Por que eu confio e defendo João Vaccari?

Por Gilmar Carneiro

Convivo com João Vaccari e família há quase trinta anos. Começamos a atuar juntos no sindicalismo bancário ainda na luta contra a ditadura militar.

Naquele tempo, atuar no sindicalismo era correr o risco de ser preso e torturado pela polícia política, ser demitido do banco, mesmo que estatal, e passar necessidades com a família.

Naquele tempo, para se combater a ditadura militar as pessoas desenvolviam confiança umas nas outras e no coletivo, caso contrário se tornavam presas fáceis da repressão.

Naquele tempo, os próprios bancos davam carteirinhas funcionais para policiais frequentarem sindicatos e assembleias para identificar militantes e prendê-los.

Como defendíamos a Democracia e a Liberdade, melhores salários e melhores condições de trabalho, ganhamos a confiança da categoria bancária e fomos eleitos para a diretoria do nosso Sindicato.

De lá para cá, os salários melhoraram, as condições de trabalho também. A ditadura acabou, construímos as centrais sindicais e os partidos políticos e elegemos parlamentares, fizemos uma nova Constituição e elegemos prefeitos, governadores e presidentes da República.

Em todas essas lutas, Vaccari sempre esteve na linha de frente.

Foi o melhor tesoureiro que tivemos, foi sempre um diretor dedicado. Quando eu deixei de participar da Executiva Nacional da CUT, tive o orgulho de indicá-lo para suceder-me. Na CUT, foi dirigente de primeira qualidade, tendo sido secretário geral e diretor financeiro. Todos que conviveram com ele na CUT reconhecem a qualidade do seu trabalho.

Quando a Bancoop entrou em crise, com a morte em acidente automobilístico do então presidente, a única pessoa que nos dava segurança de que ia botar tudo em ordem, era exatamente João Vaccari. E quando o PT precisou de um tesoureiro para superar as dívidas acumuladas, para lá foi João Vaccari.

Considerando o clima político vivido pelo Brasil e sentindo a pressão dos reacionários, particularmente da imprensa, contra o PT, sempre preocupei-me em ajudar Vaccari a fazer bem o seu trabalho na tesouraria do partido, como em alertá-lo quanto aos ataques dos inimigos do PT.

Costumava brincar com ele:
– Posso continuar a botar a mão no fogo por você?
E ele sempre respondia:
– Pode, está tudo dentro da lei. Não tem nada ilegal. Dinheiro só legal e registrado.

Da mesma forma que sempre contamos com o bom trabalho de Vaccari, tivemos oportunidade de acompanhar a constituição da sua família, conviver com a esposa, também banespiana, e a filha única do casal que está formada, casada e vai ser mãe.

Agora Vaccari vai ser avô.

Uma grande alegria, apesar da acusação infundada de envolvimento na Operação Lava Jato e a intimidação e perseguição da Justiça que o prendeu preventivamente, embora ele tenha endereço comercial e residencial públicos e oficiais, sempre tenha prestado todos os esclarecimentos solicitados e, mais de uma vez, ter se colocado à disposição da Justiça e da polícia.

Ao prenderem e acusarem Vaccari, esses reacionários estão prendendo e acusando o PT e a própria Democracia.

Da minha parte, continuo confiando e acreditando em João Vaccari. E não sou o único entre os que conheceram e sabem de sua retidão de caráter.

*Gilmar Carneiro é ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e ex-secretário geral da CUT. Militante sindical desde 1978.

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2 respostas em “Por que eu confio e defendo João Vaccari?

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