo viram a possibilidade de fazer malandragens absurdas para sustentar nova manchete. E assim Fausto Macedo cravou: Gráfica ligada ao PT girou R$ 67 mi em cinco anos, aponta PF.

O leitor mais atento irá perguntar: mas o que a manchete tem a ver com o jantar? É isso mesmo. A intenção é confundir. Fazem a seguinte ligação: sindicalistas, que também são administradores da Gráfica Atitude, estavam presentes no jantar. Pronto. Gráfica ligada ao PT gira não sei quantos milhões em cinco anos. Ora, faça-me o favor.

Agora, eu me pergunto: quantas matérias sobre a privataria tucana este blogue fez? E sobre a corrupção na CPTM e no Metrô de São Paulo, lideradas pelos tucanos?

Já com relação à suposta ligação de Vaccari com a gráfica, acesse o dossiê na íntegra com as verdades sobre Vaccari. Esse questionamento já foi respondido mais de uma vez. João Vaccari Neto, como tesoureiro, fez solicitações para que depósitos fossem feitos a título de doações ao partido, em contas bancárias registradas e aprovadas pelo TSE.

Com a palavra, a verdade

Confira aqui a nota à imprensa da Editora Gráfica Atitude Ltda.

Não há nada a responder porque não há nada contra Vaccari

Por orientação do advogado, ex-tesoureiro do PT permaneceu em silêncio durante audiência na Justiça Federal do Paraná

“Não existe absolutamente nada contra Vaccari, por isso ele nem depôs. Não há nada a responder porque não há nada contra Vaccari”. Essa foi a resposta do advogado Luiz Flávio Borges D’Urso ao blog do Fausto Macedo, do Estadão, a respeito da postura adotada por João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, em audiência com o juiz federal Sérgio Moro na tarde desta sexta-feira, 17, na Justiça Federal do Paraná.

“O que consta da denúncia contra Vaccari é a palavra dos delatores, nada mais”, ressaltou D’Urso ao destacar que “não há nenhuma prova que corrobore o que foi dito pelos delatores”.

Segundo o Estadão, o advogado entrou com novo pedido de habeas corpus, agora no Superior Tribunal de Justiça. O pedido deverá ser analisado pelo ministro Francisco Falcão.

Dôssie ‘Verdade sobre Vaccari’
Acesse aqui o conteúdo completo do dossiê com as verdades sobre o “caso” Vaccari. No estudo, estão reunidos uma série de documentos que reforçam a explicação da defesa. A leitura atenta do caso mostra claramente que todas as acusações contra João Vaccari Neto não procedem.

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