Súmula de Guantánamo: mata primeiro e inocenta depois

Com Gushiken no mensalão (o do PT) foi assim: absolvido depois de morto!

Reproduzido do Conversa Afiada

Do artigo de Janio de Freitas na Fel-lha de ontem, 23/julho:

(…)

Na companhia dos primeiros condenados a usufruir do prêmio por sua delação, dois dos suspeitos da Lava Jato foram inocentados pelo juiz Sergio Moro. Márcio Andrade Bonilho, dirigente da empresa Sanko Sider, fora colhido no roldão, sem ser notado. Adarico Negromonte Filho poderia tornar-se notado por ser irmão de um ex-ministro das Cidades, Mário Negromonte. Mas recebeu destaque por juntar àquela condição a de ser dado como fugitivo, porque não encontrado pelo arrastão da Polícia Federal. Preferiu ter ideia do que se passava, não teve, e dias depois se apresentou à polícia.

(…)

O que Márcio Thomaz Bastos fez é o que José Eduardo Cardozo está por fazer. A prisão de Adarico Negromonte Filho, ao se apresentar, proporcionou uma das imagens do inaceitável: algemado (por quê?) e cercado de policiais federais nos seus sinistros uniformes pretos, de duvidosa legalidade, Adarico é forçado a apressar o passo pela mão de um policial apertada em sua nuca como garra, forçando-o ainda a encurvar-se, cabeça humilhantemente abaixada. A cena ilustrou o noticiário da Lava Jato nas tevês e nos jornais.

Nem que o seu preso fosse culpado, a Polícia Federal poderia justificar seu modo de agir. Mas, além disso, Adarico Negromonte Filho, preso apenas por quatro dias, é declarado inocente pelo juiz Sergio Moro. Embora, para ser assim declarado, precisasse esperar por oito meses.

Hoje, na Fel-lha (ver no ABC do C Af), na página A6:

“Irmão de ex-ministro deverá pedir reparação por prisão”

“Adarico Negromente ficou 4 dias preso, mas acabou absolvido na Lava Jato”

“Ele foi considerado foragido; ao se entregar, chegou à carceragem algemado e cercado de policiais federais”.

(É ou não a nossa Guantánamo, amigo navegante?

Ou é aquela prisão no Iraque em que os soldados (e as soldadas) americanas torturavam para registrar em câmeras fotográficas?)

Segundo familiares entrevistados pela Fel-lha (como sempre, não são identificados…) “Adarico… também estuda processar os veículos de comunicação que o trataram como suspeito”.

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