Liberdade ao João Vaccari, já!

Ele se tornou avô na noite desta segunda 25 e já está mais do que provado que seu lugar nesse momento é ao lado da família, no encontro do seu primeiro neto. Não é justo o que estão fazendo com o Vaccari e seus familiares

Justiça de exceção. Talvez seja essa a melhor palavra para definir a perseguição política da qual João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, é vítima. Dessa vez, o juiz Sérgio Moro, que comanda a Operação Lava Jato, saiu de férias e fingiu desconhecer que as explicações que exigiu da defesa de Vaccari chegaram à sua mesa na sexta-feira, dia 22 de maio. Seu despacho no domingo não deveria ser nenhuma autorização de transferência para o Complexo Médico-Penal, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, e sim a imediata liberdade de Vaccari.

Mas, para que compreenda melhor a arbitrariedade, entenda o que ocorreu nos últimos dias: como o Ministério Público não conseguiu obter nenhuma prova contra Vaccari, passou a incluir a família em suas investigações. Para justificar o prolongamento indevido da prisão de Vaccari, o juiz cobrou explicações sobre a movimentação na conta de sua esposa, Giselda Rousie de Lima, entre 2008 e 2014.

Cômico, trágico e estarrecedor. O juiz federal que comanda a Lava Jato exigiu que Vaccari explicasse como sua esposa movimentou R$ 583 mil – cerca de R$ 6,9 mil por mês – em sua conta ao longo dos últimos sete anos. Isso mesmo, sete anos de depósitos picados de uma aposentada que continua trabalhando como psicóloga autônoma.

Pois bem. Conforme noticiado pela imprensa nesta segunda-feira 25, a defesa de Vaccari provou minuciosamente, com planilhas, informes de rendimento, informações do banco Itaú e extratos bancários, que o valor questionado teve origem no salário recebido por Vaccari e está tudo declarado em seu imposto de renda. O valor é compatível com a renda que Vaccari obteve no período, conforme já explicamos aqui a origem de sua remuneração – aposentadoria pelo Santander, conselheiro Itaipu, administração da Bancoop e tesoureiro PT.

“Importante frisar que as informações foram obtidas pelas declarações de Imposto de Renda anteriormente juntadas no pedido de reconsideração de vossa decisão, podendo ser confirmadas agora, também, pelos informes de rendimento referentes ao período de 2008 a 2014”, declarou o advogado Luiz Flávio Borges D’Urso no pedido de reconsideração da prisão preventiva.

Segundo o advogado, “em razão da própria atividade profissional de Vaccari, que inclusive sempre demandou inúmeras viagens pelo país, é Giselda, sua esposa, quem administra as finanças domésticas e, para tanto, ele lhe repassava os valores necessários, não tendo grande movimentação bancária, face a entrega de seu dinheiro para que a mulher o gerisse, depositando-o em sua conta”.

Para demonstrar de forma mais clara o fluxo desses valores, D’Urso apresentou didaticamente por meio de tabelas as saídas da conta de Vaccari e os depósitos efetuados na conta de sua esposa. Ou seja, a cada saque na conta de Vaccari era possível identificar o mesmo valor em depósitos na conta de Giselda. Para explicar ainda os “valores picados”, foi esclarecido que os terminais de auto-atendimento do Banco Itaú exigem que depósitos em dinheiro só podem ser efetuados com, no máximo, 50 cédulas por envelope, o que explica os tais depósitos picados de R$ 2 mil.

Já com relação aos depósitos acima de R$ 10 mil também questionados por Moro, além da comprovação de que os valores depositados foram retirados da conta de Vaccari, cerca de R$ 72 mil correspondem à venda de um veículo Mitsubishi Pajero SP4, ano 2005.

Ou seja, é perceptível que a tentativa é constranger Vaccari e sua família. O juiz Moro teve todas essas respostas nas mãos na última sexta-feira, mas preferiu ignorá-las, atender ao pedido de transferência de Vaccari e sair de férias para voltar daqui 15 dias. Em um despacho lacônico, ele determinou que o Ministério Público, o mesmo que cometeu o absurdo de prender Marice, cunhada de Vaccari, por engano, se manifeste em cinco dias. É uma questão de honra, justiça e dignidade. Não queremos saber de transferência. Exigimos a liberdade de Vaccari, já!

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