Em defesa de Vaccari e da democracia

O companheiro Vaccari é um dirigente profundamente leal e ético

Por João Felício*

A prisão do companheiro João Vaccari Neto se insere em um histórico de injustiças praticadas contra os trabalhadores e seus representantes legais ao longo dos anos. São profundos ataques às liberdades individuais, à ação sindical e à democracia. Há diversos casos, em todo o mundo, de lideranças históricas dos movimentos sindical e social que são punidos exemplarmente pela elite econômica do país, articulada com setores do judiciário e da mídia, simplesmente por defenderem pautas que não interessam a estes setores, mesmo que seus atos estejam amparados pela legislação.

É o caso de João Vaccari, que, na condição de tesoureiro do PT, recebeu recursos oficiais de empresas para o partido. Ele estava justamente seguindo a lei, que dá o direito aos partidos políticos de receberem recursos de empresas privadas para financiar as suas atividades. Ora, se isso é um absurdo, então deveria ter uma lei proibindo esse tipo de doação não só ao PT, mas a todos os partidos. Defendo uma legislação que proíba a contribuição empresarial. No entanto, esta lei ainda não existe. Para mim, Vaccari foi preso por ser sindicalista do Sindicato dos Bancários de São Paulo e da CUT e por ter sido tesoureiro do PT, o único partido que está sendo perseguido nesse processo.

Conheço Vaccari desde a época em que foi dirigente bancário em meados da década de 1980. Foi meu companheiro na executiva nacional da CUT e era um dirigente profundamente leal, ético e vivia exclusivamente com o salário que recebia como bancário. Em nenhum momento Vaccari se utilizou dos cargos exercidos em seus mandatos sindicais para ter um padrão de vida privilegiado.

Afirmo com convicção que estão cometendo uma enorme injustiça, tanto ao companheiro Vaccari quanto ao Partido dos Trabalhadores. O que estão tentando fazer neste País é um linchamento moral e partidário. E isso é inaceitável. Se não houver um reparo por parte da Justiça, estarão cometendo um tremendo erro tal como foram outras injustiças que ocorreram na história contra lideranças sindicais e populares.

O companheiro Vaccari tem uma trajetória de luta bonita e digna em busca de um Brasil mais justo. Para restabelecer a democracia e a Justiça, defendo sua libertação imediata.

*Por João Felício, ex-presidente da CUT e atual presidente da Confederação Sindical Internacional (CSI)

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