Quem “entregar” o Lula se livrará da prisão, não importa quanto roubou

É o que policiais federais e procuradores públicos da Lava Jato estão supostamente dizendo aos presos

“Se você entregar o Lula, sairá rapidinho.” Essa é a informação que chegou à cúpula petista, de acordo com a matéria da jornalista Vera Rosa, publicada hoje no Estadão. Integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público estariam dizendo isso aos presos da Lava Jato, diz a jornalista.

Por acaso você viu essa importante revelação estampada nas manchetes dos jornais? Claro que não. A “chefia” jamais permitiria uma coisa dessas que escancara o real e único objetivo da Operação Lava Jato, que, como este Blog sempre afirmou, é muito mais político do que jurídico. E se o repórter desse destaque, provavelmente, teria o cuidado de colocar entre parêntesis a frase que um colega da Reuters “mitou”: (Se quiser, pode tirar).

O fato concreto é que a estratégia golpista não está apenas na imprensa – apesar de esta ser responsável pelo combustível desse estardalhaço -, mas na própria Lava Jato e nos procuradores fanáticos, como aquele que foi a uma igreja evangélica rogar a Deus e dizer amém a cada frase obsessiva contra os supostos corruptos. Declaram aos holofotes da mídia desejar refundar a República, mas nós conhecemos o passado “engavetador” dessas personalidades travestidas de “agentes da Justiça”.

É estarrecedor acompanhar diariamente os passos calculados da República da Lava Jato. É uma estratégia cuidadosamente elaborada e descaradamente política. O objetivo é claro: destruir o legado do PT e “pegar” o Lula. Não restam dúvidas.

A Lava Jato fugiu do bom senso e da racionalidade. Eles querem travar o país. Essa operação não tem mais nada de jurídica. Acabou a farsa. A prisão do Dirceu foi agendada. Ela estava marcada justamente para a volta do recesso parlamentar, dia 3 de agosto. O objetivo é evidente: tirar o foco de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, acusado por um delator de ter recebido cinco milhões de dólares.

No mesmo dia em que o preso foi preso, com direito a exibição ao vivo,  Eduardo Cunha visitou a sede da Rede Globo, no Rio de Janeiro, para reunião a portas fechadas. Foi discutir o que com a família Marinho? O golpe, a derrubada da presidenta Dilma Rousseff, eleita por mais de 53 milhões de eleitores de forma democrática?

Não cabe mais explicações jurídicas. Não cabe mais nenhum esclarecimento a quem, antes de investigar, já julgou e condenou.

Mas cabe muita atenção aos fatos e ao desenrolar desta operação. Se a Lava Jato tem como objetivo combater, de fato, a corrupção na Petrobras, que começou em 1997, no governo FHC, segundo pelo menos dois delatores, temos de cobrar por uma investigação efetiva, transparente, ampla, geral e irrestrita de todas as delações feitas até agora ou de todos que surgiram nos bilhetes, planilhas ou e-mails apreendidos. Não importa se envolvendo nomes como os dos senadores Aécio Neves (PSDB), José Serra (PSDB), Álvaro Dias (PSDB) ou qualquer outro parlamentar, de qualquer partido, como ocorreu.

O que temos certeza até agora é que nem Dilma nem Lula foram citados pelos delatores, apesar da pressão psicológica, da tortura a que são submetidos durante meses e meses até decidirem delatar qualquer coisa para se livrar da prisão e da turma de Moro.

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