Amigos do Vaccari

JOÃO VACCARI NETO: UMA LIDERANÇA QUE MARCOU MINHA VIDA


Vagner Freitas, presidente da CUT, relata, em um depoimento emocionante ao blog “A verdade sobre Vaccari”, a importância desse líder sindical em sua trajetória

João Vaccari Neto é um dos companheiros mais solidários e generosos que conheci na minha vida. Vaccari é um homem de família. É um paizão, um grande marido e amigo de todas as horas. Cortou meu coração saber que ele foi avô e ainda não teve a oportunidade de conhecer o seu neto, um desejo que tem guardado há tanto tempo.

Vaccari é extremamente humano, justo e sensível. Quem não o conhece diz que tem cara de durão. É só aparência. O que não podemos negar é que ele  tem personalidade e posicionamento fortes e, por isso, arrumou, ao longo da sua trajetória, muitas desavenças políticas. Ele é duro na política, pois é um homem de opinião, de posição e extremamente inteligente. Porém, nunca deixou que qualquer divergência política interferisse nas suas relações pessoais. E isso é uma das coisas que mais admiro no Vaccari. Ele nunca negou apoio político ou humano a ninguém, nem mesmo aqueles com quem teve fortes divergências política ou sindical. Vaccari não guarda rancor, ele é um ser humano justo.

Recordo-me de uma passagem em que ele me ensinou o seguinte: nunca abandone um companheiro. Era 1991. Entrei justamente nesse momento para a direção do Sindicato dos Bancários de São Paulo, quando formamos uma chapa para a disputa eleitoral. Um dos nossos companheiros, que tinha sido diretor do sindicato desde 1985, apoiou a chapa 2, de oposição, fazendo forte campanha contra nós. Vencemos a eleição e passado um tempo o Vaccari convidou esse mesmo companheiro para trabalhar com ele. E isso não é qualquer dirigente que faz. Somente um dirigente como Vaccari é capaz de ter atitudes como essas. E ele ainda dizia: “Vagner, nunca vire as costas para companheiros que sempre lutaram pelos trabalhadores. Quem esteve na trincheira e cumpriu tarefas, precisa ser respeitado”.

Assim como são as relações verdadeiras, também briguei muito com Vaccari quando entrei para o sindicato. Eu ia nas reuniões – e na época era um jovem radical que adorava fazer intervenções ideológicas – e Vaccari era sempre curto e objetivo. Ele não tinha muita paciência para discursos longos. Um dia virei para ele e perguntei: “Por que você corta as intervenções, não é socialista como diz?”. E Vaccari me respondeu: “Eu construo o socialismo diariamente. Eu não falo de socialismo, não filosofo. Eu construo o socialismo quando defendo e organizo os trabalhadores para enfrentar a burguesia. Vocês precisam parar de falar e começar a fazer. Vão para a base defender os trabalhadores”. Esse é o Vaccari.

E foi com ele que aprendi também a essência do conceito de honestidade. Ele é uma das pessoas mais honestas com quem convivi. Vaccari sempre teve o padrão de vida de acordo com a sua remuneração. Nada que fugisse à regra. Assim ele agia na sua vida pessoal e sindical. Vaccari sempre teve um respeito extraordinário pelos trabalhadores e o patrimônio dos trabalhadores que representava. Ele constantemente ressaltava: “Dirigente é apenas um preposto dos trabalhadores. Você só trabalha para os trabalhadores. É neles que você deve sempre pensar, é para eles que tem de prestar contas”.

Vaccari cunhou uma frase que me marcou como dirigente e foi mais uma das inúmeras lições que me deu. Lula acabava de ser eleito, em 2002, e Vaccari, nesse momento presidente do Sindicato dos Bancários, dizia: “sindicato é para ‘sindicatiar’. Quem está no governo que governe e quem está no partido que toque as atividades do partido. Nós vamos ‘sindicatiar’”. Ou seja, ele queria nos mostrar que nossa luta deve sempre se pautar pela defesa dos trabalhadores.

E o Brasil e os trabalhadores podem ter a certeza de que Vaccari não nos envergonha. Não há culpa nem tampouco prova contra ele. Vaccari é um preso político. Ele não fazia nada além do que era a sua função como tesoureiro do PT, que é arrecadar recursos oficiais para o partido. Vaccari está preso pelas conquistas que o Partido dos Trabalhadores teve nos últimos anos. Há uma necessidade da direita de destruir o PT e cassar o seu registro, pois, querendo ou não, o PT ainda é um importante instrumento de luta na defesa dos trabalhadores.

Deixo aqui registrada a minha solidariedade ao Vaccari, à sua esposa Gigi, à filha Nayara e a toda família que está sofrendo nesse momento. Vaccari é um guerreiro. Sei que ele é forte e está preparado para passar por esse momento difícil. Ele está preso ilegalmente e não está fora da briga. A justiça será feita e João Vaccari em breve estará entre nós para exercer novamente sua liderança e ser o pai de família e amigo que sempre foi.


EM DEFESA DE VACCARI E DA DEMOCRACIA


O companheiro Vaccari é um dirigente profundamente leal e ético

Por João Felício*

A prisão do companheiro João Vaccari Neto se insere em um histórico de injustiças praticadas contra os trabalhadores e seus representantes legais ao longo dos anos. São profundos ataques às liberdades individuais, à ação sindical e à democracia. Há diversos casos, em todo o mundo, de lideranças históricas dos movimentos sindical e social que são punidos exemplarmente pela elite econômica do país, articulada com setores do judiciário e da mídia, simplesmente por defenderem pautas que não interessam a estes setores, mesmo que seus atos estejam amparados pela legislação.

É o caso de João Vaccari, que, na condição de tesoureiro do PT, recebeu recursos oficiais de empresas para o partido. Ele estava justamente seguindo a lei, que dá o direito aos partidos políticos de receberem recursos de empresas privadas para financiar as suas atividades. Ora, se isso é um absurdo, então deveria ter uma lei proibindo esse tipo de doação não só ao PT, mas a todos os partidos. Defendo uma legislação que proíba a contribuição empresarial. No entanto, esta lei ainda não existe. Para mim, Vaccari foi preso por ser sindicalista do Sindicato dos Bancários de São Paulo e da CUT e por ter sido tesoureiro do PT, o único partido que está sendo perseguido nesse processo.

Conheço Vaccari desde a época em que foi dirigente bancário em meados da década de 1980. Foi meu companheiro na executiva nacional da CUT e era um dirigente profundamente leal, ético e vivia exclusivamente com o salário que recebia como bancário. Em nenhum momento Vaccari se utilizou dos cargos exercidos em seus mandatos sindicais para ter um padrão de vida privilegiado.

Afirmo com convicção que estão cometendo uma enorme injustiça, tanto ao companheiro Vaccari quanto ao Partido dos Trabalhadores. O que estão tentando fazer neste País é um linchamento moral e partidário. E isso é inaceitável. Se não houver um reparo por parte da Justiça, estarão cometendo um tremendo erro tal como foram outras injustiças que ocorreram na história contra lideranças sindicais e populares.

O companheiro Vaccari tem uma trajetória de luta bonita e digna em busca de um Brasil mais justo. Para restabelecer a democracia e a Justiça, defendo sua libertação imediata.

*Por João Felício, ex-presidente da CUT e atual presidente da Confederação Sindical Internacional (CSI)


PESSOAS, HISTÓRIAS E LUTAS QUE NÃO FICARÃO PELO CAMINHO


Por João Mateus Jr.*

Conheço João Vaccari Neto há pouco mais de um ano. É pouco tempo para conhecer por completo uma pessoa, mas foi o suficiente para aprender muito sobre essa figura pública. Quando o conheci pessoalmente ele já estava secretário de finanças do Partido dos Trabalhadores (PT). O mesmo partido ao qual me filiei aos 14 anos de idade e no qual já não militava mais.

Muito embora já fosse figura de expressão nacional, com farta bagagem política e com mais tempo de PT do que eu possuo de idade, nunca se furtou ao debate de ideias, de diagnósticos e prognósticos políticos que realizávamos quase que invariavelmente ao nos encontrarmos (para desespero daqueles que por ventura acompanhavam os embates de ideias). Diz muito sobre o caráter de um homem o fato dele não se esconder atrás de seu cargo, nome ou história, e de tratar como igual alguém que poderia ser seu filho.

Sem medo algum de errar, atesto que conheci um grande homem, um esposo atencioso e um pai cuidadoso e presente.

Escrevo esse texto 24 horas após o nascimento do primeiro neto de Vaccari, fruto de sua filha única. Ele, lamentavelmente, não esteve presente nesse momento único vivenciado por sua família. O motivo que o fez estar ausente nesse momento sublime é conhecido: Vaccari está preso preventivamente pela conhecida operação “Lava Jato”.

A prisão de Vaccari Neto, solicitada pelo Ministério Público Federal e decretada pela Justiça Federal do Paraná, baseia-se em um tripé tão frágil que faria corar qualquer indivíduo minimamente isento. Meras ilações, suposições e conclusões precipitadas que não encontram qualquer alicerce em provas que as sustentem. Tudo baseado em delações premiadas de criminosos confessos, alguns deles flagrados com centenas de milhões de dólares no exterior e que com seus acordos de delação escaparam de duras penas de prisão.

A operação “Lava Jato” começou com a promessa de passar a limpo um dos graves problemas da nação: a relação promíscua entre o capital e o poder. Infelizmente, atinge um ponto melancólico no qual um réu confesso (e inclusive já condenado), flagrado com milhões de dólares em contas secretas no exterior, cumpre pena em casa e um homem acusado sem provas, privado dos seus direitos constitucionais, tem na pena de prisão preventiva a antecipação de pena que só os malabarismos midiáticos da Justiça Federal do Paraná permitem.

João Vaccari Neto não está preso por ser João Vaccari Neto. Ele está preso única e exclusivamente por ter sido o Secretário de Finanças do PT, numa medida desesperada do andar de cima da sociedade em criminalizar todo um partido e assim retirá-lo do poder. As elites conservadoras assistiram nas últimas quatro eleições os seus representantes serem derrotados pelas forças populares. Só os ingênuos acreditariam que essas derrotas seriam aceitas como parte do jogo democrático.

O PT foi construído com o sacrifício de muitos, forjado no seio da luta pela redemocratização. Em sua fundação tiveram papel fundamental operários, sindicalistas, intelectuais, estudantes, trabalhadores rurais. Esse agrupamento de atores políticos permitiu o nascimento de um partido com estrutura, participação popular e ideias único no País.

A eleição do presidente Lula permitiu colocar em prática muito daquilo que o partido defendeu historicamente. As engrenagens sociais da nação foram colocadas em funcionamento a todo vapor, e o País, que se acostumou a alijar do fruto do trabalho seus próprios filhos, passou a mudar.

Os governos federais do PT serão lembrados como aqueles no qual o trabalhador apresentou aumento real e continuado de renda, os estudantes de baixa renda foram às universidades antes frequentadas apenas pelos mais ricos, milhões de famílias conseguiram sua casa própria e outras tantas milhões deixaram a linha da miséria, o que resultou na saída do nome “Brasil” do famigerado “mapa da fome” da ONU.

Pela primeira vez em nossa história, o Estado tinha voltado sua atenção para os mais necessitados. E esse “crime” nunca foi aceito pela casa grande, pelos senhores do capital e seus bajuladores de plantão, todos devidamente acobertados e estimulados pela mídia tupiniquim caolha e entreguista. Ao ver-se rodeada nos aeroportos por pessoas que elas consideram inferiores, ao ver o filho da empregada doméstica cursando medicina na mesma universidade que seu filho, as forças do atraso iniciaram essa campanha de ódio contra o PT, que cega e permite que a lei e a constituição sejam afrontadas diuturnamente com o objetivo único de acanhar o governo e destruir com meios escusos o PT. O julgamento que vale para um partido é o das urnas, e nesse o PT passou com louvor.

Quando decretou a prisão de Vaccari baseado em um processo mambembe, a Justiça desafiou a todos aqueles que detém um mínimo de bom senso e coerência a levantar-se, independente de orientação política, em uníssono contra tal arbitrariedade. Afinal, a violação dos direitos básicos de um indivíduo é uma violação contra todos os indivíduos.

Ao ver, neste blog, a defesa de Vaccari ser realizada com unhas e dentes por seus amigos de longa data, tenho ainda maior a certeza de que ele é inocente. Caso não soubesse mais nada sobre ele, só o fato de saber que seus amigos lhe são fiéis já seria o suficiente para depositar voto de confiança nele.

Não queremos e não aceitamos nenhum tipo de privilégio ou tratamento privilegiado, mas também não queremos e não aceitamos ser tratados de forma pejorativa. Não há nos autos uma só prova contra Vaccari, nenhum motivo que justifique sua prisão preventiva.

Ninguém está acima da Justiça. Caso o Estado ache pertinente, que julgue Vaccari, mas que o faça com ele em liberdade. Ao término do processo, não nos restará dúvidas de que ele será inocentado e que a verdade virá à tona. Caso essa prisão preventiva seja mantida indeterminadamente, o dano a ele talvez seja irreparável.

Aguardamos ansiosos a libertação de Vaccari e a JUSTIÇA.

A defesa dele é a defesa do PT, dos avanços sociais e dos legados do presidente Lula.

*João Mateus Jr. é médico, pai do recém-chegado João e genro de João Vaccari.


SOBRE INJUSTIÇAS, INGRATIDÕES E OPORTUNISTAS


Por William Mendes*

Lendo o excelente artigo do jornalista PML e alguns outros sobre o mesmo tema, me senti mais uma vez na obrigação de dizer algumas palavras do que penso a respeito do conjunto de fatos que têm acontecido na política brasileira e que têm sido responsáveis por atitudes injustas, ingratas e que são ótimas para identificar oportunistas de plantão dentro do movimento social dos trabalhadores.

O mínimo que um companheiro deve receber de outro ao ser atacado é solidariedade e não o inverso. Toda a minha solidariedade ao companheiro João Vaccari Neto, preso sem provas e com critérios estranhos perante outros suspeitos. (e isso não quer dizer que eu pactue com irregularidades) Foto: William, Deli, Vaccari, Marcolino e Sasseron (2003, Pepe)

O mínimo que um companheiro deve receber de outro ao ser atacado
é solidariedade e não o inverso. Toda a minha solidariedade ao
companheiro João Vaccari Neto, preso sem provas e com
critérios estranhos perante outros suspeitos.
(e isso não quer dizer que eu pactue com irregularidades)
Foto: William, Deli, Vaccari, Marcolino e Sasseron (2003, Pepe)

O caso em questão é sobre os critérios diferentes de tratamento por parte de um certo juiz responsável por uma operação da PF de cunho político-eleitoral e com características de golpe institucional contra a presidenta Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores para os casos de denúncias de supostas ilegalidades financeiras e políticas, mandando prender o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e não mandando prender o presidente do PSDB, Aécio Neves. Ambos são citados por bandidos confessos que estão fazendo as chamadas delações premiadas. É mais ou menos assim, os ladrões presos falam nas “delações” o que algumas autoridades querem que eles falem, e então eles poderão ser liberados de seus crimes e podem até ficar com parte de seus produtos de roubos. É só devolver uma parte e dizer as palavras certas.

Outra coisa cínica: ou a lei de financiamento eleitoral privado atual é válida ou não é (devolve aí, Gilmar!). Se os dinheiros oficiais doados por empresas são motivo de suspeição de crime para o tesoureiro do PT, que essa regra valha para TODOS os partidos e se coloque na mesma cela no Paraná os tesoureiros de TODOS os outros partidos que receberam os dinheiros oficiais doados. É brincadeira uma coisa dessas!

João Vaccari Neto (a Geni da vez)

Em 2002, fui convidado a participar de uma chapa na eleição do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e fomos eleitos. O presidente eleito na chapa foi João Vaccari Neto. Neste mesmo mandato (2002/05) a diretoria do Sindicato me convidou para assumir função na executiva do Sindicato e convivi com o companheiro Vaccari. A mim não importa se ele simpatizava comigo ou não e o mesmo de mim para com ele. Aprendi a respeitá-lo e aprendi muito com ele em relação a estar numa posição de tomada de decisões em nome de dezenas de milhares de trabalhadores. Quem me conhece sabe o que penso sobre isso: na luta de classes, é até mais legal se os combatentes ao nosso lado forem amigos, mas eu defendo o meu lado do front contra os adversários e inimigos, gostando ou não dos combatentes do meu lado, meus companheiros.

Foi assim que sempre defendi meus companheiros perante os trabalhadores que representei, principalmente do Banco do Brasil. Tive o privilégio de atuar no movimento sindical tendo como presidentes Vaccari, Luiz Cláudio Marcolino e Juvandia Moreira Leite (Sindicato), Vagner Freitas e Carlos Cordeiro (Contraf-CUT). Repito: não importa as rusgas que tenha tido com eles. Em caso de ataques a eles por parte da direita, dos desgraçados da imprensa golpista – lacaios do sistema e integrantes do “clube”, processos judiciais estranhos e parciais contra meus companheiros de luta e outros líderes dos trabalhadores, independente do partido ou da corrente política, na dúvida e sem “provas”, estarei ao lado deles contra meus verdadeiros inimigos, a direita fascista instalada nas estruturas de poder.

Caso se prove algo contra eles, que se aplique a lei (mas até isso caiu por terra depois da mentira e picaretagem da invenção “Mensalão” e aquela invenção burlesca chamada “domínio dos fatos” – só para inventar crime contra o PT, após não haver provas formais como o caso de Genoíno e Dirceu, e que se apague a corrupção ou suspeição sobre os partidos da direita, como o PSDB). Covas, Fernando Henrique, Serra e Alckmin não sabiam de nada no caso trensalão. Por que não se aplica a teoria do “domínio dos fatos”?

Melhor que ser oportunista de plantão, é definir de que lado está na luta de classes

Eu venho do seio da classe trabalhadora, fui trabalhador braçal na adolescência até virar bancário em 1988, primeiro no Unibanco e depois no Banco do Brasil em 1992, por concurso público. Foi nessa época que conheci o pessoal combativo do Sindicato, meus companheiros, porque eles eram bancários como eu e estavam do meu lado como trabalhador. Conheci muita gente boa ainda no Unibanco como, por exemplo, o funcionário do Sindicato e atual Deputado Estadual por São Paulo, Marcos Martins, do Partido dos Trabalhadores. Eu me apaixonei pela profissão de fé que é ser dirigente sindical e pelo significado das organizações criadas pelos trabalhadores e para organizar as lutas dos trabalhadores contra o sistema desgraçado de exploração dos capitalistas. Exemplos dessas organizações: os sindicatos e os partidos de esquerda como o PT.

Eu tirei meu título de eleitor em 1987 e meu primeiro voto como trabalhador braçal foi no Partido dos Trabalhadores. Eu descarregava caminhões de cargas e era entregador de caixas de palmito numa empresa lá na Barra Funda, bairro paulista. Votei na Luiza Erundina. Acertei meu primeiro voto porque o mandato dela na prefeitura mudou a minha vida como trabalhador. A imprensa golpista já fazia lavagem cerebral nas pessoas como faz hoje. Disseram nas “pesquisas” que ela era a 4ª nas opções dos paulistas…

A lembrança que eu tenho e que me emociona até hoje quando lembro, como agora que escrevo, é que eu não conseguia entrar nos ônibus lotados nas manhãs porque era muita gente trabalhadora para poucos ônibus. Morria muita gente que caía porque nos pendurávamos nas portas e janelas. Com a eleição da prefeita do PT, eu passei a entrar no ônibus e, pode parecer uma bobagem, mas isso foi tão bom e nunca me esqueci disso.

Eu só me filiei ao Partido dos Trabalhadores em 2002 quando o movimento sindical e os movimentos de esquerda fizeram campanha com o fim de fortalecer o partido, após a eleição do metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva. Todos sabíamos que a direita secular brasileira, patriarcal, branca, escravagista, burguesia vira-latas que gosta de ser cachorra de imperialista americano e inglês, enfim, o movimento dos trabalhadores brasileiros sabia que seria dureza o governo de Lula do PT chegar ao fim dos 4 anos de mandato.

Não deu outra. Em 2004 apareceu o primeiro “escândalo” sobre as lotéricas da Caixa Federal. Depois criaram o “mensalão” porque era o ano anterior às eleições presidenciais de 2006. Toda a farra, o rega bofe do ataque ao PT foi baseado no apoio das famílias da imprensa, que apoiaram a ditadura civil-militar de mais de duas décadas. Naquela época, um senador de direita disse que o objetivo dos ataques conjuntos da direita e imprensa era “extinguir aquela raça” se referindo ao PT nos mesmos padrões do Nazismo de Adolf Hitler em relação aos judeus. E assim seguiu, de “escândalo” em “escândalo” contra Lula, contra o PT… depois vieram os “aloprados” e a combinação do delegado com a Globo e a pilha de dinheiro na mesa na véspera da eleição 2006.

Durante todos esses anos de “escândalos” contra o partido “demoníaco” do PT, a imprensa golpista foi escondendo merdas e mais merdas envolvendo os governos e as famílias seculares da burguesia vira-latas. Os ataques contra o PT foram ocorrendo, independentemente de qualquer acerto do governo e, principalmente, porque ao mesmo tempo a classe trabalhadora foi mudando de patamar, saindo da miséria e ascendendo aos bens de consumo e oportunidades antes somente dos filhos dos ricos brancos, da burguesia chinfrim brasileira. Foram dezenas de milhões de gente como eu e minha classe que mudaram de patamar.

Odeio oportunismo, injustiças e ingratidões

Acabei fazendo esse histórico do país, do PT, da classe trabalhadora nestes últimos 13 anos porque eu os vivi como ator.

Eu posso ter sido maltratado por lideranças do movimento dos trabalhadores no último período. Posso até estar sentindo que recebo pouco apoio na tarefa que estou desempenhando porque as mesmas lideranças do movimento insistiram para que eu aceitasse participar do processo que me levou à tarefa atual de gerir a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil em um momento que culmina em crise em 2015 após mais de uma década de acúmulos de problemas não resolvidos na entidade de saúde.

Mas eu jamais vou concordar com a postura desprezível de lideranças do PT ou do movimento social e de esquerda em colocar primeiro sob suspeição seus companheiros quando sofrem ataques de nossos inimigos de classe.

Eu disse o mesmo quando fizeram isso com Genoíno e Dirceu. Isso não é papel de liderança verdadeira do movimento social. Há-que se ver como liderança e saber o que a direita está fazendo com o maior cinismo de classe (dominante). Sinto nojo disso!

Finalizo citando trecho da música de Chico Buarque “Geni e o Zepelim”:

“Acontece que a donzela
(E isso era segredo dela)
Também tinha seus caprichos
E ao deitar com homem tão nobre
Tão cheirando a brilho e a cobre
Preferia amar com os bichos…”

Mensagem final aos oportunistas:

Eu prefiro amar e estar ao lado dos bichos do que as globos, folhas, vejas, estadões, juízes parciais pró-burgueses, burgueses vira-latas, fascistas, patrões e outros lixos, partidos de direita tipo PSDB, aécios, bolsonaros, caiados, gilmares, barbosas e lixos do tipo…

*Por William Mendes, militante bancário e atual Diretor Eleito de Saúde e Rede de Atendimento da CASSI – Caixa de Assistência dos Funcionários do BB.


POR QUE EU CONFIO E DEFENDO JOÃO VACCARI?


Por Gilmar Carneiro

Convivo com João Vaccari e família há quase trinta anos. Começamos a atuar juntos no sindicalismo bancário ainda na luta contra a ditadura militar.

Naquele tempo, atuar no sindicalismo era correr o risco de ser preso e torturado pela polícia política, ser demitido do banco, mesmo que estatal, e passar necessidades com a família.

Naquele tempo, para se combater a ditadura militar as pessoas desenvolviam confiança umas nas outras e no coletivo, caso contrário se tornavam presas fáceis da repressão.

Naquele tempo, os próprios bancos davam carteirinhas funcionais para policiais frequentarem sindicatos e assembleias para identificar militantes e prendê-los.

Como defendíamos a Democracia e a Liberdade, melhores salários e melhores condições de trabalho, ganhamos a confiança da categoria bancária e fomos eleitos para a diretoria do nosso Sindicato.

De lá para cá, os salários melhoraram, as condições de trabalho também. A ditadura acabou, construímos as centrais sindicais e os partidos políticos e elegemos parlamentares, fizemos uma nova Constituição e elegemos prefeitos, governadores e presidentes da República.

Em todas essas lutas, Vaccari sempre esteve na linha de frente.

Foi o melhor tesoureiro que tivemos, foi sempre um diretor dedicado. Quando eu deixei de participar da Executiva Nacional da CUT, tive o orgulho de indicá-lo para suceder-me. Na CUT, foi dirigente de primeira qualidade, tendo sido secretário geral e diretor financeiro. Todos que conviveram com ele na CUT reconhecem a qualidade do seu trabalho.

Quando a Bancoop entrou em crise, com a morte em acidente automobilístico do então presidente, a única pessoa que nos dava segurança de que ia botar tudo em ordem, era exatamente João Vaccari. E quando o PT precisou de um tesoureiro para superar as dívidas acumuladas, para lá foi João Vaccari.

Considerando o clima político vivido pelo Brasil e sentindo a pressão dos reacionários, particularmente da imprensa, contra o PT, sempre preocupei-me em ajudar Vaccari a fazer bem o seu trabalho na tesouraria do partido, como em alertá-lo quanto aos ataques dos inimigos do PT.

Costumava brincar com ele:
– Posso continuar a botar a mão no fogo por você?
E ele sempre respondia:
– Pode, está tudo dentro da lei. Não tem nada ilegal. Dinheiro só legal e registrado.

Da mesma forma que sempre contamos com o bom trabalho de Vaccari, tivemos oportunidade de acompanhar a constituição da sua família, conviver com a esposa, também banespiana, e a filha única do casal que está formada, casada e vai ser mãe.

Agora Vaccari vai ser avô.

Uma grande alegria, apesar da acusação infundada de envolvimento na Operação Lava Jato e a intimidação e perseguição da Justiça que o prendeu preventivamente, embora ele tenha endereço comercial e residencial públicos e oficiais, sempre tenha prestado todos os esclarecimentos solicitados e, mais de uma vez, ter se colocado à disposição da Justiça e da polícia.

Ao prenderem e acusarem Vaccari, esses reacionários estão prendendo e acusando o PT e a própria Democracia.

Da minha parte, continuo confiando e acreditando em João Vaccari. E não sou o único entre os que conheceram e sabem de sua retidão de caráter.

*Gilmar Carneiro é ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e ex-secretário geral da CUT. Militante sindical desde 1978.


SOMOS TODOS JOÃO VACCARI


Onde houver um petista e um cutista, Vaccari está presente!

Por Gilmar Carneiro*

Ante a pressão dos golpistas contra o Governo Dilma e o PT, com a prisão sem provas e sequer sem julgamento do tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, é obrigação de todos os cutistas e petistas de todo Brasil demonstrar sua solidariedade à direção nacional do partido e ao seu tesoureiro.

Vaccari foi fundamental para sanear as contas do partido, foi importantíssimo para organizar recursos financeiros para todos os candidatos e candidatas, como foi também muito importante para organizar as contas da CUT Nacional, quando foi seu tesoureiro.

Alguns petistas se equivocaram ao defender que Vaccari deveria ter renunciado à tesouraria do partido ante as denúncias sem provas e inconsistentes da Operação Lava Jato. Tanto eram inconsistentes que tiveram que apelar para tentar destruir emocionalmente seus familiares, mesmo sabendo que sua filha está grávida de nove meses.

Vaccari não poderia ter renunciado ou licenciado-se preventivamente porque NÃO era Vaccari que era visto sob suspeita, enquanto indivíduo, o acusado é o TESOUREIRO do PARTIDO.

O processo é para tentar por o PT na ilegalidade.
O processo quer pegar é LULA.

Vaccari está preso injustamente.

O partido não pode aceitar esta prisão bovinamente. Os petistas e o Partido têm que reagir. Os sindicalistas também precisam reagir.

A OAB, que representa mais de 800 mil advogados não pode se omitir.
As instâncias superiores da Justiça não podem se omitir. Os juristas e acadêmicos também não podem se omitir. Silenciar é ceder ao arbítrio.

Se Vaccari for condenado “sob o domínio dos fatos”, ficará consolidado na Brasil mais um artifício jurídico para excluir os adversários políticos, econômicos e sociais. Passaremos a viver sob uma ditadura disfarçada de legalidade. Este filme nós já vimos em outros países. Principalmente no EGITO. Lá estão condenando os opositores à MORTE.

Nesta semana de 22 a 30 de maio de 2015 deverá nascer o primeiro neto de Vaccari.
Os brasileiros democratas, os militantes do PT e da CUT devem diariamente cobrar a libertação de João Vaccari.
Vaccari tem direito de ver seu primeiro neto que vai nascer.
A filha e a família de Vaccari merecem respeito.

Vaccari nunca deixou de comparecer quando intimado, tem endereço fixo e nunca sonegou informações.
A própria Receita Federal diz que não há enriquecimento ilícito nem erro nas declarações de imposto de renda de Vaccari; e o TSE sempre aprovou as contas do PT, com Vaccari na tesouraria do partido.

Não se calem!
Não se acovardem!
Vamos demonstrar nossa solidariedade!

Se fomos capazes de derrotar uma ditadura militar,
também somos capazes de impedir um ditadura jurídica e midiática.

Vaccari e Família,
Todos nós também somos Vaccari.

*Gilmar Carneiro é ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e ex-secretário geral da CUT. Militante sindical desde 1978.


EM DEFESA DE VACCARI


Por Kjeld Jakobsen* 

O previsível aconteceu. Vaccari foi preso. A direita necessitava de novos fatos midiáticos para acusar diretamente o PT nas investigações sobre a Petrobrás.

Esta campanha tocada, principalmente, pelos meios de comunicação, cobrem as investigações sem dar o devido espaço para o outro lado, distorcem os fatos, caluniam pessoas e entidades – por exemplo, a Rede Globo chama o “Mensalão” de “Mensalão do PT” –; convocam as manifestações de rua; entre outras canalhices.

A articulação dos meios de comunicação com setores do Ministério Público, Polícia Federal e outras fontes do Poder Judiciário, que deveriam preservar o “sigilo de justiça”, igualmente é notória. Quando a Polícia Federal pulou o muro de casa de Vaccari para intimá-lo a prestar depoimento coercitivamente no mês de março, a imprensa já tinha sido avisada e estava presente.

O problema não é alguém se tornar suspeito e investigado por alguma razão. Porém, no caso vigente, Vaccari nunca se recusou a prestar depoimentos e compareceu em juízo sempre que chamado, atendeu à convocação da CPI e teve sua conta bancária vasculhada. Portanto, ele poderia perfeitamente responder ao processo em liberdade.

Mas não. A acusação se tornou política, envolveu também sua família e “vazou” para mídia. Hoje, todos que acompanham o caso sabem a sua renda e patrimônio, bem como a de sua esposa, filha e cunhada. Aliás, sua cunhada foi vítima de outra arbitrariedade quando foi presa por seis dias ao ser confundida com sua irmã (esposa de Vacari) nas imagens de um caixa eletrônico no momento em que esta realizava depósitos bancários.

O objetivo deste comportamento arbitrário dos procuradores, policiais e até do juiz é vazar informações para ver se elas geram novas informações e aproveitar para “queimar” o réu diante da sociedade e deixar dúvidas na mente de seus companheiros de luta, pois a distorção e as mentiras da imprensa são impressionantes.

Eu conheço Vaccari há mais de 25 anos, quando ele já era dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Sempre foi leal e ético com os trabalhadores, bem como com os seus colegas de trabalho. Foi da diretoria do DIEESE e da Executiva Nacional da CUT, onde atuamos juntos. Numa demonstração de coragem e compromisso com o Sindicato dos Bancários, ele também assumiu a presidência da Bancoop num momento de grandes dificuldades dessa entidade.

Quando o Presidente Lula assumiu o governo do Brasil, Vaccari compôs o Conselho de Administração da Empresa Itaipu Binacional. Ele ficou na função até o final de 2014. Posteriormente, foi para a Executiva do PT em 2010 e se aposentou do Banco Banespa/Santander, através do Banesprev. Aliás, sua esposa já havia se aposentado, também do BANESPA, e atualmente trabalha em sua própria clínica de psicologia.

Menciono esta carreira para colocar em pratos limpos algumas tergiversações e insinuações maldosas dos meios de comunicação e dos agentes judiciários sobre o patrimônio e a renda do Vaccari, que somam a renda de vários anos para dar a impressão de valores maiores e insistem responsabilizá-lo por atividades anteriores a 2010, quando ingressou na Executiva do PT. A sua família é de classe média e com uma filha única que se formou médica e se casou com um médico.

Aliás, a prisão ocorreu exatamente depois de seu depoimento na CPI da Lava Jato, onde Vaccari apresentou os dados inequívocos que comprovam que as doações das empresas investigadas ao PT foram quase nos mesmos montantes doados a outros partidos, como o PSDB e PMDB, nas mesmas épocas. Ou seja, demoliu a tese de que as doações ao PT seriam ilegais ou fruto de propina. Foi por isso que foi preciso inventar suspeitas de enriquecimento ilícito de Vaccari e de sua família para tentar “justificar” essa prisão completamente ilegal.

Por isso tudo não podemos vacilar na defesa do PT e do nosso companheiro João Vaccari, pois ambos estão sofrendo uma covarde tentativa de linchamento moral. Nossos adversários já falaram em acabar com a nossa “raça” e, agora, começam a levantar a hipótese de extinguir o partido através de uma ação na justiça. Aliás, a via judicial tem se tornado o refúgio da mídia conservadora e da direita, que não conseguiram ganhar no voto as últimas quatro eleições que disputaram. Não conseguiram daquela vez e não vão conseguir agora também.

*Kjeld Jakobsen foi secretário de Relações Internacionais da CUT e hoje é diretor da Fundação Perseu Abramo


CREIO NA LISURA E DECÊNCIA DE JOÃO VACCARI NETO


Ele é de tradição trabalhadora do meio sindical. Sempre lutou pelos direitos dos trabalhadores e amadureceu seu pensamento na militância contra a ditadura, contra o neoliberalismo e a favor dos avanços e conquistas sociais

Por Dom Orvandil*

Caro amigo João,

Agradeço pela saudável provocação do amigo que solicita que eu escreva como vejo a perseguição que o ex tesoureiro do PT sofre em forma de prisão e constrangimentos impostos pelo “seu” Sérgio Mora, o juiz do Paraná que substitui o “seu” Joaquim Barbosa nos shows encomendados pela mídia, particularmente pela família Marinho do complexo empresarial Globo.

Pena que o amigo não escreveu o seu nome completo, mas percebo honestidade e sinceridade do comentário que fez neste blog.

O problema das confusões e malquerenças no aproveitamento da corrupção para fins golpistas, na tentativa de tomar o Estado para gerir os interesses da minoria privilegiada e dominante, levanta várias questões.

Uma é a honestidade necessária dos que trabalham no Estado à frente da coisa pública. A honestidade na aplicação dos recursos públicos e a transparência são valores inegociáveis dos quais o povo não deve abrir mão.

Não há como tolerar corrupção e impunidade. O despojamento dos servidores do povo é algo que tem acontecer sob a vigilância da Nação e de todo o judiciário. Quem rouba, corrompe e desvia o dinheiro público tem que ser investigado, punido e devolver o que não pertence a indivíduos, sejam elas pessoas de esquerda ou de direita.

Há que aperfeiçoarmos os instrumentos de vigilância e cuidado para que se evite a corrupção, antes que ela aconteça. Isso que se descobre hoje em termos de avalanche de denúncias não aconteceria se houve mecanismos que a impedissem.

É por isso que creio na inocência de João Vaccari Neto. Ele é de tradição trabalhadora do meio sindical. Sempre lutou pelos direitos dos trabalhadores e amadureceu seu pensamento na militância contra a ditadura, contra o neoliberalismo e a favor dos avanços e conquistas sociais. Aí formou sua moralidade rígida em defesa da classe operária e seus interesses.

Além disso, creio na inocência dele porque o seu partido, atualmente no poder federal, não endossa sua prisão e defende sua inocência presumida. O tratamento dado a ele por seu partido é bem diferente do que recebeu o ex deputado André Vargas, que o PT logo percebeu envolvido com esquemas nada recomendáveis a lideres do povo. Por isso o expulsou.

Nenhum partido no poder arrisca defender militante seu que tenha incorrido em erros graves contra o bem público. Não foi o caso do líder João Vaccari Neto. O seu partido meteu a cara a tapa ao defendê-lo através de nota e não o abandonou pelo caminho.

Outra questão que essa situação levanta é o da conjuntura. Não há dúvidas de que a Polícia Federal não é isenta e muito menos o juiz Sérgio Mora, que trabalhou como advogado tucano e sua mulher trabalha até hoje, comprometido até às raízes com a oposição golpista.

Muitos fatos se alinham na direção de que corrupção mesmo há é na montagem do quadro de interpretação para que se perceba a luz do dia a intenção suja e golpista dessa campanha, usando João Vaccari Neto.

Durante a campanha eleitoral, a mais rasteira e suja da república, mostrou muitos delegados da polícia federal em campanha a favor de Aécio Neves, este sim indefensável moral e eticamente.

Continua essa ligação subterrânea com o submundo político com organizações nacionais e internacionais no sentido de provocar crises de governabilidade.

É nesse bojo que surgem blogueiros pagos com dinheiro público dos governos de São Paulo e do Paraná para induzir a opinião pública ao golpe e à baixaria eivada de ódio.

A Globo premiou o “seu” Sérgio Mora também homenageado pelo “seu” Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados.

Na CPI da Petrobrás o líder João Vaccari Neto foi desrespeitado quando um tucano soltou ratos durante o seu depoimento e o fascista deputado Carlos Sampaio, rosnando que nem cachorro louco, disse que ele tinha tudo para ser preso e seu partido para ser extinto.

É esse o clima conjuntural que propicia prisão, falsas investigações, fofocas, calúnias, injúrias e perseguições a pessoas como João Vaccari Neto, tudo sublinhado por fortes intenções de jogar partidos e pessoas na clandestinidade, como fizeram com o PCB durante o governo Getúlio Vargas e a ditadura terrorista de 1964.

É estranho, amigo João, que as forças sociais e democráticas não enfrentem essa fúria de ódio, que toma conta de todo o tecido social.

Não é fugindo nem se acovardando que se avança e que se dobra o fascismo.

Os trabalhadores deram grandiosa demonstração ao se oporem à terceirização, levando os deputados golpistas dos direitos trabalhistas à derrota, fugindo com medo.

Os trabalhadores fizeram o que é justo e correto fazer: foram às ruas e deram o recado ao mostrar que podem parar o Brasil em defesa dos direitos contra os sujos que se elegeram para defender o povo quando o traem no parlamento.

João Vaccarri Neto, portanto, é inocente e perseguido pelo espetáculo dos que sempre quiseram o sangue do povo.

Temos que defendê-lo e com ele sermos solidários, juntando-nos à sua família, que sofre com a humilhação de um judiciário que se arrasta sujamente a serviço do golpe e da destruição do Brasil.

Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz sociais.

*Dom Orvandil: editor do blog Cartas e Reflexões Proféticas, idealizador e presidente da Ibrapaz, ativista da Anistia Internacional, bispo da Diocese Brasil Central e professor universitário.


POR QUE APOIO E CONFIO EM JOÃO VACCARI NETO?


Por Luiz Gonzaga Ulhôa Tenorio*

Acompanho Vaccari desde o final dos anos 80, quando integrou uma comissão de resgate financeiro do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), naquele momento falido. Foi o quadro, ainda jovem, que conseguiu dirigir o planejamento e a gestão que sanearam financeiramente a instituição, estratégica para o movimento sindical. Naquele momento, obteve o respeito e a admiração de todos nós do movimento sindical, supra centrais, que, de alguma forma, contribuímos, junto com Vaccari, para o processo de resgate daquele órgão de assessoramento sindical.

Depois, foram sucessivas ações de resgate financeiro de entidades ligadas à sua categoria e à CUT, como a Bancoop, sempre com a transparência acima de qualquer suspeita e êxito acima do esperado. A própria CUT, como Secretário Geral e, principalmente, como Tesoureiro, teve nele um inovador em gestão financeira, aplicando uma grande rigidez no disciplinamento e na transparência da gestão financeira da Central. Depois, foi ser tesoureiro do PT, em mais uma das suas árduas tarefas, e ajustar as suas contas, o que fez de forma competente e rigorosamente legal.

Considero o Vaccari, além de meu amigo pessoal, certamente, uma das pessoas mais íntegras do movimento sindical e do PT, que conheci. São de uma truculência absurda e absolutamente injustas as medidas que esse Juiz de convicções e práticas tucanas impõe ao companheiro e amigo João Vaccari Neto.

*Luiz Gonzaga Ulhôa Tenorio foi um dos fundadores do PT e da CUT e ex-presidente da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU-CUT)

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3 respostas em “Amigos do Vaccari

  1. Conheço Vacari dos tempos do COREP DO BANESPA e pude testemunhar a sua honestidade,transparência e compromisso com a classe trabalhadora,sua atuação nas diversas lutas que vivenciamos nos mostrou a dimensão do seu caráter e, serviu de exemplo para muitos, que como eu estava apenas começando ,não me conformo em vê-lo sendo injustiçado,preso, sem nenhuma prova contra si,apenas a deleção de bandidos confessos e reincidentes,como já disse Fachin,” Delação premiada não pode ser tratada como prova única” quando um cidadão é injustiçado,todos somos,amanhã serão outros.ESPERO MUITO MAIS DO PT, DA CUT E DE TODOS QUE CONHECERAM VACARI COMO EU,ALÉM DE PALMAS E MENSAGENS DE APOIO,PRECISAMOS SER MAIS CONSEQUENTES EM NOSSAS AÇÕES.

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  2. Eu tive a oportunidade de estar junto dele na Direção atual do PT. ele é uma das pessoas mais corretas e firmes que conheço. Um amigo, um Ser generoso de um coração maior que ele. Tenho fé nos homens e em Deus que tamanha injustiça não passará!!!

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