PT decide tratar Dirceu, Palocci e Vaccari como presos políticos

No Valor Econômico

O PT de São Paulo decidiu, em congresso estadual, dar tratamento de preso político aos ex-ministros José Dirceu e Antonio Palocci, além do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Aprovada por unanimidade pelos 999 delegados estaduais do PT, uma moção propõe que o partido exija a liberdade dos três.

“É um erro e faz o jogo do juiz [Sergio] Moro punir alguns petistas ‘culpados’ por delatores manipulados por procuradores, juízes e policiais quando os presos sabidamente não têm liberdade para se defender. O PT deve exigir a liberdade para o presos políticos José Dirceu, Vaccari e Palocci”.

O texto, que foi apresentado pela chapa Unidade pela Reconstrução do PT, diz também que a “República de Curitiba” mantém dirigentes do PT presos há mais de ano, alguns sequer condenados no “regime de exceção” que se instala no país.

O texto, que foi apresentado pela chapa Unidade pela Reconstrução do PT, diz também que a “República de Curitiba” mantém dirigentes do PT presos há mais de ano, alguns sequer condenados no “regime de exceção” que se instala no país.

E justifica: “O que queremos mostrar é todas arbitrariedades e a perseguição que o partido está sofrendo”.

Em seu discurso de agradecimento, Marinho informou que acompanhará o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem é amigo, em seu depoimento ao juiz Sergio Moro, marcado para quarta (10).

Na volta de Curitiba, avisou, visitará Dirceu, numa demonstração de que o PT “não esconde suas preferências”.

Ao falar sobre o caso de Vaccari, o futuro presidente estadual do PT diz ainda que os tesoureiros dos demais partidos deveriam estar também presos. “Não estamos pedindo que sejam complacentes com o PT, mas corretos”, alega Marinho.

Em seus discurso, Marinho defendeu “revirar todos os cantos deste Estado para colocar em pé de guerra a militância para derrubar os tucanos, pé de guerra para derrotar o golpe”.

Presentes ao encontro estadual do PT, petistas criticaram Moro por exibir um vídeo recomendando que os apoiadores da Lava Jato desistam de ir a Curitiba nesta quarta-feira (10), data do julgamento de Lula. Para um dirigente do partido, Moro sabia que os militantes petistas estariam em maior número e, por isso, publicou um apelo nas redes sociais.

O ex-ministro Alexandre Padilha chamou a medida de inapropriada e ironizou: “Se ele gosta tanto de vídeos, deveria autorizar a veiculação do depoimento de Lula”.

Para o presidente estadual do PT-SP, Emídio de Souza, “Moro não tem que se comportar como chefe de torcida organizada dizendo quando tem que gritar e se calar”. “O campo dele deve ser nos autos e só”, acrescenta.

Para o presidente estadual do PT-SP, Emídio de Souza, “Moro não tem que se comportar como chefe de torcida organizada dizendo quando tem que gritar e se calar”. “O campo dele deve ser nos autos e só”, acrescenta.

Lula, por sua vez, tem sido orientado a ter uma atitude respeitosa com Moro durante o depoimento para que seja realçado seu papel de magistrado. Em vez de criticar o juiz, o ex-presidente deverá questionar notícias veiculados e mostrar altivez.

Leia também: Rui Falcão: Saudamos a decisão do STF e esperamos o mesmo para Vaccari

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Rui Falcão: Saudamos a decisão do STF e esperamos o mesmo para Vaccari

No site do PT 

A 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) votou na noite da última terça-feira (2) pela libertação do ex-ministro petista José Dirceu, preso preventivamente, por ordem do juiz Sérgio Moro, desde 2015.

Três dos cinco ministros votaram favoráveis à libertação, Dias Toffoli, Ricardo Levandowski e Gilmar Mendes. Edson Fachin e Celso de Mello foram contra.

A decisão foi aclamada pelo presidente nacional do PT, Rui Falcão: “Saudamos a decisão do Supremo Tribunal Federal de libertar José Dirceu e esperamos que a mesma decisão se estenda ao companheiro João Vaccari”.

VACCARI É PRESO POLÍTICO. LIBERDADE PARA VACCARI!!!

Justiça absolve Vaccari. E por que Vaccari continua preso?

Por Gilmar Carneiro, em seu blog 

A Justiça de São Paulo absolveu SUMARIAMENTE o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e mais dez acusados pelo Ministério Público Estadual por SUPOSTO crime de estelionato em quatro grandes empreendimentos da Bancoop, entre eles o Condomínio Solaris, no Guarujá, no litoral paulista.

O texto acima faz parte do artigo publicado no Estadão de hoje, na página A5, primeiro caderno. A Folha não tem nada e ainda não pesquisei os outros jornais. Sei que a divulgação on-line foi grande.

Para quem não sabe, a decisão de acusar Vaccari e mais dez pessoas no caso Bancoop foi uma decisão POLÍTICA do pessoal do Ministério Público Estadual. Era evidente que a acusação era para ser usada eleitoralmente contra o PT, contra Lula e contra Vaccari, pelo fato de ele ser Tesoureiro do PT, não pelo fato de ser administrador da Bancoop.

Na parte final do artigo do Estadão, aparece:
“Essa vitória é significante, pois conseguimos demonstrar ao Poder Judiciário a ILEGALIDADE da denúncia apresentada pelo Ministério Público”, disseram, em nota, os advogados Rubens de Oliveira e Rodrigo Carneiro Maia, que representam a Bancoop.

Se o Ministério Público agiu ilegalmente, qual será a punição para esses representantes do Ministério Público? Acusam na imprensa, destroem a imagem das pessoas e das instituições e depois fica como se fosse um mal entendido? Como se eles tivessem usado de boa fé?

Essa situação não pode continuar no Brasil. Precisamos restabelecer a ordem jurídica e política onde os poderes estejam bem definidos e os que abusarem de suas funções devem ser punidos.

O mesmo vem acontecendo com Vaccari na Lava Jato
Vaccari continua preso unicamente por ter sido Tesoureiro do PT. Afinal, ser tesoureiro de um grande partido, reconhecido pelos poderes constituídos, que tem suas contas aprovadas pelo TSE, é crime?

O que o juiz Moro conseguiu pegar de prova contra Vaccari? Até agora nada de nada.

O duro é que, enquanto Vaccari continua preso sem provas, nasceu seu primeiro netinho, depois nasceu sua primeira netinha, sua esposa continua sobrevivendo graças a sua fé em Deus e nos amigos. Fé na vida.

Enquanto este inferno não chega ao fim, as delações premiadas vão mostrando que no Brasil a corrupção faz parte da nossa história, que o sistema político é corruptor e que as empresas que prestam serviços para os governos sempre tiveram que contribuir financeiramente como forma de facilitar a “concorrência”.

Os próprios jornais já não têm como esconder as propinas recebidas por Serra, Aécio e Alckmin. Se o PSDB também está sujo de corrupção, o que se salva no Congresso Nacional?

Na verdade, o que o Brasil precisa mesmo é de NOVAS ELEIÇÕES GERAIS, com uma Constituinte livre e soberana, com a responsabilidade de elaborar uma nova Constituição e com regras claras e ágeis para se combater a cultura da corrupção. A voz do Povo é a voz de Deus. O povo é soberano.

Estamos na véspera do dia de Tiradentes
O símbolo da Independência do Brasil. Honesto, foi morto pelos governantes da época e esquartejado em praça pública para servir de exemplo aos brasileiros que simpatizassem com a liberdade e com a democracia. Vaccari continua preso sem provas. até quando?

Vaccari continua sendo um exemplo moderno de Tiradentes
Barbudo, tímido, silencioso e um grande amigo,
um grande militante político e sindical.
Enfim, um grande brasileiro.

Da mesma forma que a Justiça reconheceu a injustiça que estavam praticando contra Vaccari em relação à Bancoop, com certeza, a Justiça também irá reconhecer que Vaccari merece ser absolvido das acusação políticas que está sendo acusado.

Ser sindicalista e militante do PT não é crime!

Ser sindicalista e militante do PT é querer um Brasil democrático, pluralista, livre e para todos. Por estas bandeiras que Vaccari dedica sua vida!

Sua esposa, sua filha e seus netos têm orgulho do João Vaccari que tem.

#LiberdadeParaVaccari

Vaccari é absolvido por falta de provas

João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo no caso que envolve o tal triplex atribuído ao ex-presidente Lula no Guarujá – que na realidade não é dele. A denúncia foi rejeitada por ser considerada vaga demais.

Isso os grandes veículos de comunicação não noticiam, afinal o que interessa é a difamação de qualquer um ligado ao Partido dos Trabalhadores. Se não possuem provas, forjam manchetes para tentar recontar a trajetória de lideranças políticas reconhecidas pelo povo.

Confira a matéria do Conjur que explica a decisão:

Denúncia do MP-SP sobre triplex atribuído a Lula é rejeitada por ser vaga demais

Por Felipe Luchete

Uma acusação de 102 páginas contra representantes da empreiteira OAS e da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) acaba de ser rejeitada pela Justiça de São Paulo com a absolvição sumária (antes do julgamento do mérito) de todos os réus — incluindo o executivo José Aldemário Pinheiro, sócio da OAS, e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

A denúncia do Ministério Público de São Paulo, que inicialmente incluía o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e familiares, deve ser arquivada por “alegações vagas” e uma série de erros – um dos executivos da OAS, por exemplo, foi acusado de ter praticado crimes em 2009 como representante da empresa, mas só virou funcionário quatro anos depois.

Os promotores Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique de Moraes Araújo anunciaram, em março do ano passado, que várias pessoas à espera da casa própria foram lesadas quando a Bancoop, em crise financeira e presidida na época por Vaccari Neto, transferiu imóveis para a OAS. A empresa foi acusada de diminuir o tamanho da área firmada em contrato e cobrar valores mais altos do que os negociados.

Os autores relacionaram esses problemas com um triplex no Guarujá (litoral paulista) atribuído a Lula. Chegaram até a pedir a prisão preventiva do ex-presidente, mas todo esse trecho acabou sendo retirado e encaminhado ao juiz federal Sergio Fernando Moro, por conexão com a operação “lava jato”.

A juíza Maria Priscilla Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal de São Paulo, aceitou a denúncia contra 12 acusados em outubro. Nesta terça-feira (18/4), porém, concordou com as defesas e não viu motivo para manter a ação penal em andamento.

Superficialidade
Para a juíza, a denúncia não individualiza as condutas de cada acusado: “apenas afirma, de forma superficial, aquilo que entende como fato gerador dos crimes”, sem “a minúcia necessária, tão somente alegações vagas”.

A decisão diz que o MP-SP considerou estelionato o descumprimento de cláusulas contratuais, quando “o mero inadimplemento constitui ilícito civil, não adentrando na esfera da fraude penal”. Além disso, a transferência dos empreendimentos da Bancoop — considerada irregular — foi acordada pelo próprio Ministério Público numa outra ação civil pública.

Os promotores também incluíram como réus uma advogada da cooperativa, que participou de assembleias exercendo a profissão, e um diretor jurídico da OAS que nem sequer atuou nos empreendimentos citados.

No ano passado, Vaccari já havia sido absolvido em outra ação envolvendo a Bancoop. A defesa de Vaccari foi feita pelo advogado Luiz Flávio Borges D’Urso.

Fatiamento e dano moral
Os promotores entendiam que a denúncia não interferia no trabalho do Ministério Público Federal em Curitiba. A estratégia, no entanto, não deu certo. O juiz Sergio Moro acabou assumindo o trecho contra Lula.

Quando isso ocorreu, Cássio Conserino e Fernando Henrique de Moraes Araújo chegaram a acusar a juíza de ter feito um acordo ilícito para dividir as investigações. O Superior Tribunal de Justiça, porém, reconheceu o fatiamento.

Em março deste ano, eles e o colega José Carlos Blat ganharam o direito de ser indenizados em R$ 90 mil pelo jornal Folha de S.Paulo por uma reportagem publicada na época da denúncia. O texto dizia que, dentre especialistas consultados sobre a peça inicial, alguns classificaram a acusação como “um lixo” e chamaram os promotores de “três patetas”.

Joao Vaccari Neto: um preso político

Por João Mateus Jr.*

verdade vaccariO Brasil, infelizmente, ainda não possui tradições democráticas consolidadas. Nossa história republicana é marcada por uma constante tensão entre os atores sociais que deveriam zelar por nossas instituições democráticas. Nessas terras tupiniquins, criou-se a tradição de, muitas vezes, violar de forma descarada a democracia afim de atingir seus objetivos.

Getúlio fez isso com o Estado Novo, para depois (dessa vez como presidente legítimo) ser vítima da sanha golpista e ter que recorrer ao suicídio para preservar um legado de conquistas para os trabalhadores. Conseguiu com seu sacrifício pessoal adiar por uma década o golpe civil-militar que em 1964 massacrou nossa incipiente democracia e nos manteve sob o estado de exceção por mais de duas décadas.

Uma manobra política impediu que o primeiro presidente pós-militar fosse eleito pelo voto direto. Quando pudemos escolher, o fizemos mal. Manipulados pela grande mídia, escolhemos um farsante, que logo foi cassado. Depois, um breve período de estabilidade institucional. Estabilidade essa que foi novamente violentada com o golpe que tirou do poder a primeira mulher eleita. Infelizmente, no futuro nossos filhos estudarão sobre o espetáculo lamentável perpetrado na fatídica sessão da câmara dos deputados que autorizou a abertura do processo que culminou com a cassação da presidenta Dilma, sem que contra ela houvesse uma só prova do cometimento de crime de responsabilidade.

Destituído o governo legitimamente eleito, os golpistas precisaram dar seguimento ao roteiro do golpe. O motivo é simples: conhecedores do poder político e do apelo popular de uma eventual candidatura do ex-presidente Lula à presidência da república, sabem muito bem que, caso queiram ter a mínima chance de vencer as eleições de 2018, precisam inviabilizar a candidatura do melhor presidente que esse país já conheceu. Nesse sentido, as últimas pesquisas eleitorais que mostram, todas elas, a liderança isolada de Lula, fazem crescer o sentimento de urgência dos golpistas.

É preciso entender esse contexto político vivido pela nação para compreender a situação na qual encontra-se o companheiro João Vaccari Neto.

Às vésperas de completar dois anos no cárcere, João Vaccari Neto não pode, pela segunda vez, estar presente em um momento sublime vivido por sua família na semana passada. É que veio ao mundo o segundo neto de Vaccari e mais uma vez sua ausência no seio familiar foi sentida. Também pela segunda vez, a família Vaccari me encarregou de vir a público expressar seus sentimentos.

No agora já não tão perto mês de abril de 2015, João Vaccari foi preso preventivamente pela operação Lava-Jato. Na ordem de sua prisão decretada pelo juízo de Curitiba constava como justificativa para a prisão, basicamente, os seguintes fatores: as declarações de criminosos confessos de que Vaccari atuara arrecadando dinheiro para o Partido dos Trabalhadores; a posição de poder que o mesmo ocupava (e que, por conseguinte, poderia atrapalhar as investigações); os supostos indícios de acréscimo patrimonial de seus familiares não condizentes com suas rendas; e, pasmem, o fato do réu responder a outra ação criminal (ação essa que ainda não havia sido julgada).

Vamos aos fatos. Após dois anos, o que resta dos motivos que ensejaram a decretação da prisão preventiva? Na ação em que Vaccari era réu (caso Bancoop), o mesmo foi absolvido em primeira instância. Os supostos indícios de enriquecimento ilícito foram todos debelados com a apresentação minuciosa de TODOS os rendimentos, fontes de renda, impostos de renda e análise patrimonial da família Vaccari, ficando provado que os bens possuídos estão em total consonância com suas rendas. A suposta capacidade de influência e poder político do réu, obviamente, já não mais existem já que seu partido não ocupa mais o poder e nem tão pouco ele permanece ocupando cargo na estrutura partidária. Dos motivos apontados no decreto de prisão, resta apenas a palavra dos criminosos confessos.

Começa aqui uma série de incongruências que a república de Curitiba (e para os que se orgulham de ser assim taxados, favor pesquisar sobre a república do Galeão) não conseguirá jamais explicar. Não há no nosso ordenamento jurídico nem sequer uma brecha que permita a manutenção de uma prisão preventiva baseada apenas na palavra de criminosos. Pelo contrário, no artigo 312 do CPP consta que a prisão preventiva poderá ser decretada apenas como “garantia da ordem pública, da ordem econômica, conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal”. É patente que a prisão de Vaccari não se enquadra em nenhuma dessas situações. Então por que se alonga tal prisão?

Vaccari já foi condenado em quatro ações penais, com penas que já ultrapassam, somadas, quarenta anos. Responde ainda a outros processos e inquéritos na justiça federal no Paraná. No entanto, é importantíssimo salientar que as condenações são em primeira instância, passíveis de reversão, e que não há nenhuma ação com trânsito em julgado. Assim sendo, Vaccari Neto não possui culpa formada em juízo e a manutenção de sua prisão preventiva é, antes de tudo, uma antecipação ilegal de pena.

Há contra João Vaccari uma estratégia clara de lawfare, com a abertura de diversas ações penais que tem como intuito resultar em uma pena colossal, que o intimide e o leve a recorrer a mesma manobra que outros tantos presos da operação Lava-Jato fizeram: aderir à delação premiada.

No entanto, seus inquisidores esquecem de algo fundamental. Vaccari não possui a condição sine qua non para aderir à delação premiada: ter cometido um crime. O que se quer é criminalizar as atividades estritamente legais que o mesmo desempenhava enquanto secretário de finanças do PT, as quais incluíam o angariamento de verbas para custeio da máquina partidária, como fazem TODOS os secretários de finanças de TODOS os partidos. A atividade que querem tornar crime se deu dentro da lei, com depósitos realizados nas contas do partido, com prestação de contas à justiça eleitoral (inclusive com a aprovação das mesmas).

Reafirmamos aqui que Vaccari não possui conta no exterior, não possui contas secretas ou não declaradas em seu imposto de renda, não possui “laranjas”, não possui patrimônio incompatível com sua renda. Inclusive, em uma das sentenças, o juízo de Curitiba reconhece isso, porém alega que a prisão não se baseia nisso (contrariando sua própria ordem de prisão inicial) e alega que a prisão se justifica pelo fato do réu ter encaminhado doações aos cofres partidários. Tem-se aqui uma inovação jurídica: prender alguém por exercer atividade legal, sem evidência alguma de desvio de conduta.

Sabedores de que não há materialidade contra João Vaccari Neto, então por que se alonga a prisão? A resposta é simples: da prisão em Curitiba só saem os que fazem delação premiada, e esse é o sonho da direita hoje. Pois podem desistir. Vaccari não fará delação porque não cometeu crime e não aceita mentir para sair do cárcere.

Desde o princípio dizíamos que a operação Lava-Jato tinha como primeiro objetivo criminalizar o PT e tirá-lo do poder. Agora, ela visa inviabilizar a candidatura popular de Lula, pois sabe que se for candidato dificilmente perderá as eleições. Querem barrar no tapetão o que sabem não ter forças para barrar no voto.

Como não há provas de crimes cometidos por João Vaccari Neto, e sua prisão se mantém unicamente com o objetivo de criminalizar o PT e tentar inviabilizar a candidatura de Lula (quer seja com a cassação do registro do partido ou com uma eventual condenação em algum dos processos rocambolesco ao qual responde), afirmamos sem medo: hoje, João Vaccari Neto é um preso político! Liberdade para Vaccari.

*João Mateus Jr. é médico e genro de João Vaccari.

Leia também:
– Pessoas, histórias e lutas que não ficarão pelo caminho
 Esposa e filha de Vaccari falam pela primeira vez
 Lava Jato: o golpe começou há dois anos

 

 

Família Vaccari está de luto

Descanse em paz Dona Marisa Letícia!

É com muita tristeza e pesar que a família Vaccari lamenta o falecimento da amiga Marisa Letícia Lula da Silva, a companheira de vida e de luta do nosso amigo Luiz Inácio Lula da Silva.

Mais do que leal companheira, Dona Marisa, ao seu modo, esteve presente em todos os principais momentos da história recente do país e do Partido dos Trabalhadores. A família Vaccari sabe como é abrir a porta da casa para que a militância se sinta segura e acolhida diante de tanta injustiça e desafios.

Sabemos que Dona Marisa sempre fez isso de forma determinada e acolhedora, colocando-se sempre a disposição do seu companheiro.

Nossa mais sincera solidariedade ao Lula, familiares e amigos. A família Vaccari está de luto! João Vaccari Neto está de luto!

Lula, pode contar sempre com o nosso apoio.
Estamos juntos. Ontem, agora e sempre!

Família Vaccari

Vaccari não fará delação e ponto final

Vaccari sabe que é preso político e continuará a exercer o seu direito ao silêncio 

Já reiteramos mais de uma vez que o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, jamais fará delação, mesmo porque não tem o que delatar. Estão tentando fazer tortura psicológica. Apenas esquecem que Vaccari é um homem digno, determinado e sabe do jogo político por trás de sua prisão.

É cansativa e leviana a tentativa de setores da imprensa de envolver Vaccari em uma suposta delação. Ninguém está autorizado a falar em nome da família de Vaccari e muito menos em seu nome. Vivemos uma Justiça de exceção. Vaccari é um preso político. Está preso por ter arrecadado recursos oficiais e legais ao PT conforme consta na prestação de contas aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Essa é a única versão a ser apresentada à Justiça. Não existe qualquer possibilidade de delação e ponto final.

Saiba mais:
– Veja mente: Vaccari não fará delação
– Deputado desmente Veja sobre delação premiada de Vaccari
–  
Por que doações ao PT são propinas e aos demais partidos ‘contribuição eleitoral’?

– Por que o tesoureiro do PSDB e dos demais partidos não estão na cadeia?
– PSDB de Alckmin recebeu 92% das doações de empresas investigadas pela Lava Jato
– Se a lei vale para todos, por que tesoureiros dos demais partidos não estão presos?
Criminalizar as doações oficiais de um único partido é um atentado à democracia
– Polícia Federal admite que não consegue provar o que é propina e o que é doação de campanha
– Lava Jato quebra sigilo telefônico do PT e não encontra nada

– A desfaçatez da Justiça com Vaccari
Lava Jato quebra sigilo telefônico do PT e não encontra nada
– Delatores se contradizem sobre Vaccari
– Doação aos partidos é para obter vantagem, afirma Ricardo Pessoa
– Relatório da CPI da Petrobras aponta que doações ao PSDB ocorreram em datas próximas aos pagamentos da Petrobras aos consórcios
– Sobre financiamento de campanha, corrupção e hipocrisia
– 
Acesse o Dossiê ‘Verdade sobre Vaccari’

Deputado desmente Veja sobre delação premiada de Vaccari

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania

A última edição da revista Veja trouxe uma matéria que surpreendeu, mas que não ganhou grande repercussão porque poucos acreditaram nela. Apesar disso, o resto da mídia a reproduziu, ainda que com pouco destaque.

Veja afirmou que “O homem que arrecadou e distribuiu mais de 1 bilhão de reais em propina para o PT, do qual foi tesoureiro, se prepara para falar à Lava Jato”.

A revista cuja razão da existência é atacar o PT refere-se a João Vaccari Neto, ex-presidente do partido, preso há mais de um ano, tendo começado a cumprir pena antes da condenação sumária que lhe foi imposta pelo juiz Sergio Moro.

Vaccari não falou à Veja, mas a revista inventou uma afirmação dele. Segundo a publicação, o ex-tesoureiro do PT teria dito o seguinte:

Se eu falar, entrego a alma do PT. E tem mais: o pessoal da CUT me mata assim que eu botar a cara na rua”.

É uma piada. Note o absurdo da versão da Veja, leitor. Se Vaccari tivesse dito isso, a delação premiada estaria feita. Ele teria confessado. Não poderia nem mais recorrer da sentença em primeira instância que lhe foi imposta por Sergio Moro, que iria para cima dele.

A declaração que Veja atribui a Vaccari poderia lhe agravar a pena, seria um escândalo de repercussão internacional a afirmação peremptória de que a maior central sindical das Américas assassina pessoas e é temida por um de seus membros mais eminentes.

No último domingo, porém, o signatário desta página participou de reunião na residência do jurista Pedro Serrano, em São Paulo, para discutir o lançamento do livro Resistência ao golpe de 2016, na capital paulista, que ocorrerá no próximo dia 20 de junho. Lá, encontrou o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), que esteve com Vaccari quando ele deu as declarações que a Veja alterou criminosamente.

Transcrição da entrevista:
Blog da Cidadania
– Paulo Teixeira, sobre essa matéria que saiu acho que não Folha de São Paulo…

Paulo Teixeira – Na Veja…

Blog da Cidadania – Sobre o Vaccari ter intenção de aderir à delação premiada contra alguém, você diz que estava presente no momento em que essa declaração teria sido dada e isso [o que a Veja diz] não é verdade…

Paulo Teixeira – Ele nunca falou em delação premiada. O que o Vaccari fala é que o Partido dos Trabalhadores tem que se colocar nessa ação [de investigação contra si] do ponto de vista institucional, mas ele, em momento nenhum, falou em delação premiada.

Como estávamos em uma reunião, não foi possível gravar o resto da conversa. Porém, o que Vaccari disse foi o contrário do que afirmou Veja.

Vaccari disse que o PT é parte da ação movida contra si, mas que não poderia delatar ninguém porque não fez nenhuma articulação ilegal a pedido do partido de forma a obter propina.  Seria inacreditável o que Veja fez, se não fosse a Veja.

Veja mente: Vaccari não fará delação

Ex-tesoureiro do PT exerce seu direito ao silêncio porque é um preso político

Uma história fantasiosa. Esse é o resumo da matéria da revista Veja a respeito de um possível acordo de delação de João Vaccari Neto. É blefe. Apenas mais uma mentira, como tem se tornado rotina da publicação da Marginal. Não é possível sequer identificar quando falam a verdade e quando mentem.

Tentam  transformar em verdade histórias fantasiosas com o objetivo de atingir de alguma forma o PT e suas lideranças. Tornou-se patética essa velha estratégia pseudo-jornalística.

Veja mente: Vaccari não está corroído física e psicologicamente. Vaccari é um homem honrado e determinado. Sabe que é preso político e continuará a exercer o seu direito ao silêncio.

Movimentos em direção a delação? Emissários da família sondando advogados? A Veja mente e não está autorizada a falar em nome de Vaccari e sua família.

A Veja está entrevistando colegas de cárcere de Vaccari? Isso é o que desejam, pois depois de toda perseguição ao Partido dos Trabalhadores, com determinante participação de parte da imprensa, ainda assim não conseguiram emplacar o governo golpista de Michel Temer (PMDB).

A arrecadação financeira do Partido dos Trabalhadores, tendo Vaccari a frente como Secretário de Finanças, foi muito semelhante a dos demais partidos políticos que concorreram às eleições. Isso já foi ressaltado e comprovado mais de uma vez. Essa é a única versão a ser explicada.

 Por que doações ao PT são propinas e aos demais partidos ‘contribuição eleitoral’?

Estadao

O jornal O Estado de S.Paulo também chegou a esta conclusão óbvia, como é possível ver na edição de 29 de março de 2015

Vaccari exerceu sua função de arrecadar recursos para o PT e é condenado em primeiro grau da Justiça Federal do Paraná (juiz Sergio Moro) por este motivo.

– A desfaçatez da Justiça com Vaccari

A perseguição da turma da Lava Jato à figura de Vaccari é a forma que encontraram para perseguir o PT e o projeto de transformação social representado por este partido.

Vivemos uma Justiça de exceção. Vaccari é um preso político e sua defesa passa, necessariamente, pela luta contra o Golpe de Estado em curso no País. Aguardamos por sua liberdade, lutando pela democracia, mais uma vez.

– Por que o tesoureiro do PSDB e dos demais partidos não estão na cadeia?
– PSDB de Alckmin recebeu 92% das doações de empresas investigadas pela Lava Jato
– Se a lei vale para todos, por que tesoureiros dos demais partidos não estão presos?
Criminalizar as doações oficiais de um único partido é um atentado à democracia
– Polícia Federal admite que não consegue provar o que é propina e o que é doação de campanha
– Lava Jato quebra sigilo telefônico do PT e não encontra nada

O “crime” de Vaccari

“Mesmo considerando que João Vaccari Neto não recebeu esses valores, os acertos se faziam com sua participação”, escreveu Moro na sentença

Na quarta-feira (18/5) foi divulgada a segunda sentença do Juiz Sergio Moro contra o Partido dos Trabalhadores. A sentença foi contra o PT, mas o condenado foi o ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto. Pegou mais nove anos de prisão. Somados aos outros 15 anos da sentença anterior, são 24 anos de prisão. Mais uma vez, sem ter nada que justificasse sua condenação.

Na primeira sentença, o delator Augusto Mendonça esclareceu ao Juiz Sergio Moro que fez doações oficiais ao Partido dos Trabalhadores. Mendonça procurou Vaccari, foi ao Diretório Nacional do partido, falou que queria fazer uma doação ao partido. Vaccari explicou que para que fosse feita a doação o interessado deveria efetuar um depósito na conta do partido, que emitiria o recibo para o doador.

Foi o que aconteceu. Mendonça fez o depósito na conta do Partido dos Trabalhadores, foi-lhe fornecido recibo da doação pelo PT, que, por sua vez, prestou contas ao Tribunal Superior Eleitoral. Tudo conforme determina a legislação específica.

Se foi feito tudo conforme determina a Lei, por que João Vaccari foi condenado? Embora o delator tenha esclarecido ao Juiz que não disse a Vaccari que os recursos seriam “propina” (esta declaração está nos autos do processo), Vaccari foi condenado. Difícil de entender.

Na verdade, Moro queria condenar o PT. Mas, o condenado foi João Vaccari Neto.

Leia tambémMPF inocenta réu-confesso para requerer condenação de Vaccari

Agora, novamente, “mesmo considerando que João Vaccari Neto não recebeu esses valores, os acertos se faziam com sua participação”, escreveu Moro na sentença. Se Vaccari não recebeu os valores, por que foi condenado? Difícil de entender.

De novo, Moro queria condenar o PT. Mas, mais uma vez, o condenado foi João Vaccari Neto. Transformaram a Operação Lava Jato em um instrumento de luta política para perseguir o PT e o projeto de governo que este partido representa.

Vaccari foi tesoureiro do Partido dos Trabalhadores de fevereiro de 2010 até ser preso “preventivamente” em 15/04/2015, situação que se encontra até hoje.

Lava Jato quebra sigilo telefônico do PT e não encontra nada

Em razão de ter ocupado o cargo de tesoureiro do PT e ter feito o que todo tesoureiro de partido tem que fazer (pedir doações), João Vaccari está sofrendo todas as formas de acusações e condenações SEM QUE TENHA COMETIDO QUALQUER CRIME.

O Ministério Público condena João Vaccari porque não consegue condenar o PT.

Leia também:
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– Relatório da CPI da Petrobras aponta que doações ao PSDB ocorreram em datas próximas aos pagamentos da Petrobras aos consórcios
– Sobre financiamento de campanha, corrupção e hipocrisia
– Acesse a íntegra do documento “Em defesa do PT, da verdade e da democracia”
– 
Acesse o Dossiê ‘Verdade sobre Vaccari’