Justiça absolve Vaccari. E por que Vaccari continua preso?

Por Gilmar Carneiro, em seu blog 

A Justiça de São Paulo absolveu SUMARIAMENTE o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e mais dez acusados pelo Ministério Público Estadual por SUPOSTO crime de estelionato em quatro grandes empreendimentos da Bancoop, entre eles o Condomínio Solaris, no Guarujá, no litoral paulista.

O texto acima faz parte do artigo publicado no Estadão de hoje, na página A5, primeiro caderno. A Folha não tem nada e ainda não pesquisei os outros jornais. Sei que a divulgação on-line foi grande.

Para quem não sabe, a decisão de acusar Vaccari e mais dez pessoas no caso Bancoop foi uma decisão POLÍTICA do pessoal do Ministério Público Estadual. Era evidente que a acusação era para ser usada eleitoralmente contra o PT, contra Lula e contra Vaccari, pelo fato de ele ser Tesoureiro do PT, não pelo fato de ser administrador da Bancoop.

Na parte final do artigo do Estadão, aparece:
“Essa vitória é significante, pois conseguimos demonstrar ao Poder Judiciário a ILEGALIDADE da denúncia apresentada pelo Ministério Público”, disseram, em nota, os advogados Rubens de Oliveira e Rodrigo Carneiro Maia, que representam a Bancoop.

Se o Ministério Público agiu ilegalmente, qual será a punição para esses representantes do Ministério Público? Acusam na imprensa, destroem a imagem das pessoas e das instituições e depois fica como se fosse um mal entendido? Como se eles tivessem usado de boa fé?

Essa situação não pode continuar no Brasil. Precisamos restabelecer a ordem jurídica e política onde os poderes estejam bem definidos e os que abusarem de suas funções devem ser punidos.

O mesmo vem acontecendo com Vaccari na Lava Jato
Vaccari continua preso unicamente por ter sido Tesoureiro do PT. Afinal, ser tesoureiro de um grande partido, reconhecido pelos poderes constituídos, que tem suas contas aprovadas pelo TSE, é crime?

O que o juiz Moro conseguiu pegar de prova contra Vaccari? Até agora nada de nada.

O duro é que, enquanto Vaccari continua preso sem provas, nasceu seu primeiro netinho, depois nasceu sua primeira netinha, sua esposa continua sobrevivendo graças a sua fé em Deus e nos amigos. Fé na vida.

Enquanto este inferno não chega ao fim, as delações premiadas vão mostrando que no Brasil a corrupção faz parte da nossa história, que o sistema político é corruptor e que as empresas que prestam serviços para os governos sempre tiveram que contribuir financeiramente como forma de facilitar a “concorrência”.

Os próprios jornais já não têm como esconder as propinas recebidas por Serra, Aécio e Alckmin. Se o PSDB também está sujo de corrupção, o que se salva no Congresso Nacional?

Na verdade, o que o Brasil precisa mesmo é de NOVAS ELEIÇÕES GERAIS, com uma Constituinte livre e soberana, com a responsabilidade de elaborar uma nova Constituição e com regras claras e ágeis para se combater a cultura da corrupção. A voz do Povo é a voz de Deus. O povo é soberano.

Estamos na véspera do dia de Tiradentes
O símbolo da Independência do Brasil. Honesto, foi morto pelos governantes da época e esquartejado em praça pública para servir de exemplo aos brasileiros que simpatizassem com a liberdade e com a democracia. Vaccari continua preso sem provas. até quando?

Vaccari continua sendo um exemplo moderno de Tiradentes
Barbudo, tímido, silencioso e um grande amigo,
um grande militante político e sindical.
Enfim, um grande brasileiro.

Da mesma forma que a Justiça reconheceu a injustiça que estavam praticando contra Vaccari em relação à Bancoop, com certeza, a Justiça também irá reconhecer que Vaccari merece ser absolvido das acusação políticas que está sendo acusado.

Ser sindicalista e militante do PT não é crime!

Ser sindicalista e militante do PT é querer um Brasil democrático, pluralista, livre e para todos. Por estas bandeiras que Vaccari dedica sua vida!

Sua esposa, sua filha e seus netos têm orgulho do João Vaccari que tem.

#LiberdadeParaVaccari

Vaccari é absolvido por falta de provas

João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo no caso que envolve o tal triplex atribuído ao ex-presidente Lula no Guarujá – que na realidade não é dele. A denúncia foi rejeitada por ser considerada vaga demais.

Isso os grandes veículos de comunicação não noticiam, afinal o que interessa é a difamação de qualquer um ligado ao Partido dos Trabalhadores. Se não possuem provas, forjam manchetes para tentar recontar a trajetória de lideranças políticas reconhecidas pelo povo.

Confira a matéria do Conjur que explica a decisão:

Denúncia do MP-SP sobre triplex atribuído a Lula é rejeitada por ser vaga demais

Por Felipe Luchete

Uma acusação de 102 páginas contra representantes da empreiteira OAS e da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) acaba de ser rejeitada pela Justiça de São Paulo com a absolvição sumária (antes do julgamento do mérito) de todos os réus — incluindo o executivo José Aldemário Pinheiro, sócio da OAS, e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

A denúncia do Ministério Público de São Paulo, que inicialmente incluía o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e familiares, deve ser arquivada por “alegações vagas” e uma série de erros – um dos executivos da OAS, por exemplo, foi acusado de ter praticado crimes em 2009 como representante da empresa, mas só virou funcionário quatro anos depois.

Os promotores Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique de Moraes Araújo anunciaram, em março do ano passado, que várias pessoas à espera da casa própria foram lesadas quando a Bancoop, em crise financeira e presidida na época por Vaccari Neto, transferiu imóveis para a OAS. A empresa foi acusada de diminuir o tamanho da área firmada em contrato e cobrar valores mais altos do que os negociados.

Os autores relacionaram esses problemas com um triplex no Guarujá (litoral paulista) atribuído a Lula. Chegaram até a pedir a prisão preventiva do ex-presidente, mas todo esse trecho acabou sendo retirado e encaminhado ao juiz federal Sergio Fernando Moro, por conexão com a operação “lava jato”.

A juíza Maria Priscilla Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal de São Paulo, aceitou a denúncia contra 12 acusados em outubro. Nesta terça-feira (18/4), porém, concordou com as defesas e não viu motivo para manter a ação penal em andamento.

Superficialidade
Para a juíza, a denúncia não individualiza as condutas de cada acusado: “apenas afirma, de forma superficial, aquilo que entende como fato gerador dos crimes”, sem “a minúcia necessária, tão somente alegações vagas”.

A decisão diz que o MP-SP considerou estelionato o descumprimento de cláusulas contratuais, quando “o mero inadimplemento constitui ilícito civil, não adentrando na esfera da fraude penal”. Além disso, a transferência dos empreendimentos da Bancoop — considerada irregular — foi acordada pelo próprio Ministério Público numa outra ação civil pública.

Os promotores também incluíram como réus uma advogada da cooperativa, que participou de assembleias exercendo a profissão, e um diretor jurídico da OAS que nem sequer atuou nos empreendimentos citados.

No ano passado, Vaccari já havia sido absolvido em outra ação envolvendo a Bancoop. A defesa de Vaccari foi feita pelo advogado Luiz Flávio Borges D’Urso.

Fatiamento e dano moral
Os promotores entendiam que a denúncia não interferia no trabalho do Ministério Público Federal em Curitiba. A estratégia, no entanto, não deu certo. O juiz Sergio Moro acabou assumindo o trecho contra Lula.

Quando isso ocorreu, Cássio Conserino e Fernando Henrique de Moraes Araújo chegaram a acusar a juíza de ter feito um acordo ilícito para dividir as investigações. O Superior Tribunal de Justiça, porém, reconheceu o fatiamento.

Em março deste ano, eles e o colega José Carlos Blat ganharam o direito de ser indenizados em R$ 90 mil pelo jornal Folha de S.Paulo por uma reportagem publicada na época da denúncia. O texto dizia que, dentre especialistas consultados sobre a peça inicial, alguns classificaram a acusação como “um lixo” e chamaram os promotores de “três patetas”.