Liberdade imediata de Vaccari depende do Ministério Público

Defesa entregou há mais de uma semana, no dia 22 de maio, as últimas explicações exigidas pelo juiz federal Sérgio Moro. Falta somente o despacho do MPF. Aguardamos a liberdade!

Aumenta a cada dia o número de pessoas que não conseguem compreender, muito menos aceitar, a prisão de João Vaccari Neto. O ex-tesoureiro do PT está preso desde o dia 15 de abril, apesar da Justiça não ter nenhuma prova de que ele tenha cometido qualquer tipo de crime e não haver sequer um sinal de enriquecimento ilícito. Além disso, Vaccari nunca se negou a prestar esclarecimentos sobre os ‘supostos’ atos ilícitos. Muito pelo contrário, por diversas vezes se colocou à disposição da Justiça, da Polícia e do Ministério Público.

No dia 22 de maio, conforme exigido pelo juiz federal Sérgio Moro, a defesa apresentou toda a movimentação bancária de Vaccari e sua esposa, Giselda Rousie de Lima. Essas informações, segundo Moro, serviriam para sanar as últimas dúvidas. Isso porque todos os questionamentos apontados contra o ex-tesoureiro do PT já foram devidamente esclarecidos.

O juiz Moro, inclusive, teve todas as respostas que exigiu da defesa em suas mãos antes de sair de férias, mas preferiu ignorá-las. No mesmo dia em que poderia ter decretado a liberdade de Vaccari, atendeu ao pedido de transferência para o Complexo Médico-Penal e saiu de folga para voltar após 15 dias. Em seu despacho, determinou que o Ministério Público, o mesmo que cometeu o absurdo de prender Marice, cunhada de Vaccari, por engano, se manifestasse em cinco dias. Depois de mais de uma semana, nada do MP se pronunciar.

Por quanto tempo mais o Ministério Público irá prorrogar a decisão sobre o restabelecimento da liberdade de João Vaccari, preso sem ter sido julgado e condenado culpado?  Ele foi preso para provar sua inocência, uma aberração jurídica. Não há nenhuma prova contra Vaccari, apenas declarações inconsistentes de réus delatores que confessaram seus crimes.

No último pedido de reconsideração da prisão preventiva, a defesa do ex-tesoureiro do PT provou minuciosamente, com planilhas, informes de rendimento, informações do Banco Itaú e extratos bancários, que todas as transações financeiras questionadas pelo MPF tiveram origem no salário recebido por Vaccari e está tudo declarado em seu imposto de renda.

É importante frisar que Vaccari está preso única e exclusivamente por ter sido tesoureiro do PT e ter arrecadado recursos legais e oficiais para o partido, conforme apontamos mais de uma vez aqui neste blog. Exigimos a liberdade imediata de Vaccari! Não há mais justificativa para prorrogar esta prisão indevida, injusta e política. Nem mesmo um novo espetáculo midiático cabe nesse caso.

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