PSDB de Alckmin recebeu 92% das doações de empresas investigadas pela Lava Jato

É o que aponta o documento publicado pelo PT com informações que desconstroem os factoides e as distorções da mídia monopolizada

O Estado de São Paulo é o paraíso das doações empresariais. Em todo o Brasil, as contribuições são equilibradas entre PT e PSDB. Em São Paulo, governado há 22 anos pelos tucanos, o PSDB recebeu duas vezes mais dinheiro do que o PT nas eleições de 2010 e 2014.

Apesar dos números mostrarem a distorção, quando o beneficiado é o PSDB, o silêncio da mídia, do Judiciário e do Ministério Público é absoluto. Não há qualquer processo de criminalização dessas doações que revelam uma estranha preferência das empresas pelos tucanos em São Paulo. Em 2014, o PSDB recebeu 92% das doações das empresas citadas na Lava Jato. O PT, apenas 8%. Em 2010, a proporção foi de 65% para o PSDB e 35% para o PT.

Acesse aqui a íntegra do documento “Em defesa do PT, da verdade e da democracia”

tabela 1

tabela 2

As empresas doadoras das campanhas do PSDB no Estado de São Paulo – investigadas na Operação Lava Jato do Moro – figuram também na lista de fornecedores de grandes obras do governo tucano paulista.

E não somos nós que estamos fazendo uma denúncia vazia ou mentindo, como parte da grande mídia se acostumou a fazer – O Globo colocou o primeiro erramos na capa do jornal neste fim de semana. O próprio relatório da CPI da Petrobras apontou que 16 empresas citadas na Lava Jato tiveram contratos com o governo do Estado de São Paulo entre 1987 e 2014. Um dos exemplos citados no relatório é o Consórcio Via Amarela – formado, entre outros, pelas empreiteiras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão – acusado de superfaturar preços em contratos com o Metrô de São Paulo.

Empresas do cartel do Trensalão bancam campanha de Alckmin
As prestações de contas parciais da campanha de Geraldo Alckmin para o governo do Estado de São Paulo em 2014 apontaram que mais da metade (56%) da campanha do tucano havia sido bancada por empresas investigadas por fraudes e formação de cartel em licitações da CPTM e do Metrô de São Paulo.

Na reportagem veiculada pelo portal Uol, em 12/09/2014, a assessoria de imprensa de Alckmin informou, em nota, que a “campanha aceita apenas doações que estão de acordo com a Constituição. A lei nº 9504/97 (art.24) permite que qualquer pessoa física ou jurídica, que esteja de acordo com as normas, participe do processo eleitoral”.

O PT fez a mesma afirmação com relação às doações feitas por essas empreiteiras à sua campanha. A nota do PT é questionada e contestada. A do PSDB é aceita como verdade incontestável. As doações efetuadas ao PT são “propina”, afirmam jornais, o juiz Moro e toda a turma do Paraná. As doações ao PSDB, feitas pelas mesmas empresas, são legais, dizem as mesmas fontes, sem sequer ficarem coradas de vergonha.

Onde o PT comanda a administração, seja municipal, estadual ou federal, doações legais de empresas que prestam serviços para o governo são criminalizadas. Por que a imprensa e a Justiça Eleitoral não tratam da mesma forma as doações para governos tucanos que fazem contratos de prestação de serviço com seus doadores?

tabela 3

Palavra de delator muda da noite para o dia
Como os delatores da Operação Lava Jato não conseguem provar o que dizem, contam a versão que mais lhes convém. Se colar, ótimo. Afinal, o objetivo maior é contar qualquer história para se livrar da prisão.

A única coisa que esses delatores conseguiram fazer até agora foi mudar de versão. Foi o caso recente do presidente da UTC, Ricardo Pessoa, que resolveu mudar a tese defendida pela turma do Paraná de que as doações oficiais de campanha eram recursos de propina da Petrobras.

Agora ele diz que esse dinheiro era legal e que somente era fruto de propina o repasse feito ao PT fora do período eleitoral. Paciência tem limite, meu caro empresário. Por que sua versão mudou? Será que é porque sua empresa doou R$ 2.900.000 milhões à campanha do tucano Alckmin em São Paulo e este precisa ser preservado a todo custo? Como o senhor explica não ter doado um centavo ao candidato do PT, Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde?

A tese do Ministério Público do Paraná é de que as doações ao PT são propina e as do PSDB não. Então, como explicar o fato de que os repasses aos tucanos ocorreram em datas próximas aos pagamentos que a Petrobras fez aos consórcios formados pelas empreiteiras? Se havia vantagem indevida “misturada”, as doações a todos os partidos deveriam ser investigadas.

Analise a tabela abaixo e tire você as conclusões:

tabela doações

Como bem disse o ex-presidente Lula, os empresários tinham dois cofrinhos: do dinheiro bom e do dinheiro ruim. Coincidentemente, os repasses direcionados ao PT eram só do cofre de dinheiro ruim.

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Por que doações ao PT são propinas e aos demais partidos ‘contribuição eleitoral’?

Todos os grandes partidos receberam doações de empresas citadas na Lava Jato, inclusive o PSDB. Porém, quando o alvo é o PT, vale tudo: de investigação seletiva à prisão ilegal

O esforço para criminalizar única e exclusivamente as doações feitas ao Partido dos Trabalhadores é tão grande que os investigadores e a Justiça não se constrangem em ignorar dados que desmontam suas teses, como os percentuais de doações feitos por empresas investigadas na Operação Lava Jato e as demais.

A relação entre as doações efetuadas pelas empreiteiras investigadas e as realizadas pelas outras empresas aos principais partidos são, em montante, proporcionais, como demonstra a figura abaixo.

Fonte: Informações compiladas a partir de dados do site do TSE

Fonte: Informações compiladas a partir de dados do site do TSE

Até mesmo o jornal O Estado de S. Paulo chegou a esta conclusão óbvia, como é possível constatar na edição de 29 de março de 2015.

Estadao

Então, respondam: Se há crime nessas doações, por que não estão investigando todos os partidos? Por que o único tesoureiro preso é o do PT?

Em meio a uma avalanche de notícias que mais desinformam do que informam, é necessário esclarecer mais uma vez o que reafirmamos desde o início: os principais partidos do País – e não só o PT – receberam doações das empresas investigadas na Operação Lava Jato e de outras empresas. É importante lembrar que os partidos que fazem oposição ferrenha ao governo federal também receberam, conforme já abordamos neste blog.

O que intriga as pessoas de bem, que realmente querem Justiça no Brasil, é o fato de o juiz Sérgio Moro, os procuradores e os policiais federais que fazem parte da Operação Lava Jato ignorarem completamente dados públicos como esses que estamos abordando neste texto.

A resposta parece simples: é a política!

Se não fosse uma questão política, como explicar a ânsia deles de, a todo e qualquer custo, tentar carimbar a tese de que João Vaccari Neto seria o operador responsável por receber dinheiro desviado de contratos da Petrobras? E veja bem: ele teria feito isso por meio de doações oficiais e legais ao partido. Basta uma hipótese jamais comprovada para manter a prisão ilegal do ex-tesoureiro do PT, contestada pela sua defesa.

O absurdo é tamanho que situações cômicas, se não fossem trágicas, acabam transformando a política brasileira em um teatro dos absurdos. Uma delas é o mais recente capítulo sobre o desenrolar da ação do PSDB e da Coligação Muda Brasil – do candidato derrotado nas eleições de 2014, Aécio Neves. Na ação, eles solicitam ao Tribunal Superior Eleitoral a cassação do mandato da presidenta Dilma Rousseff por abuso de poder político e econômico na campanha de reeleição em 2014. Eles receberam doações das mesmas fontes. Se tivessem ganhado pediriam uma autocassação?

O doleiro Alberto Youssef foi ouvido na manhã desta terça-feira, 9, na Justiça Federal, em Curitiba, justamente por causa da ação aberta pelo PSDB no final de 2014. E sabe o que de mais novo tem em seu depoimento? A afirmação de que não participou ativamente de esquemas durante a disputa de 2014 por estar detido. Isso mesmo. Ele estava preso em função da Operação Lava Jato.

Pois vejam só o tamanho do descaramento dessa oposição: em 2010, enquanto o PT arrecadou cerca de 23% do valor total doado pelas empresas citadas na Lava Jato, o PSDB recebeu 20%. Já em 2014, esses valores corresponderam a 25% e 24%. Ora, sejamos francos e paremos com as hipocrisias que sustentam as picuinhas políticas. Os dois principais partidos que polarizaram a disputa eleitoral nos dois últimos pleitos receberam praticamente o mesmo valor dessas empresas.

As informações apresentadas por Vaccari durante seu depoimento à CPI da Petrobras, no dia 9 de abril de 2015, confirmam a proporcionalidade das doações aos grandes partidos e a legalidade das doações obtidas pelo PT.

Fonte: Informações compiladas a partir de dados do site do TSE

Fonte: Informações compiladas a partir de dados do site do TSE

Portanto, chega de hipocrisia para sustentar manchetes em jornais com o claro objetivo de cassar o registro do PT e destruir o legado do partido frente a Presidência da República.

Liberdade imediata de Vaccari depende do Ministério Público

Defesa entregou há mais de uma semana, no dia 22 de maio, as últimas explicações exigidas pelo juiz federal Sérgio Moro. Falta somente o despacho do MPF. Aguardamos a liberdade!

Aumenta a cada dia o número de pessoas que não conseguem compreender, muito menos aceitar, a prisão de João Vaccari Neto. O ex-tesoureiro do PT está preso desde o dia 15 de abril, apesar da Justiça não ter nenhuma prova de que ele tenha cometido qualquer tipo de crime e não haver sequer um sinal de enriquecimento ilícito. Além disso, Vaccari nunca se negou a prestar esclarecimentos sobre os ‘supostos’ atos ilícitos. Muito pelo contrário, por diversas vezes se colocou à disposição da Justiça, da Polícia e do Ministério Público.

No dia 22 de maio, conforme exigido pelo juiz federal Sérgio Moro, a defesa apresentou toda a movimentação bancária de Vaccari e sua esposa, Giselda Rousie de Lima. Essas informações, segundo Moro, serviriam para sanar as últimas dúvidas. Isso porque todos os questionamentos apontados contra o ex-tesoureiro do PT já foram devidamente esclarecidos.

O juiz Moro, inclusive, teve todas as respostas que exigiu da defesa em suas mãos antes de sair de férias, mas preferiu ignorá-las. No mesmo dia em que poderia ter decretado a liberdade de Vaccari, atendeu ao pedido de transferência para o Complexo Médico-Penal e saiu de folga para voltar após 15 dias. Em seu despacho, determinou que o Ministério Público, o mesmo que cometeu o absurdo de prender Marice, cunhada de Vaccari, por engano, se manifestasse em cinco dias. Depois de mais de uma semana, nada do MP se pronunciar.

Por quanto tempo mais o Ministério Público irá prorrogar a decisão sobre o restabelecimento da liberdade de João Vaccari, preso sem ter sido julgado e condenado culpado?  Ele foi preso para provar sua inocência, uma aberração jurídica. Não há nenhuma prova contra Vaccari, apenas declarações inconsistentes de réus delatores que confessaram seus crimes.

No último pedido de reconsideração da prisão preventiva, a defesa do ex-tesoureiro do PT provou minuciosamente, com planilhas, informes de rendimento, informações do Banco Itaú e extratos bancários, que todas as transações financeiras questionadas pelo MPF tiveram origem no salário recebido por Vaccari e está tudo declarado em seu imposto de renda.

É importante frisar que Vaccari está preso única e exclusivamente por ter sido tesoureiro do PT e ter arrecadado recursos legais e oficiais para o partido, conforme apontamos mais de uma vez aqui neste blog. Exigimos a liberdade imediata de Vaccari! Não há mais justificativa para prorrogar esta prisão indevida, injusta e política. Nem mesmo um novo espetáculo midiático cabe nesse caso.

A verdade sobre o “caso” Vaccari

O fato incontestável é que não há nenhuma prova concreta que justifique a prisão de João Vaccari Neto. O ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores é um pai de família exemplar, um ser humano honesto, digno, competente, que conquistou o respeito dos amigos, colegas de trabalho, militantes sindicais e partidários.

Vaccari, afirmam com convicção todos que o conhecem, é vítima de perseguição política. Ele sequer é o alvo. Apenas está sendo usado pela elite conservadora que quer cassar o registro do PT, destruir o legado do partido frente a Presidência da República e, claro, acabar com a carreira de todos os políticos petistas.

A Operação Lava Jato, comandada pelo juiz federal Sérgio Moro, é um processo muito mais político do que jurídico, com muitos vazamentos seletivos, bem ao gosto do que a mídia burguesa e a elite branca brasileira, que nunca aceitaram o PT no governo Federal, esperam dos juízes parceiros. Se fosse um processo jurídico, dizem os especialistas da área, Vaccari não estaria preso. Afinal, não há prova de qualquer tipo de crime que justifique sua prisão. Juristas renomados afirmam que acusações genéricas como “garantia da ordem pública e da ordem econômica” servem apenas para encobrir falta de provas concretas para justificar uma prisão.

O que menos importa aos herdeiros de Joaquim Barbosa, que inventou sua própria teoria do ‘domínio do fato’, é a interpretação correta e o cumprimento da legislação brasileira. Moro ignora o parágrafo 16 do artigo 4º da lei 12.850, que estabelece as regras da delação premiada, em que diz: “nenhuma sentença condenatória será proferida com fundamento apenas nas declarações de agente colaborador”.

Mas então, por que Vaccari está preso?
Por ter sido tesoureiro do PT e arrecadado recursos legais e oficiais para o partido. Como disse o próprio Vaccari repetidas vezes: “estão tentando transformar doações legais em ilegais e criar um fato midiático”. E assim o fizeram.

Vaccari é um instrumento usado pelo juiz, pelo Ministério Público e pela Polícia Federal para criar mais um espetáculo midiático contra o PT e tudo o que o partido representa para o povo brasileiro. Para isso, eles não medem esforços nem se constrangem. Destruir a honra e a história de uma família é o que menos importa para essa turma.

A base de todas as decisões do juiz-celebridade são os depoimentos de réus confessos que fecharam acordos de delação premiada e passaram a acusar uma série de pessoas sem apresentar provas. Um dos delatores, inclusive, possui oito condenações, já enganou a Justiça num acordo anterior de delação premiada, e continua a atacar e acusar sem nenhuma comprovação.

O doleiro citou Vaccari, que imediatamente se dispôs a prestar todos os esclarecimentos à Polícia Federal e à Justiça. Apesar disso, ele foi conduzido coercitivamente para depor, cercados de policiais, em mais uma ação previamente combinada com os meios de comunicação, como já virou regra entre aqueles que se colocam acima do Direito Legal e Constitucional. A preferência política desses delegados e juízes que nunca esconderam sua simpatia pelo PSDB escancara o teor político do processo.

O que eles não esperavam era enfrentar uma pessoa digna, corajosa, que sempre se colocou à disposição da Justiça e, mesmo quando chamado a depor no circo em que se transformou a CPI da Petrobras, abriu mão do direito de permanecer calado e, ignorando as provocações de um jogo sujo e mesquinho que incluiu a aparição de ratos em plenário, reafirmou, com dados claros e objetivos, o que vem sustentando desde que envolveram seu nome e as contas do partido nas denúncias: “estão tentando transformar doações legais em ilegais”.

Vamos aos fatos: O que disseram os réus delatores sobre Vaccari e quais as respostas a essas falsas acusações?
O nome do ex-tesoureiro do PT apareceu nas investigações após os depoimentos de delação premiada feitos pelos réus confessos Pedro Barusco, ex-gerente de Engenharia da Petrobras, Augusto Mendonça, executivo do Grupo Setal Óleo e Gás (SOG), e Eduardo Leite, vice-presidente da Camargo Correa, cuja defesa alegou que sofre de transtorno bipolar.

De acordo com os delatores, as empresas que compunham o cartel que operava na Petrobras realizavam o pagamento de vantagens indevidas envolvendo funcionários da empresa, doleiros e operadores, sendo que o montante desviado variava, em regra, entre 1% e 2% do valor total do contrato e aditivos.

Eu imagino que ele recebeu…
O réu Pedro Barusco, delator que admitiu receber propina desde 1997, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, disse, em sua delação, que parte do recurso desviado era destinado ao PT por meio do então tesoureiro Vaccari. “O que eu disse e quero esclarecer é que eu ‘estimo’ que o PT tenha recebido”, afirmou Barusco, quando deu depoimento à CPI da Petrobras, em março deste ano. “Como eu recebi a minha parte, ‘imagino’ que outros tenham recebido”. E ainda completou, de maneira cínica e evasiva: “Não sei se o Vaccari recebeu, se foi doação legal, se foi no exterior, se foi em dinheiro”.

Como as empreiteiras sob suspeita na Lava Jato fizeram doações ao partido em 2014 – ano eleitoral -, a denúncia transforma doações legais em ilegais com base nos depoimentos dos delatores. Essas empreiteiras fizeram doações ao PT e a outros partidos políticos, inclusive PSDB.

O fato é que o Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria da República no Paraná, incluiu Vaccari na denúncia como um dos operadores por ocupar o cargo de tesoureiro do PT e ser o responsável pelo recebimento das doações legais do partido.

O que é verdade?
Todas as doações ao PT foram feitas dentro dos critérios estabelecidos em lei, por via bancária, com transparência e com a devida prestação de contas às autoridades, conforme comprovado por documentos declarados à Justiça Eleitoral e aprovados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Nenhuma prova existe de que assim não o foi ou de que Vaccari, na função de tesoureiro, tenha agido ilegalmente.

Não foi apresentada nenhuma prova que confirme o que foi declarado pelos réus delatores. São somente afirmações e mais nada. Não existem documentos, dinheiro apreendido ou contas no exterior que envolvam o Vaccari no suposto esquema. Afinal, tudo o que se tem até agora são suposições, acusações feitas por investigados que admitiram receber ou pagar propina para se manter no esquema montado pelo cartel na Petrobras.

Como afirmou mais de uma vez a defesa do ex-tesoureiro, por meio do advogado Luiz Flávio Borges D’Urso: “Vaccari não tratou de doação ao PT em período anterior a sua posse como tesoureiro do partido. Após 2010, na condição de tesoureiro, por seu dever de ofício, solicitou doações, a pessoas físicas e jurídicas, destinadas ao Partido dos Trabalhadores, todas elas legais”.

O que disseram sobre a Editora Gráfica Atitude?
Em um segundo depoimento de delação, o réu confesso Augusto Mendonça resolveu acrescentar novas falsas acusações, talvez porque a primeira não surtiu o efeito desejado, pois não conseguiram provar nada. Ele afirmou que a empreiteira SOG/SETAL, a pedido de Vaccari, direcionou R$ 2,4 milhões em pagamentos à Editora Gráfica Atitude, sediada no centro de São Paulo. Segundo o delator, Vaccari solicitou que tais pagamentos fossem realizados para cobrir propagandas na Revista do Brasil pertencente à editora.

O que é verdade?
Mendonça pagou a editora do bolso dele e disse na delação premiada que Vaccari teria pedido. Por diversas vezes, Vaccari ressaltou que nunca solicitou nenhum pagamento e que não tem qualquer relação com os depósitos realizados por Mendonça à Editora Gráfica Atitude. Paulo Salvador, coordenador de planejamento editorial da editora, confirmou que nunca tratou de patrocínios para a empresa com o ex-tesoureiro do PT.
A respeito das verbas destinadas à editora, leia a nota oficial e esclarecedora emitida pelo coordenador: “A RBA, a liberdade de expressão e o direito de incomodar”.

Na realidade, a acusação se baseia, exclusivamente, nas declarações do delator, sem que tenha sido realizada qualquer investigação por parte da Polícia Federal para a confirmação de suas afirmações. Os representantes da Editora Gráfica Atitude sequer foram ouvidos ou lhes solicitado qualquer tipo de documentos ou esclarecimentos. As declarações de Mendonça, portanto, não são provas no processo penal, o que torna a denúncia extremamente frágil.

É importante destacar que o delator afirmou que doou, a pedido de Renato Duque, diretor de Serviços da Petrobras, mas que não conversou com Vaccari sobre o caráter ilícito das doações. Ou seja, até mesmo quando cita Vaccari em suas delações, Augusto Mendonça deixa claro que o ex-tesoureiro do PT nada sabia sobre eventuais ilegalidades cometidas por ele (o delator).

Conforme alegou a defesa de João Vaccari, “fundamentar uma Ação Penal, quando inexiste investigação policial, capaz de, minimamente, corroborar as declarações do delator, coloca em risco o devido processo legal e o princípio de presunção de inocência”.

O que disseram sobre a transação financeira da conta de sua esposa?
A esposa de Vaccari, Giselda Rousie de Lima, foi citada porque a declaração do imposto de renda de 2008 mostrou a aquisição de um imóvel em São Paulo, no valor de R$ 500 mil. A quebra de sigilo bancário de Giselda mostrou que, em 19/11/2008, ela recebeu da CRA Comércio de Produtos Agropecuários R$ 400 mil reais em sua conta corrente, e, em 27/11/2008, compensou um cheque de R$ 300 mil reais a Fernando Rodrigues, proprietário do imóvel adquirido.

Ou seja, todas essas transações citadas na denúncia foram feitas devido a aquisição do imóvel. Porém, o juiz Sérgio Moro questionou o repasse feito pela CRA, registrada em nome do advogado Carlos Alberto Pereira da Costa e utilizada pelo empresário Claudio Mente, à conta de Giselda. Ouvido pela Justiça, Costa confirmou que todas as operações foram realizadas a mando de Claudio Mente.

O que é verdade?
A defesa de Vaccari, assim que soube da denúncia, questionou “que uma operação perfeitamente legal e que não tem a mínima proximidade com as investigações conduzidas pela Polícia Federal tenha sido colocada sob suspeita”. Quando depôs na CPI da Petrobras, no dia 9 de abril, Vaccari esclareceu a compra do imóvel e afirmou que toda movimentação bancária e patrimonial entre ele e a família tem explicação e origem lícita. E mais: estava tudo registrado no Imposto de Renda. Quem coloca transação ilícita em sua declaração de IR?

Na ocasião, o ex-tesoureiro do PT explicou que tomou emprestado R$ 400 mil de um amigo, o Claudio Mente, para cobrir a compra da casa. O empréstimo foi feito considerando o valor que entraria com a venda do antigo imóvel onde ele residia com a família. Nas palavras de Vaccari: “Não consegui vender o outro imóvel a tempo e por isso pedi empréstimo ao Claudio. O empréstimo foi liquidado em 2009”.

O depoimento de sua esposa e o contrato de mútuo comprovam a transação narrada por Vaccari, conforme demonstram imagens abaixo da documentação citada.

Doc Giselda 1 (2)

Doc Giselda 2 (2)

Por que o juiz Sérgio Moro cometeu o maior vexame ao prender a cunhada do Vaccari?
Marice Corrêa de Lima ficou presa por 6 dias, na sede da Polícia Federal, em Curitiba, sem que houvesse uma prova sequer contra ela. Na verdade, pior que isso. Para tentar fazer a ligação de que Marice depositava dinheiro supostamente desviado na conta da sua irmã, Giselda, utilizaram uma prova grotesca: imagens do vídeo de segurança do banco Itaú, em que supostamente Marice estaria numa máquina bancária fazendo depósitos clandestinos para sua irmã. Pasmem: a pessoa que é registrada nas imagens do vídeo, realizando depósitos num caixa eletrônico, não é Marice, mas a própria Giselda fazendo depósito na sua própria conta.

A imagem de Marice foi estampada nas manchetes dos veículos de comunicação. Ela foi considerada foragida. Outro grande equívoco da turma do juiz Moro. No dia em que Moro decretou a prisão, Marice estava no Panamá, onde participava de um congresso a trabalho, representando a Central Sindical das Américas (CSA), entidade para qual trabalha.

Assim que ficou sabendo da decisão, Marice retornou ao Brasil e se apresentou à Polícia Federal. Mas Moro não parou por aí. No dia 21 de abril, quando venceu o prazo de cinco dias da prisão temporária com base na então prova furada e absurda, o juiz Moro informou que iria prorrogar por mais cinco dias a prisão de Marice.

Para justificar a decisão, afirmou que a cunhada de Vaccari faltou com a verdade no depoimento do dia 20 de abril à Polícia Federal. Era ela quem fazia os depósitos na conta da irmã, reafirmava o juiz porque o MP dizia que tinha certeza de que era ela nas imagens. Giselda fez uma declaração registrada em cartório afirmando ser ela nas imagens do banco.

Quando recebeu a declaração, Moro mandou soltar Marice imediatamente. Como escreveu o jornalista Paulo Moreira Leite: “um trabalho típico de quem é capaz de classificar uma senhora como perigo para a “ordem pública e econômica”, mas não é capaz de distingui-la da irmã”.

Resumindo: mais uma tentativa de acusação sem provas. Mais um ridículo espetáculo midiático que destrói uma honra, abala a dignidade de uma pessoa e, depois esquece, como se nada tivesse acontecido. Se Marice conseguirá superar a absurda execração pública a qual sua imagem foi submetida nos meios de comunicação injustamente, eles não estão interessados em saber. Moro deve mais do que desculpas à Marice. E parece que isso ele ainda não entendeu.

O que os investigadores encontraram ao quebrar o sigilo fiscal e bancário do Vaccari?
Nada! Nenhuma transação anormal de uma família cujos rendimentos são fruto do trabalho digno e que busca, como a maioria das famílias brasileiras, realizar o sonho da casa própria.

O levantamento da Receita Federal sobre os bens de Vaccari concluiu que o ex-tesoureiro do PT não enriqueceu no cargo. Sem contar o fato de que a justiça e os noticiários fingem desconhecer a origem de sua remuneração. Querem, a todo custo, forjar um enriquecimento ilícito de sua família, mas não irão conseguir.

Vaccari era remunerado por ser conselheiro da Itaipu entre 2003 e 2015. De 2005 a fevereiro de 2010, recebeu também pela Bancoop devido à tarefa que a ele foi designada pela diretoria do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Como tesoureiro do PT (2010 a 2015), por uma decisão pessoal, Vaccari só passou a receber remuneração depois que deixou o posto de conselheiro na Itaipu. Além disso, recebia o salário pelo Santander até 2012, quando se aposentou e passou a receber suas aposentadorias pelo Banesprev e pelo INSS.

Assim que o juiz Moro e seus procuradores perceberam que não encontrariam nenhuma ilegalidade ao quebrar o sigilo fiscal e bancário de Vaccari, começaram a apelar para a tortura emocional, bem ao estilo da polícia política que agiu no Brasil entre 1964-1985, época da ditadura militar. Qual o melhor jeito de desestabilizar um marido e pai de família dedicado, honesto e cumpridor de seus devedores? Atacar sem escrúpulos sua família, expor esposa e filha, especialmente, à execração pública, sempre em rede nacional de rádio e TV.

O juiz-celebridade incluiu a esposa, a filha, uma cunhada e até um irmão, cujo único bem é uma casinha simples que Vaccari ajudou a pagar, em suas investigações sobre qualquer coisa que atinja o ex-tesoureiro do PT. A tentativa é, além de constranger Vaccari, forjar uma possível ocultação de bens por meio dos familiares. As ilações que fizeram da família chegam, inclusive, em determinadas circunstâncias, a beirar o ridículo, ainda mais se tratando de uma investigação que deveria se pautar pelos aspectos legais dos preceitos jurídicos estabelecidos – o caso está detalhado em outro post. De qualquer forma, todos os questionamentos estão sendo devidamente esclarecidos à Justiça.

Mais uma vez, a tentativa com toda essa trama é gerar um fato midiático para atingir o PT por meio da destruição da honra e da dignidade de Vaccari e sua família. O juiz Moro não prendeu Vaccari. Ele prendeu o PT.

Vaccari não está sozinho. Defender Vaccari é defender o PT e a Democracia!

Por que o tesoureiro do PSDB e dos demais partidos não estão na cadeia?

Empreiteiras envolvidas na Lava Jato fizeram doações para todos os grandes partidos, inclusive PSDB e DEM. Mas, para o juiz Moro só as doações ao PT são ilegais

Pode ser apenas uma incoerência. Pode também ser má-fé, perseguição política. Pode ser qualquer coisa, menos Justiça. A prisão do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, cujos desdobramentos têm sido marcados por uma espetacularização midiática e uma Justiça de exceção, é absolutamente injusta, sem nenhum fundamento.

O juiz Sérgio Moro, os procuradores e os policiais federais que fazem parte da Operação Lava Jato fazem um esforço enorme para criminalizar única e exclusivamente as doações feitas ao PT. Ignoram completamente todas as outras doações feitas no mesmo molde. Mas isso não é pauta para a imprensa burguesa nacional. Quando se trata de ‘acabar com a raça petista’, como queria o Jorge Borhausen, ninguém questiona as incongruências das autoridades. Muito pelo contrário, se esforçam para divulgar com estardalhaço tudo que suas excelências vazam. Em alguns casos, tratam o juiz como herói (deve ser o herói descrito por Mário de Andrade, só pode).

Nem o mais renomado jurista consegue explicar porque sua excelência prendeu e mantém preso o ex-tesoureiro do PT que não tem nenhum sinal de enriquecimento ilícito, muito pelo contrário, como afirmou a própria Receita Federal – Vaccari é classe média, nada mais do que isso – e sequer investiga um ex-tesoureiro do PSDB, Márcio Fortes, um dos 8 mil brasileiros que manteve contas secretas no HSBC, de acordo com o caso Swissleaks.

Márcio Fortes, aliás, tem uma história que qualquer investigação séria sobre doações ilegais levaria em consideração. Ex-deputado federal, ex-tesoureiro de Fernando Henrique Cardoso e José Serra, ele nunca declarou suas três contas no banco suíço nas declarações de bens enviadas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), onde, entre 2006 e 2007, tinha US$ 2,4 milhões.

Enquanto Márcio Fortes segue livre, com direito de ir onde quiser sem sequer ser constrangido pelos revoltados de plantão, Vaccari está preso e diariamente é atingido com ataques à sua honra, à sua dignidade, ao seu caráter.

Está mais do que provado que as empreiteiras que integram o “clube” investigado por formação de cartel na Petrobras fizeram doações ao PT e, no mesmo período, também realizaram doações aos cofres do PSDB, DEM, PMDB e demais partidos. E isso está provado, registrado lá na Justiça Eleitoral. Para se ter ideia, em 2014, enquanto o PT arrecadou cerca de 25% do valor total doado por essas empresas, o PSDB recebeu 24%. Ora, sejamos francos. Os dois principais partidos que polarizaram a disputa eleitoral receberam praticamente o mesmo valor dessas empresas.

Por que, então, os tesoureiros dos demais partidos, em especial o do PSDB envolvido no caso swissleaks, que também receberam recursos dessas mesmas empreiteiras, não estão presos? Por que o dinheiro que essas mesmas empresas doaram para outros partidos é legal e o dinheiro doado para o PT não é? Como bem sintetizou em seu texto o jornalista Paulo Moreira Leite: “Alguém convive em paz com a noção de que o dinheiro que chega para os tucanos como “contribuição eleitoral” se transforma em “propina” quando se destina ao PT?”.

Diante dos fatos, só resta uma conclusão: Vaccari está preso única e exclusivamente por ter sido tesoureiro do PT e ter arrecadado recursos legais e oficiais para o partido. Talvez o nome Partido dos Trabalhadores e tudo o que ele representa seja a resposta para essas perguntas. A extinção do PT e “dessa raça” é um projeto que volta e meia frequenta os planos da oposição reacionária e golpista brasileira.

Sabemos que a democracia se encontra em perigo quando a elite assume comportamentos antidemocráticos, estimulando o ódio e atos de barbárie. É preciso, portanto, ficar atento quando a Justiça de exceção, gestos raivosos e tentativas golpistas de assumir o poder tentam tomar a força o protagonismo do cenário político.

Veja abaixo quanto recebeu os 12 partidos que mais arrecadaram das empreiteiras investigadas pela Lava Jato

 

PARTIDO 2010 % sobre o total PARTIDO 2014 % sobre o total
PMDB 32.850.000,00 24% PT 56.386.000,00 25%
PT 31.400.000,00 23% PSDB 53.730.000,00 24%
PSDB 27.770.000,00 20% PMDB 46.620.000,00 21%
PSB 19.515.000,00 14% PSB 15.800.000,00 7%
PR 6.501.000,00 5% DEM 12.100.000,00 5%
PP 4.950.000,00 4% PP 10.255.000,00 5%
PRB 2.400.000,00 2% PSD 7.139.081,00 3%
PSC 2.050.000,00 1% PR 6.850.000,00 3%
PDT 1.860.000,00 1% PDT 3.350.000,00 2%
PC do B 1.750.000,00 1% SD 3.050.000,00 1%
DEM 1.640.000,00 1% PTB 2.950.000,00 1%
PTB 1.480.000,00 1% PSC 1.350.000,00 1%

(Fonte: TSE)

*As empresas consideradas são: Galvão Engenharia; Odebrechet; UTC; Camargo Correa; OAS; Andrade Gutierrez; Mendes Júnior; Iesa; Querioz Galvão; Engevix; Setal; GDK; Techint; Promon; MPE; Skanska.