MPF inocenta réu-confesso para requerer condenação de Vaccari

Transformaram a Operação Lava Jato em um instrumento de luta política. Perseguir o PT e suas principais lideranças é o foco da missão

Delações sem nenhuma prova para corroborar os relatos contraditórios e suspensão de processo do único réu-confesso da ação penal. Esse é o resumo das recentes alegações finais do Ministério Público Federal no processo que envolve o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

Isso significa exatamente que o empresário Augusto Mendonça, ao assinar acordo de delação premiada, livrou-se completamente do processo e João Vaccari, apesar de não ter orientado o delator a praticar nenhum ato ilícito, teve pedido de condenação mantido pelo MPF. É a polícia política operando.

Alegações finais MPF

Ao ler a íntegra do documento vazado para a imprensa – outra aberração sob as barbas do Ministério da Justiça -, é possível perceber a forte carga de interpretação e ilações cujo objetivo final é construir uma narrativa de perseguição sistemática ao PT e seu ex-tesoureiro. Citam até mesmo a Ministra Rosa Weber e suas argumentações na ação penal 470 para embasar suas decisões.

Cabe aqui um destaque: o juiz Sérgio Moro foi o assistente recrutado pela Ministra, que, ao seguir seus conselhos – pasmem – condenou Zé Dirceu com o seguinte argumento“Não tenho prova cabal contra Dirceu, mas vou condená-lo porque a literatura jurídica assim me permite”.

É um jogo de cartas marcadas.

Delatores criminosos são premiados não apenas com redução ou total extinção de pena, mas também com o direito de ficar com parte do patrimônio que acumularam com os atos ilícitos que assumiram cometer. Enriqueceram e assim permanecerão, enquanto Vaccari, que não enriqueceu e agiu dentro da legalidade ao arrecadar recursos ao PT, será perseguido até o final, além de condenado injustamente pela opinião pública manipulada.

Essa é a justiça e combate à corrupção da turma da Lava Jato. É uma farsa.

– Quando a Justiça falha, corrupção encontra ‘lado certo’ para se abrigar

Como bem sintetizou Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Agrário, em recente entrevista ao Brasil 247, “do modo como as coisas estão sendo conduzidas, um criminoso que faz delação premiada acaba conquistando o papel de juiz. Conquista o direito de condenar pela simples menção ao nome de uma pessoa. A toda hora lemos e ouvimos dizer: “fulano de tal, mencionado na delação premiada de beltrano”. Mencionado, está condenado pela opinião pública. Então, a meu ver, são muitas as distorções neste modo de combater a corrupção e ministrar justiça. Os democratas, e principalmente os que viveram e sofreram o autoritarismo, não podem se calar diante destas ameaças ao Estado Democrático de Direito.”

Lava Jato quebra sigilo telefônico do PT e não encontra nada

Sobre o processo, reproduzimos trecho do documento “Dossiê Verdade sobre Vaccari” em que esclarece as distorções referente à Gráfica Atitude. Ressaltamos que provas foram apresentadas à justiça para comprovar a versão da defesa. Já O MPF não conseguiu apresentar nenhuma prova para corroborar a versão que desejam ser verdade, mas não é.

EDITORA GRÁFICA ATITUDE

O QUE DIZ O MINISTÉRIO PÚBLICO
Augusto Mendonça, executivo do grupo Setal Óleo e Gás (SOG), réu confesso, declarou em depoimento de delação premiada que a empresa efetuou, a pedido de João Vaccari, um pagamento de R$ 2,4 milhões à Editora Gráfica Atitude. Segundo Augusto, Vaccari alegou que os pagamentos quitariam propagandas veiculadas na Revista do Brasil, de responsabilidade da editora.

QUAIS SÃO OS FATOS
Vaccari nega ter dado essa orientação a Augusto Mendonça. A empresa Setal de fato firmou contrato de prestação de serviços com a Editora Gráfica Atitude. Mas, os responsáveis pela Editora negam qualquer gestão de Vaccari em seus contratos de patrocínio, seja em relação à Setal ou a qualquer outra empresa. Afirmam que não existe acerto algum com Vaccari e que não recebeu depósitos motivados.

O coordenador editorial e financeiro da Editora, Paulo Salvador, disse que todos os pagamentos recebidos tiveram relação com reportagens na Revista do Brasil e foram negociados pelo departamento comercial da Editora com representantes da empresa.

Salvador afirmou que todas as receitas obtidas pela Editora são usadas para o seu custeio e negou qualquer repasse ao PT. Os pagamentos foram feitos mediante transação bancária e emissão de nota fiscal.

Após a contratação, a Revista do Brasil, pertencente à Editora, ampliou sua cobertura sobre a recuperação de empresas brasileiras e sobre o conteúdo nacional de produtos e equipamentos na área de petróleo, como previsto no contrato firmado.

É importante observar que Augusto Mendonça, em depoimento à CPI da Petrobras, concedido em 23/04/2015, se mostra entusiasta do incentivo às empresas brasileiras da área de petróleo e ao conteúdo nacional para produção e serviços de equipamentos e produtos da área de petróleo. Ao ser questionado sobre o contrato com a Editora Atitute/Revista do Brasil, afirma que “tínhamos até a possibilidade de, através da revista, defender alguns temas ligados à atividade que acabamos não fazendo. Eu, particularmente, acabei não me dedicando a escrever sobre esses temas.”

 Confira o que diz Augusto Mendonça sobre Vaccari em sua delação 

DOCUMENTOS:
Denúncia do MPF-PR sobre delação de Augusto Mendonça envolvendo
Vaccari e a Editora.
Resposta de Vaccari à acusação sobre delação com relação à Editora.
Nota do coordenador editorial e financeiro da Editora.
Declaração Augusto Mendonça na CPI sobre conteúdo nacional e Editora.

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