Ligar família Vaccari a recebimento de propina é má-fé

Uso do empreendimento Solaris, no Guarujá, para requentar a Lava Jato e tentar envolver e difamar, mais uma vez, Vaccari e seus familiares, é um manual de mau jornalismo

Ao primeiro sinal de aparente normalidade no ambiente político, a turma da Lava Jato chama a grande mídia para acompanhar a milionésima fase da operação. O mais novo e inconsequente estardalhaço jurídico-midiático volta ao tal tríplex de Lula – que não é de Lula – no Guarujá.

É como se a imprensa resolvesse dar manchetes usando termos que, no passado, seriam impensáveis nas capas dos jornais, como “continua a saga”. Se não é novo, não há justificativa para estar nas manchetes. Mas, quando se trata de tentar envolver Lula a qualquer custo, a ordem é subvertida.

Esta semana, na ânsia de atingir o ex-presidente, a força tarefa da Lava Jato, com reforço da mídia histérica que tem o mesmo sonho – destruir o PT – utilizou, novamente, o nome de João Vaccari Neto e seus familiares de forma irresponsável, sem apontar sequer uma acusação.

Os fatos não respaldam as histórias fantasiosas da turma da Lava Jato, mas isso não vem ao caso quando se trata de má-fé e manipulação. O jogo é arquitetado e operado estrategicamente por àqueles que, travestidos de justiceiros, utilizam o noticiário com ilações infundadas apenas para atingir lideranças importantes, tumultuar o ambiente político e, quem sabe, ajudar os parceiros do PSDB a cassar o registro do PT, como sonha Carlos Sampaio, o tucano destemperado. Ele deve achar que só assim seu partido conseguirá ganhar uma eleição presidencial.

Passou do limite. Não é a primeira vez que tentam atingir de maneira injusta e inescrupulosa os familiares de Vaccari. Quem se recorda do episódio lamentável em que a cunhada de Vaccari, Marice Correa de Lima, foi presa por engano por ter sido confundida com sua irmã nas imagens da câmera de um banco? Uma investigação simples evitaria a injustiça e constrangimento. Mas foi um trabalho típico de quem tem a capacidade de classificar uma senhora como perigo para a “ordem pública e econômica”, mas não é capaz de distingui-la da irmã.

Laudo da Polícia Federal confirma: Marice foi presa por engano

Além da cunhada, sua esposa, Giselda Rousie de Lima, e filha, Nayara de Lima, foram perseguidas e tiveram a vida devastada pela Lava Jato sem que nada, absolutamente nada, de ilegal fosse encontrado. Todos os bens são compatíveis com o rendimento da família, conforme comprovado pela defesa de Vaccari.

Conheça a verdade: MPF confirma erro sobre depósito na conta da filha de Vaccari
Defesa explica detalhadamente depósitos na conta da esposa de João Vaccari

É importante esclarecer, novamente, que Vaccari, enquanto presidente da Bancoop, resgatou a administração da cooperativa e não o contrário. Ele assumiu a tarefa de colocar em ordem toda a documentação e todas as pendências operacionais e institucionais da Bancoop. E foi exatamente isso que fez. Apurou as imprecisões nos custos de alguns empreendimentos e, com isso, deu transparência e eficiência à gestão e viabilizou a entrega das unidades residenciais aos cooperados.

A especulação da mídia e a verdade sobre a Bancoop
NOTA OFICIAL – BANCOOP

Bancoop, OAS e família Vaccari
Vamos aos esclarecimentos a respeito do desdobramento da Lava Jato e as recentes manchetes relacionando o empreendimento Solaris, no Guarujá, a pagamento de propina para Vaccari por meio de familiares.

O que diz o Ministério Público sobre Giselda, esposa de Vaccari
O MPF afirma que, apesar de Giselda Rousie de Lima declarar ser proprietária do apartamento 43 do Edifício Navia, do condomínio Mar Cantábrico, o nome dela não figura na matrícula do imóvel. Consta como proprietária, desde 30 de outubro de 2013, Sueli Falsoni Cacalcante, funcionária da OAS, construtora investigada na Operação Lava Jato.

Quais são os fatos
Vaccari e sua esposa aderiram a uma cota da Bancoop que permite a aquisição de um apartamento da cooperativa. No caso, firmaram o termo de adesão referente a uma unidade do empreendimento Mar Cantábrico, que hoje corresponde ao edifício Solaris. A aquisição dessa cota foi declarada no imposto de renda de Giselda, como deve ser feito.

Desde 2009, tendo como princípio o acordo judicial firmado com o MP e por deliberação dos cooperados, alguns empreendimentos foram transferidos para diferentes empresas construtoras ou condomínio de construção. Foi o que ocorreu com o empreendimento Mar Cantábrico, que, inclusive, teve sua denominação alterada para Solaris. Com a alteração do projeto pela construtora OAS, diversas unidades foram modificadas. Para ter de fato o apartamento, seria necessário pagar a diferença entre o valor da cota adquirida até então e o valor do imóvel com as modificações.

A família de Vaccari optou por não continuar com o empreendimento, porém ainda não recebeu o crédito pendente de volta, o que necessariamente obriga Giselda a declarar ao Fisco a cota que adquiriu. Ou seja, não existe imóvel da esposa de Vaccari em nome de funcionária da OAS. Como a família optou por não ficar com o apartamento, a construtora tem o direito de revender a qualquer outro interessado.

O que diz o Ministério Público sobre Marice, cunhada de Vaccari
Marice Correa de Lima, cunhada de Vaccari, adquiriu a unidade 44 do empreendimento Edifício Mar Cantábrico, no Guarujá, pelo valor de R$ 200 mil. No ano seguinte, desistiu do negócio e revendeu o apartamento para a construtora OAS, incorporadora da obra, por R$ 432 mil. O lucro de mais de 100% em pouco mais de um ano, somado ao fato de que o mesmo apartamento foi vendido pela OAS em 2014 por R$ 337 mil, provariam, segundo os procuradores, que a operação foi uma fachada para repassar à Marice e ao seu cunhado João Vaccari Neto recursos provenientes de propina desviada da Petrobras.

Quais são os fatos
Conforme esclarecimento feito há cerca de sete meses por este Blog, no documento Dossiê ‘Verdade sobre Vaccari’, Marice possuía os direitos sobre a unidade 44 do empreendimento Mar Cantábrico, edifício Návia que, com a alteração do projeto pela OAS, passou a ser a unidade 34 do edifício Salinas, empreendimento Solaris. Este fato não foi observado pelo Ministério Público. Houve o distrato do contrato com a incorporadora.

Esta mesma unidade foi comercializada posteriormente pela OAS por R$ 498 mil e não por R$ 337 mil, como afirma o MP. O valor de comercialização é superior ao pago a Marice, conforme comprovam os documentos abaixo.

DOCUMENTOS ANEXOS:
Documento demonstrando alteração do projeto e mudança de andar.
Matrícula imobiliária do ap.34 ed. Salinas, condomínio Solaris.

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Verdades sobre o ‘caso’ Vaccari que você não viu na mídia

 

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NOTA OFICIAL – BANCOOP

A Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), tendo em conta os recentes procedimentos relacionados a empreendimento imobiliário que esteve sob sua responsabilidade, vem prestar o seguinte esclarecimento:

Em decorrência de acordo judicial celebrado com o Ministério Público de São Paulo em 20 de maio de 2008 e homologado pelo Poder Judiciário (processo nº 583.00.2007.245877-1, 37ª. Vara Cível do Foro Central de São Paulo), a Bancoop procedeu a consulta aos cooperados de seus empreendimentos para deliberação sobre a continuidade das medidas das obras em construção. A consulta fez com que, por deliberação dos cooperados, alguns empreendimentos fossem transferidos para diferentes empresas construtoras ou condomínio de construções.

Esse foi o encaminhamento dado ao empreendimento Mar Cantábrico, localizado na cidade do Guarujá, no litoral paulista. Por deliberação coletiva dos respectivos cooperados, adotada em assembleia realizada em 27 de outubro de 2009 e confirmada pela adesão individual de cada cooperado, o empreendimento foi transferido à construtora OAS Empreendimentos. Esse acordo específico de transferência foi homologado pelo Poder Judiciário em 11 de novembro de 2009 (processo nº 1190/2009, do Setor de Conciliação do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo).

Assim, desde 2009, a Bancoop não tem qualquer relação com o empreendimento Mar Cantábrico, que, inclusive, teve sua denominação alterada para Solaris.

Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo

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ESCLARECIMENTO SOBRE SUPOSTO RECEBIMENTO DE VANTAGENS DA OAS À FAMÍLIA VACCARI

Conforme esclarecimento feito há cerca de sete meses por este Blog, no documento Dossiê ‘Verdade sobre Vaccari’, não há recebimento de vantagens indevidas por parte da família Vaccari. Mais uma vez, utilizam da má-fé e da manipulação para requentarem os noticiários com ilações a respeito de João Vaccari Neto e seus familiares.

Publicamos novamente as explicações com relação ao empreendimento do Guarujá:

O QUE DIZ O MINISTÉRIO PÚBLICO
Marice Correa de Lima, cunhada de João Vaccari Neto, adquiriu a unidade 44 do empreendimento Edifício Navio Mar Cantábrico, no Guarujá/SP, pelo valor de R$ 200 mil. No ano seguinte, desistiu do negócio e revendeu o apartamento para a construtora OAS, incorporadora da obra, por R$ 432 mil. O lucro de mais de 100% em pouco mais de um ano, somado ao fato de que o mesmo apartamento foi vendido pela OAS em 2014 por R$ 337 mil, provariam, segundo os procuradores, que a operação foi uma fachada para repassar à Marice e ao seu cunhado João Vaccari Neto recursos provenientes de propina desviada da Petrobras.

QUAIS SÃO OS FATOS
Marice possuía os direitos sobre a unidade 44 do empreendimento Mar Cantábrico, edifício Návia que, com a alteração do projeto pela OAS, passou a ser a unidade 34 do edifício Salinas, empreendimento Solaris. Este fato não foi observado pelo Ministério Público. Houve o distrato do contrato com a incorporadora.

Esta mesma unidade foi comercializada posteriormente pela OAS por R$ 498 mil e não por R$ 337 mil, como afirma o MP. O valor de comercialização é superior ao pago a Marice, conforme comprovam os documentos abaixo.

DOCUMENTOS ANEXOS:
Anexo 16 – Documento demonstrando alteração do projeto e mudança de andar.
Anexo 17 – Matrícula imobiliária do ap.34 ed. Salinas, condomínio Solaris.

LEIA TAMBÉM:
A especulação da mídia e a verdade sobre a Bancoop
A imprensa partidária, a Bancoop e o jogo dos 593 erros
Dossiê ‘Verdade sobre Vaccari’: A verdade sobre as acusações da Operação Lava Jato ao ex-tesoureiro do PT e sua família
Lula não é dono de apartamento no Guarujá. E se fosse?

 

O lento e gradual processo de avacalhação da Lava Jato

Compartilhamos artigo de Lula Miranda, publicado originalmente no Brasil 247. Leitura pertinente.

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Há os que defendem a Operação Lava Jato, e os que a deploram e criticam. Mas há também, em menor número, decerto, aqueles que a apoiam criticando-a, sempre que necessário.

Há aqueles que entendem que a Operação Lava Jato é para criminalizar o Partido dos Trabalhadores, e só o Partido dos Trabalhadores; que foi feita, sob medida, para prender o ex-presidente Lula e apear a Dilma (e o PT) do poder. Eu me rendo a essa “suspeição”: essa última corrente parece estar mesmo com a razão. Ao menos, é o que sugere e evidencia, cada vez mais, o desenrolar das investigações e da Operação.

Eu, do meu lado, ingênuo e crédulo que sou, achava, a princípio, como alguns outros, que era uma ação institucional, republicana e, por isso, imparcial, da PF, do MPF e do Judiciário, visando uma depuração dos modos de se fazer política no país, por intermédio do combate à corrupção. Mas ao que tudo indica, eu estava errado. Devo reconhecer.

Desgraçadamente, estão avacalhando com mais essa Operação da PF. Mais ou menos como fizeram com a finada Satiagraha. Pior.

Senão, vejamos…

Já são cerca de 40 criminosos beneficiados com a tal “delação premiada”. Ou seja, o sujeito roubou dezenas, centenas de milhões de dólares, desviou vultosos recursos do erário, subornou servidores, cometeu crimes contra o sistema financeiro nacional e, em vez de pegar “cana dura”, vai para casa, lépido e fagueiro, com uma “tornozeleirinha” eletrônica no pé, e está livre para flanar por aí para usufruir da grana que roubou e do patrimônio que constituiu com recursos públicos desviados – ou você é tolo de achar que esses criminosos devolveram todo o recurso roubado?

Olhe, até que me empolguei, no início, quando vi os chamados “operadores” e lobistas dos partidos políticos sendo presos, seguidos por grandes empreiteiros e, vejam bem, até por um banqueiro. Afinal, para um cara que foi anarquista na juventude, como eu, nada mais “reconfortante”, digamos assim, do que ver alguns capitalistas “verem o sol nascer quadrado” – como disse o setor de comunicação de uma dessas instituições responsáveis pela Lava Jato, em referência a um dos réus. Repito o mesmo erro aqui, só para que você tenha noção da grosseria.

Mas venhamos e convenhamos, você dar uma “cana dura” de uns dois, vá lá, três meses nos caras, no máximo, pros caras “sentirem o drama”, pra passarem pela pedagógica e didática vergonha (e constrangimento) de ser preso, enfim pros “elementos” aprenderem a lição, é uma coisa, tudo bem – isso, claro, pelo chamado “senso comum”, mas há anos luz do Direito.

Agora, você deixar os caras presos por sete meses seguidos, ao arrepio da lei, aí já é abuso e violação ao Estado de Direito. Aí já é, de fato, arbítrio. Aí já se está querendo dar motivos para que esses suspeitos sejam absolvidos e a Operação toda cancelada. Não só por esses, mas por diversos outros motivos, que seria cansativo elencar aqui, mas que os advogados de defesa estão bastante atentos.

Leia, com a devida atenção e isenção, a carta-manifesto que esses advogados estão publicando nos jornais. Em muitos aspectos, sejamos honestos, eles estão cobertos de razão.

Mas a Lava Jato não trouxe grandes melhorias para o país? – você deve estar indagando.

Trouxe, sim. Inúmeros! – eu lhe respondo. Por isso que devemos zelar para que o gritante parcialismo, seletividade, partidarismo e arbítrio de alguns não coloquem por terra todo o processo.

Afinal, a lei e a Justiça servem para todos. PARA TODOS. Mas a todos devem, também, proteger e amparar.

Chega de acusação baseada em interpretação

Se há de fato algo que possa incriminar o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que sejam apresentadas provas. Chega de interpretações. Todo vazamento à imprensa relacionado à Vaccari é baseado em suposições.

O vazamento da vez diz respeito às mensagens no celular do empreiteiro da OAS, Léo Pinheiro, apreendidas pela polícia federal.

Trecho do que foi vazado deixa expresso, inclusive, que o PT foi o único partido a assumir o fim do financiamento privado nas campanhas eleitorais por entender que esse modelo contamina as relações políticas.

Quando o PT começou a defender o fim do financiamento privado, Léo Pinheiro protestou: “Ficou louco. Isso é hora de demonizar empresário?”

Com relação a Vaccari, não há muito o que explicar. Segundo trecho vazado pela imprensa, a suposição da Procuradoria Geral da União com relação ao seu nome não diz nada, apenas interpretações com base em uma suposta reunião marcada entre o empreiteiro e Vaccari.

Se há a necessidade de criminalizar as doações eleitorais, que as doações de todos os partidos sejam investigadas. Fora isso, é perseguição às doações oficiais de um partido político que conquistou o governo no voto.

Reproduzimos trecho da matéria da Folha que cita o ex-tesoureiro:

VACCARI E AMIGO JW

Em abril de 2013, segundo a Procuradoria, Pinheiro informou a um dirigente da empresa que havia recebido uma ligação de Carlos Augusto Borges, então diretor do Funcef (fundo de pensão da Caixa), dizendo-se preocupado com um aporte para a empresa.

Segundo Borges, indicado pelo PT, o dinheiro do Funcef não saía por oposição dentro do próprio banco.

Pinheiro disse que no mesmo dia recebeu uma ligação de Vaccari para marcar encontro pessoal.

Na interpretação da PGR (grifo nosso), o então tesoureiro do PT, “já mencionado em outros esquemas”, queria receber “parte da propina” pela operação.